Clima favorável ao plantio no Brasil, dólar em alta e recuo do petróleo pressionam cotações da soja em Chicago

Para analista, manutenção de clima favorável ao plantio no Brasil ainda pode pressionar cotações da soja em Chicago, mas intervalo de negócios deve permanecer entre US$ 9,50 e US$ 10,00/bushel
Publicado em 14/11/2017 16:54
Confira a entrevista com Luiz Fernando Gutierrez Roque - Analista da Consultoria Safras & Mercado

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A terça-feira (14) foi mais um dia negativo para as cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), dando sequência a um movimento de baixa que se faz presente desde o último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Luiz Fernando Gutierrez Roque, analista da Safras & Mercado, destaca que a queda em Chicago vem sendo justificada pela tendência que começou na semana anterior, com o USDA confirmando a entrada da superssafra americana. A colheita nos Estados Unidos melhorou na última semana e agora entra na reta final, com um ritmo dentro da média e produtividades excelentes.

Por mais que esse fator já estivesse precificado, Chicago tende a recuar um pouco mais com a confirmação. Porém, o clima na América do Sul passa a ser o fator central do mercado e, como este se encontra favorável para o plantio, a CBOT também sente a pressão dessa questão.

O mercado se antecipa aos mapas e, observando os próximos 15 dias, começa a precificar a manutenção deste clima positivo para o Brasil. O peso das commodities também é influenciado pela queda do petróleo e das movimentações do dólar.

Em Chicago, o mercado spot tende a trabalhar há várias semanas entre US$9,50/bushel e US$10/bushel, com um suporte intermediário de US$9,65/bushel que dificilmente é batido. Assim, seria necessária uma grande novidade para romper esse intervalo.

Do lado da demanda, os embarques estão fluindo nos Estados Unidos e tendem a recuperar o forte ritmo. A situação também se reflete no Brasil. Este é, portanto, um fator de suporte de destaque para a CBOT.

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