Interesses comuns fortalecerão acordo comercial entre Mercosul e União Europeia

Publicado em 08/05/2020 14:24 e atualizado em 11/05/2020 08:26 3113 exibições
José Manuel Fernandes e Antônio da Luz - Dep. de Portugal no Parlamento Europeu e Economista da Farsul
Em debate exclusivo para o site Notícias Agrícolas, representantes do Parlamento Europeu e da Farsul falam sobre acordo comercial entre os dois blocos

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Entrevista com José Manuel Fernandes e Antônio da Luz sobre o Mercosul e União Europeia

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Após quase um ano desde o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia, o site Notícias Agrícolas entrevistou José Manuel Fernandes, deputado de Portugal no Parlamento Europeu e Antônio da Luz, economista-chefe da Farsul, para debater as dificuldades e as perpectivas dos dois blocos diante das dificuldades causadas pela pandemia do Covid-19, o novo coronavírus.

Para Antônio da Luz, a heterogeneidade do bloco Mercosul é mais complexa se comparada às diferenças dos países europeus. Crítico ao bloco, o economista-chefe da Farsul vê que o Brasil está preso ao bloco sul-americano. "A aproximação com a União Européia vem para salvar o Mercosul, mas precisamos ter a consciência de que o comércio é uma via de mão dupla. Ao fazer um acordo entre blocos comerciais, temos que ter a consciência de que teremos zonas de livre comércio", disse.

Um dos gargalos a serem resolvidos entre os dois blocos, são as exigências ambientais na Europa que acabam criando uma visão negativa com relação à agricultura. "A agricultura se mostra cada vez mais essencial, mas nem sempre o papel do produtor é valorizado. O rendimento médio do produtor na União Européia é cerca de 40% em relação à outras profissões, o que faz desse setor pouco atrativo", explicou o parlamentar europeu. "Olhar o agricultor como um inimigo do meio ambiente é muito errado, isso não significa que não tenhamos que enfatizar a sustentabilidade do setor, principalmente com os avanços digitais", completou.

Apesar das adversidades, tanto Antônio da Luz, quanto José Manuel Fernadez concordam que os valores em comum dos povos europeus e sul-americanos irão fortalecer os laços econômicos entre os dois blocos. "Temos valores comuns, culturas e modo de vida semelhantes, essas afinidades irão nos auxiliar em encontrar um espaço de bem comum", opinou  Fernandez. "Temos muito para aprender com a cooperação entre os blocos, não podemos adotar medidas protecionistas, pelo contrário, devemos comprar aonde é mais barato. O agronegócio só chegou ao patamar atual de importância graças ao livre mercado", alertou Antônio da Luz.

Por:
Ericson Cunha
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • marco antonio stahlschmidt Araquari - SC

    ....tenho empresa aqui no brasil, e em matosinhos, porto do norte de portugal. conheço bem a uniao europeia, nao acredito em nada do que foi falado. pura balela. uniao europeia e´primeiro mundo, e nos brasileiros o que somos ? ,......

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    • Merie Coradi Cuiaba - MT

      O que o Brasil tem prá vender para a Europa? Basicamente comida. Aí como contentá-los se eles vivem de barriga cheia? Irão a todo momento reclamar e colocar defeito na nossa produção. Se atendermos a cor do boi eles vão reclamar do berro, acertado o mugido irão reclamar de onde o boi dorme. As imposições ambientais deles não tem nada a haver com a qualidade do produto ou sustabilidade, mas tão somente: manter eles ricos e nós pobres. Portanto, esqueçam a Europa, vamos focar em quem tem fome: China, India, Paises Arabes e quem sabe até a Africa. Fazer churrasco prá rico é perda de tempo, temos que fazer prá peão de obra, que comem bem, paga bem e não reclamam.

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