Mais uma alta de 20 pontos para soja em Chicago puxada pela previsão de clima seco e quente nos EUA
O mercado da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerra a segunda-feira (10) com mais uma sessão positiva, com mais de 20 pontos de alta, somando 10 sessões seguidas de alta.
Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting, destaca que o movimento de hoje é uma continuidade de uma preocupação climática no mercado. O momento positivo se iniciou com o relatório de plantio e de estoques divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Há, ainda, grandes problemas na área de trigo, que está em sua pior situação dos últimos 30 anos, colaborando para um fortalecimento para os preços de soja e milho.
O mercado está muito pressionado pelo financeiro. Além disso, um dólar mais barato no Brasil refletiu em uma alta na CBOT.
Brandalizze acredita que ainda existe um espaço para maiores altas, mas que, a partir do momento em que aparecer um indicativo de chuvas, vai haver uma liquidação, derrubando cerca de 30 a 40 pontos em um único pregão.
Essa perda vem para uma safra de 115 milhões de toneladas. Se os próximos dias apresentarem problemas, uma safra menor pode ser especulada. Mas, ao mesmo tempo, o Brasil vem com mais soja, o que pode amenizar as perdas dos norte-americanos.
Os produtores brasileiros têm aproveitado o movimento, mas o ritmo nesta segunda-feira foi bem menor. O Mato Grosso já tem 90% da sua safra negociada e, a nível de Brasil, 75% da soja foi negociada. Portanto, o atraso da comercialização foi superado nas últimas semanas.
A safra nova ainda tem um ritmo mais lento, com 5% a nível nacional comercializados e 7% a 8% no Mato Grosso. Os produtores buscam níveis bem maiores que, segundo Brandalizze, não devem se concretizar. Houveram negócios de até R$80 nos portos.
O dólar pode sofrer uma pressão baixista caso o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, assuma a presidência do Brasil, o que vem sendo visto com bons olhos pelo mercado financeiro.
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