Dia de correção para soja em Chicago após quedas exageradas com previsão de volta das chuva para Argentina. Clima segue incerto

Nesta quarta-feira (13), o mercado da soja teve um fechamento positivo, mas com uma pequena recuperação nas cotações na Bolsa de Chicago (CBOT).
Stefan Tomkiw, analista de mercado da Societé Générale, avalia que a sessão foi calma, com uma espécie de "ressaca" do relatório divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que não trouxe nenhuma surpresa para o mercado. A movimentação de hoje, segundo ele, foi mais técnica do que algo com base em fundamentos.
O mercado está em um período, entretanto, no qual existe a possibilidade de se adicionar riscos climáticos para as cotações. Isso se deve porque a demanda mundial cresce mais do que os estoques e uma quebra significativa no Brasil ou na Argentina poderia intensificar essa situação.
Para curto prazo, Tomkiw acredita em um mercado lateralizado, com o vencimento março/18 trabalhando entre US$9,80/bushel e US$10,10/bushel. O analista destaca ainda que o final de ano traz um menor número de negociações, tanto do lado da compra quanto da venda.
Os brasileiros sentiram uma alta mais expressiva quando o dólar alcançou R$3,30 e a CBOT também trabalhava acima dos US$10/bushel. Agora, os produtores "tiraram o pé" para aguardar um novo rally. No atual momento, como salienta Tomkiw, o câmbio não tem atuado como estímulo, mas, se voltar a ter um estresse, esse estímulo deve retornar.
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