Soja negociada em dólar pode ser boa alternativa com possibilidade de alta dos juros nos EUA no momento de colheita no Brasil

Publicado em 11/10/2017 17:35
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Soja em Chicago em compasso de espera para relatório do USDA e mercado fala em safra maior que 121 milhões de toneladas

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À espera do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado da soja encerra com mais um dia neutro na Bolsa de Chicago (CBOT).

Fernando Pimentel, analista de mercado da Agrosecurity Consultoria, destaca que o mercado anda de lado por não acreditar em uma grande alteração no relatório de amanhã. Outubro, tradicionalmente, traz uma quantidade maior do que setembro, o que também deve se refletir em novembro. Logo, essa questão já foi precificada.

A demanda chinesa, que vem forte, também ajuda a segurar os preços. O ritmo norte-americano é bom e os números de exportação brasileira devem ficar acima das 64 milhões de toneladas.

O mercado também está de olho na questão climática da América do Sul, que implica em uma safra anormal em termos de ritmo, com chuvas atrasadas em algumas regiões. Além disso, caso ocorra um aumento dos juros nos Estados Unidos, investidores de commodities podem migrar para os títulos.

Quando o produtor brasileiro estiver colhendo sua soja, as taxas de juros deverão estar mais altas do que agora. Por isso, ele acredita que negociar soja em dólar pode não ser tão ruim. Em função do atraso da comercialização brasileira, ele recomendaria a venda nos atuais patamares.

Um atraso no plantio não deve comprometer a produção de soja na América do Sul. Entretanto, isso pode gerar algum problema para o milho safrinha mais adiante.

Sobre a CBOT, ele salienta que os produtores devem ficar atentos aos picos rápidos do mercado, que deve flutuar entre US$9,50/bushel a R$10,50/bushel, na visão do analista.

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Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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