Após quedas expressivas na semana, tensão no Oriente Médio diminui e preços do petróleo ganham fôlego
Após quedas expressivas na semana, tensão no Oriente Médio diminui e preços do petróleo ganham fôlego
No início da semana, o mercado de petróleo registrou uma queda superior a 6%, influenciado pela instabilidade no Oriente Médio, região estratégica para a produção global da commodity. As preocupações surgiram após um ataque de grande escala no início do mês, que levou investidores a temerem uma retaliação de Israel contra o Irã. No entanto, a resposta israelense focou em estruturas militares específicas, sem afetar diretamente as instalações petrolíferas e nucleares iranianas. Esse desfecho trouxe alívio para o mercado, que reagiu com uma recuperação de mais de 1% no índice Brent, elevando o preço do barril para cerca de US$72.
Do lado da demanda, os Estados Unidos anunciaram a aquisição de 3 milhões de barris para a sua reserva estratégica, o que sugere uma tentativa de estabilizar o mercado. A demanda chinesa, contudo, permanece incerta. Apesar dos incentivos fiscais promovidos pelo governo chinês, ainda não há sinais de uma retomada econômica robusta no país. "Setores cruciais, como as indústrias e o mercado imobiliário, continuam afetando os indicadores chineses, resultando em uma demanda mais baixa por petróleo e derivados," comenta Isabela Garcia, analista de Inteligência de Mercado da StoneX. Ela também destaca o crescimento da frota de veículos elétricos e movidos a GNL (Gás Natural Liquefeito), o que acaba influenciando a competitividade energética e reduzindo a pressão sobre a demanda de petróleo.
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