Produtores rurais de Cassilândia (MS) esperam chuvas para iniciar o plantio da soja

Publicado em 10/10/2016 10:59 e atualizado em 10/10/2016 11:51
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Previsões climáticas não indicam chuvas para a região nas próximas duas semanas. Agricultor que arriscou pode ter que fazer o replantio. Preocupação é com a disponibilidade das sementes para essa safra. Custo da área irrigada está próximo de 46 scs/ha, contra uma produtividade média ao redor de 55 scs/ha.

Sem chuvas regulares, os produtores rurais em Cassilândia (MS) aguardam a consolidação do clima para realizar o plantio da soja safra 2016/17.

A região - que recebeu precipitações há duas semanas - já voltou a secar e as preocupações com quem optou por semear na época, só aumentam. Conforme explica o produtor rural, Marcelo Ambrogi Castilho, em solos com 70% de argila não há mais reserva hídrica, por isso a necessidade de que as precipitações cheguem o mais rápido possível.

"As chuvas vieram em bons volumes, mas em um curto período de tempo que não permitiu a absorção do solo", diz Castilho.

Segundo ele, as previsões climáticas não indicam chuvas volumosas e regulares nas próximas duas semanas. De acordo com os mapas da Climatempo, o município irá receber, entre esta e a próxima semana, precipitações de no máximo 15 mm.

A disponibilidade e qualidade das sementes também são um problema nesta safra. Para aqueles produtores que realizaram o plantio logo nas primeiras chuvas, Castilho afirma que se houver necessidade de replantio muito poderão não encontrar a quantidade necessária.

Além disso, muitas variedades não estão disponíveis no mercado. "A semente que costumo usar não tem neste ano, então terei que partir para outra cultivar que planejei plantar", ressalta Castilho.

E por mais um ano os custos estão onerando os produtores. De acordo com Marcelo em áreas de irrigação o agricultor gasta, em média, cerca de 46 sacas por hectares. Já em lavouras de sequeiro o custo é de aproximadamente 42 scs/ha, mas os riscos são maiores.

Diante de tantas preocupações os produtores torcem para que o clima regularize e as lavouras se desenvolvam com qualidade.

Por: Fernanda Custódio e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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