Soja: Lavouras são atacadas pela falsa medideira na região de Sinop (MT) e custos de produção estão 20% mais altos em relação ao ano anterior

Publicado em 09/01/2015 09:41 e atualizado em 25/10/2017 13:32
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Soja: Lavouras são atacadas pela falsa medideira na região de Sinop (MT) e custos de produção estão 20% mais altos. Produtores têm dificuldade em combater a praga, já que os produtos disponíveis estão perdendo a eficiência. Soja é cotada a R$ 46,00 na localidade. Na safrinha, agricultores ainda esperam melhor definição do clima, que segue com menor volume de chuvas e altas temperaturas. Redução na área de milho deverá ser expressiva.

Em Sinop (MT), alguns produtores rurais já conseguiram dar início a colheita da soja da safra 2014/15. Ainda assim, com o atraso na semeadura do grão, a maior parte da área começará a ser colhida no dia 20 de janeiro. Nesse momento, a preocupação é com o ataque da lagarta falsa medideira nas plantações da oleaginosa.

O vice-presidente do Sindicato Rural do município, Leonildo Barei, destaca que, os custos de produção subiram mais de 20% em relação ao ano passado. “Isso por conta do aparecimento das pragas, especialmente no final de 2014. Os produtos disponíveis no mercado estão perdendo a eficiência e o benzoato de emamectina licenciado pelas empresas brasileiras custa em média R$ 85,00 por hectare para aplicação”, explica.

Com isso, os agricultores realizam até 4 aplicações para tentar controlar a praga e acabam misturando os produtos. Em contrapartida, o presidente diz que o faturamento da soja recuou 20% na região. Ano passado, a saca da oleaginosa era negociada em torno de R$ 55,00 na localidade, agora o valor baixou para R$ 46,00.

“Está cada vez pior e o produtor fica desestruturado. Por enquanto, o dólar tem nos ajudado e sustentado os preços, mas já pensamos na próxima safra. A partir de abril, os agricultores já começam as compras da próxima temporada e temos uma projeção do dólar próximo de R$ 3,00”, alerta Barei.

Milho safrinha

Em relação à produção de safrinha, o vice-presidente informa que a situação é bastante preocupante. “Em 36 anos em que eu moro no estado nunca vi um dezembro com chuva e sol todos os dias. Hoje, o sol está muito forte na nossa região e as chuvas estão na medida para o desenvolvimento da soja. A partir de hoje, temos um mês para colher a soja e concluir o milho”, diz.

E depois do dia 15 de fevereiro, os produtores não irão investir em milho de ponta, somente de segunda e terceira linha por conta do risco climático, conforme ressalta o vice-presidente. “O MT vai assustar pela redução no plantio e a colheita do milho que vem pela frente. Podemos colher apenas 8 milhões de toneladas”, ressalta.

Atualmente, a saca do cereal é cotada entre R$ 17,00 a R$ 18,00 na região, valor que remunera o produtor, porém, o percentual de agricultores que têm o produto para fazer a negociação é baixo. “Deveríamos ter o mesmo preço mínimo dos estados de GO e TO, de R$ 17,56 a saca. No nosso estado o valor é de R$ 13,52 a saca”, finaliza Barei. 

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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