ELEIÇÕES: Veja as propostas dos Presidenciáveis para o Agronegócio Brasileiro - Marina Silva

Publicado em 16/08/2010 11:15 e atualizado em 16/08/2010 15:10 952 exibições
Segundo Marina, para o desenvolvimento do agronegócio é preciso que sejam criadas novas bases e estratégias para problemas de infraestrutura, crédito e financiamento.

A Abag - Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e mais de 50 entidades ligadas ao segmento elaboraram um documento, com propostas e metas macro-estratégicas para o crescimento seguro e sustentável do agronegócio brasileiro. A meta é dobrar as exportações do agronegócio brasileiro, alcançando, em 2020, US$ 130 bilhões. No campo social, busca-se a inclusão de 800 mil pequenos produtores rurais ao mercado e a capacitação dos filhos de agricultores. Em termos de produção, pretende-se incorporar 15 milhões de hectares de áreas degradadas ao processo produtivo. São metas possíveis, mas que dependem do esforço do Governo para a solução dos entraves na infraestrutura e logística, desoneração tributária, garantia de renda ao produtor, entre outras medidas.

O documento foi entregue aos três principais candidatos à presidência - Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva, que participaram virtualmente (gravaram depoimentos em video), nesta segunda-feira, 9 de agosto, em São Paulo, do 9º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), respondendo a questões referentes aos seis pilares para o crescimento seguro e sustentável do agronegócio brasileiro. O evento foi promovido pela Abag - Associação Brasileira do Agronegócio.

Garantia de renda para o agricultor

Para Marina Silva, é preciso criar novas bases e estratégias para o desenvolvimento do agronegócio e resolver problemas ligados à infraestrutura, ao crédito e financiamento. "Eu sou a solução para o setor no século 21", afirmou.

Infraestrutura e logística

Na visão de Marina, é necessária a elaboração de um plano para infraestrutura com diretrizes que orientem todas as ações relacionadas ao setor. "O PAC, apesar de sua importância, é um junção de obras, é um gerenciamento de obras", disse. "Não podemos perder essa guerra para nós mesmos", completou.

Comércio Exterior

Segundo Marina, é necessário desconstruir o argumento daqueles que querem incluir barreiras para impedir a entrada dos produtos brasileiros nos países. "Precisamos criar uma nova narrativa, passando no teste de economia sustentável e com isso ganharemos respeito internacional", disse.

Pesquisa, desenvolvimento e inovação

Marina afirmou que o País precisa ter produtos de alto valor agregado e por isso é necessário ter investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Um exemplo citado pela candidata é o caso da soja plantada no cerrado.

Defesa agropecuária

Esse tema, segundo Marina, depende dos esforços governamentais e do setor. "O aporte e apoio são de responsabilidade do governo federal, estadual e municipal, já o desenvolvimento de produtos de qualidade depende do setor", afirmou. "Defesa Agropecuária está ligada a dois importantes assuntos: saúde e abertura de novos mercados", acrescentou.

Institucionalidade do poder público

Marina afirmou que o foco não impede um trabalho integrado. "Precisamos criar mecanismos de integração, mantendo a especificidade de cada setor", explica.

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

1 comentário

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Quando a Marina Silva diz que seria a unica com uma solução para o agronegócio, chego a acreditar. Por quê? Talvez com ela a restrição ao plantio seja tão grande que finalmente haveria uma REDUÇÃO na produção de grãos e os preços seriam tão altos que nem dependeriam do câmbio... ou da logistica. Lembra o funcionário do governo que sugeriu recentemente que os matogrossenses substituam o milho safrinha pelo trigo. Seriam resolvidos dois problemas. Menos problemas de logistica e menos importação de Trigo... era um "conabiano" que sugeriu isto, Será que é é do "staff" de quem?

    0