Ranking dos Políticos mostra Caiado como melhor parlamentar do Brasil

Publicado em 12/04/2017 16:27 e atualizado em 13/04/2017 20:05
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Análise: Os “sobreviventes” para 2018 (por VERA MAGALHÃES, no ESTADÃO)
Confira a entrevista com Renato Dias - Blog Ranking Políticos

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Ontem, foi divulgada a chamada "Lista do Fim do Mundo" pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato. O jornalista João Batista Olivi, do Notícias Agrícolas, comenta, portanto, que a maior condenação para os nomes que estão presentes na lista é o fato de serem diariamente comentados e terem a base desses inquéritos levantadas.

Pensando nisso, ele convidou o editor do blog Ranking Políticos, Renato Dias, para demonstrar a atuação dos deputados na Câmara e em que classificação eles se encontram de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo site.

A ferramenta, idealizada pelos empresários Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder, foi criada para pesquisa em época de eleições. No entanto, como o cenário político vem se tornando cada vez mais ponto de interesse da população, ele também se torna uma maneira de diferenciar os bons políticos dos maus políticos.

Os critérios levados em conta são a presença do parlamentar nas sessões de votação, os gastos dos deputados, o número de processos judiciais e a qualidade legislativa. De acordo com a ferramenta, o primeiro lugar é ocupado pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM), enquanto o último é do deputado Ivo Cassol (PP).

Acesse o ranking e confira a atuação dos deputados em: http://www.politicos.org.br/

Análise: Os “sobreviventes” para 2018 (por VERA MAGALHÃES, no ESTADÃO) 

A divulgação da lista dos que serão investigados a partir das delações da Odebrecht abriu automaticamente o debate: quem vai sobrar para ser candidato a presidente em 2018?

Nenhum partido com chances reais de chegar ao Planalto escapou ileso às acusações de terem se beneficiado de recursos ilegais repassados pela empreiteira em troca de contratos e projetos de lei que atendessem aos interesses da empresa.

Além disso, alguns dos principais presidenciáveis foram pessoalmente atingidos.

No PSDB, saem chamuscados Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra. Ainda que, ao fim das investigações, não fique provado que praticaram os crimes que lhes são imputados, dificilmente até 2018 estarão livres das acusações.

Entre os tucanos, portanto, se sobressai o nome de João Doria Jr. O prefeito de São Paulo, já incluído em pesquisas, imediatamente após a divulgação da lista deu declarações de que ela atinge a “classe política”. É proposital: seu principal discurso em 2016 foi o de que não é político, e sim gestor.

Dois nomes de destaque do DEM também não figuram na lista do Fachin: o prefeito de Salvador, ACM Neto, e o líder do partido no Senado, Ronaldo Caiado (GO), não serão indiciados. Ambos são citados como opções presidenciais de um partido que historicamente tem atuado como “sublegenda” do PSDB.

Com os tucanos no estaleiro, o DEM pode se animar com o fato de dois dos seus terem escapado — embora o partido também apareça mal na fita, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e vários outros parlamentares citados pelos delatores.

O deputado Jair Bolsonaro, que tem um séquito crescente de defensores na extrema-direita, também vai se regozijar por não estar na lista. Seus seguidores já estão martelando esse discurso nas redes sociais.

Entre os políticos das “antigas” escaparam Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) — ele foi mencionado na lista de apelidos da empreiteira, mas não está no rol dos que serão investigados agora.

E o PT? O partido insiste na candidatura do ex-presidente Lula como único cenário. Mas Lula, que já é réu em cinco ações que correm em ritmo mais acelerado que as investigações contra os políticos com foro, leva tiros de todos os lados na delação da Odebrecht. As acusações remetidas a Curitiba devem não só corroborar as ações já em curso quanto embasar novos pedidos de investigação.

No PT e no PMDB não se salva nenhum nome viável para 2018. Nem Fernando Haddad escapará imediatamente de ser investigado por doações da Odebrecht a sua campanha em 2012.

O partido de Michel Temer sai corroído de cabo a rabo. Cabe ao presidente torcer para concluir o mandato aos trancos e barrancos, e à legenda repetir o que vem fazendo em eleições desde 1998: ceder seu gordo tempo de TV a alguma aliança e esconder do eleitor a cara indigesta de seus caciques.

* Análise originalmente produzida para o Broadcast Político (EM O ESTADO DE S. PAULO).

Lista do Findomundistão compromete também o futuro de longo prazo (REINALDO AZEVEDO)

A elite política que foi mandada para o patíbulo pelo Ministério Público, que abusa de critérios heterodoxos como poderia apontar qualquer advogado mediano que fosse, é a mesma que tem de fazer a reforma da Previdência, a reforma trabalhista e a reforma política.

As duas primeiras enfrentam óbvia resistência das esquerdas. A terceira inflama a imaginação — e, sobretudo, a estupidez ou oportunismo — das direitas.

É claro que, sob fogo cruzado, fica mais difícil aprovar medidas que serão tachadas de “corte de direitos”. Não conheço uma só pessoa que simpatize — atenção para o verbo que emprego — com o aumento da idade mínima para a aposentadoria. Os conscienciosos aquiescem com a sua necessidade. Nem poderia ser diferente: não se deve esperar de uma população que não tem exatamente uma vida nababesca uma cota extra de sacrifício em nome da sustentação de um sistema cujos mecanismos nem conhece direito.

É preciso (seria) fazer um trabalho de convencimento. Para tanto, é (seria) necessário que haja (houvesse) uma relação mínima de confiança entre o povo — que vai, sim, arcar com o peso das mudanças — e as lideranças políticas. Olhem o quadro: cabe, nesse cenário, tal palavra? Não me parece.

Sim, é preciso juntar os dados da equação. Notem que o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), o reaça folclórico — mas hoje com o apoio de 10% ou pouco mais do eleitorado —, não se mete com esse assunto. Ou melhor: ele adota a pauta da extrema esquerda: é contra as reformas trabalhista e da Previdência, contra a terceirização, contra as privatizações…

Tome-se outro pré-candidato óbvio, o prefeito João Doria (PSDB). Como, por enquanto, essas reformas não são assuntos municipais, ele pode ficar longe do debate. Certamente, em algum cenário, ele se vê sentado na cadeira presidencial. E é claro que espera chegar lá com alguma reforma feita.

Não estou dizendo que essas reformas se tornaram inviáveis. Mas é claro que terão um trânsito ainda mais difícil.

Reforma política
Querem saber? Não fazer a reforma política será ainda mais arriscado do que deixar de lado a da Previdência e a trabalhista. Sem essas duas, é fato, continuaremos condenados à mediocridade, ao baixo crescimento, aos juros altos, à melancolia. O país não acaba — porque países não acabam, né? —, mas se acabrunha.

Não fazer a reforma política acena com um risco bem maior: a desordem. E a crise política sempre é o melhor motor da crise econômica.

Notem: não sabemos de onde sairão os recursos das eleições de 2018. Há menos de seis meses para cuidar do assunto. Deixar a legislação como está implica alargar a vereda que já liga hoje a política ao crime organizado. Não há tempo e condições políticas de resgatar o financiamento de pessoas jurídicas. Ou se tem o fundo público ou se tem o caos.

As direitas xucras não querem fundo público. Logo, querem, na minha formulação, o caos, sempre útil às várias expressões das hordas fascistoides que dominam as redes sociais.

O fundo público, se vier, só faz sentido com o chamado voto em lista pré-ordenada — que, se existir, será pública, à diferença do que propagam os vigaristas. Mas, de novo, os que escoiceiam os argumentos zurram sua contrariedade em nome da “renovação da política”.

Assim como temos uma janela — o governo Temer — para fazer a reforma da Previdência (ou não se fará depois), temos a oportunidade, como país, de fazer uma reforma política que seja algo mais do que uma ponte para 2018. Seria um avanço formidável reinstituir o financiamento de campanha por pessoas jurídicas — “na forma da lei” (e ela será discutida posteriormente) — e aprovar o voto distrital misto. Para quando? Para 2022.

Constato, no entanto, que a POLÍCIA foi posta no lugar da POLÍTICA. “Claro, Reinaldo! Você queria o quê? Só tem bandido…” Pois é. Pra começo de conversa, isso não é verdade. Ainda que fosse, não me parece que a resposta adequada seja a política exercida como antipolítica.

Aqui e ali, os espertalhões e os cretinos começam a flertar com a ideia de uma Constituinte Exclusiva para fazer a reforma política. Bem, para 2018, não haveria tempo. Imaginem que texto sairia de um grupo que não teria depois de arcar com a governabilidade.

O Congresso que aí está tem de ter a clareza de fazer o que tem de ser feito. Já está morto. Sua única saída, agora, é ressuscitar.

"Apesar do caos, entidades apostam num futuro virtuoso para o país" (REINALDO AZEVEDO)

Vinte e três associações empresariais publicam na imprensa um manifesto em defesa das reformas

O que há de gente querendo apagar a luz no Brasil, convenham, é uma coisa fabulosa. Há, sim, o risco de perder, vamos dizer, o fio da história. É preciso combater a corrupção, punir a bandidagem etc. Mas o país tem de avançar.

Por isso aplaudo um anúncio publicado hoje nos jornais com a assinatura de 23 entidades.

Trata justamente da necessidade e urgência das reformas. O título não poderia ser mais feliz: “Reformar para mudar”. Sim, senhores! São as reformas, nunca as revoluções, que mudam o mundo para melhor. Temos essa oportunidade.

Leiam o texto, seguido pelos signatários.

*

REFORMAR PARA MUDAR

Sem a adoção de medidas concretas, o futuro das próximas gerações estará comprometido.

A sociedade defende mudanças. Quer a afirmação de valores éticos (na política, nos negócios, na vida). Quer a modernização de regras e modelos; eliminar engessamentos; ter perspectivas; fluir; prosperar.

Para o desencadeamento dessas mudanças, dois caminhos que começam a ser trilhados merecem nosso decidido apoio.

A reforma da Previdência é um deles. A população envelhece. A taxa de natalidade cai. Pura aritmética: se nada for feito, em breve, nossos filhos e netos não terão direito a qualquer benefício.

O outro é o da modernização da legislação trabalhista. A relação capital/trabalho amadureceu, evoluiu. Os empregados de hoje sabem se organizar, dialogar e negociar com seus empregadores.

Para respeitar essa capacidade, ao invés de subestimá-la, é preciso atualizar a velha CLT; adaptá-la à realidade; romper paradigmas; garantir segurança jurídica ao acordado. E, assim, ampliar a oferta de empregos para nós, nossos filhos e netos.

Como entidades representativas da indústria, comércio e serviços, apoiamos a realização dessas reformas.

Elas representam o início do processo de restauração do Brasil, abrindo espaço para que os próximos governos não temam fazer o que é necessário. Abandonem o populismo e assumam a responsabilidade de cuidar deste País, protegendo seus habitantes.

Basta de adiar o indispensável; de negar o inadiável.

Só com desenvolvimento econômico e criação de empregos teremos a redução da pobreza e os avanços sociais que tanto desejamos.

Coragem, brasileiros. O melhor está por vir!

Porque esta Nação merece (e pode) ser grande.

*

Aabic – Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo

Abecip – Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança

Abrainc – Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias

Abrasce – Associação Brasileira de Shopping Centers

ACSP – Associação Comercial de São Paulo

ADIT Brasil – Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil

ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil

Aelo – Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano

Alshop – Associação Brasileira de Lojistas de Shopping

Apeop – Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas

AsBea – Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura

CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção

Cofeci-Creci – Conselho Federal dos Corretores de Imóveis

Deconcic – Fiesp – Departamento da Indústria da Construção da Fiesp

Facesp – Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo

Fecomercio – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo

Fiabci-Brasil – Federação Internacional Imobiliária

IE – Instituto de Engenharia

Sciesp – Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo

Secovi-SP – Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo

SindusCon-SP – Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo

Sinaenco – Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva

Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração

Fonte: Notícias Agrícolas/ESTADÃO/VEJA

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