Safra 2017/18: Portaria da Adapar estende calendário de plantio da soja no Paraná

Ontem, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR) divulgou sua Portaria nº345, que estende o plantio da soja no estado do Paraná até 14 de janeiro de 2018. Essa medida, contudo, trata-se apenas de uma extensão de plantio em função dos problemas climáticos durante a safra, não configurando uma liberação do plantio de soja safrinha.
Inácio Afonso Kroetz, diretor-presidente da ADAPAR, destaca que, segundo o calendário oficial, o plantio se encerraria em 31 de dezembro. Porém, os plantios de milho e feijão enfrentaram problemas de estabelecimento em setembro, o que atrasou o ciclo e, consequentemente, prejudicou a soja que seria plantada após esses cultivos, em especial no sudoeste do Paraná. Assim, por meio de um consenso técnico, baseado em "dados oficiais robustos", a ADAPAR resolveu atender ao pedido do setor produtivo e dos técnicos.
Entretanto, o plantio da soja até essa data está permitido apenas em suscessão ao milho ou ao feijão. A soja após a soja continua proibida, como explica o diretor-presidente. A atenção deve seguir redobrada para as doenças de final de ciclo, em especial a ferrugem asiática da soja, com os produtores devendo realizar o manejo fitossanitário adequado e o acompanhamento técnico, já que o Brasil não teve ter moléculas novas para o combate da doença nos próximos anos.
O estado realiza seu vazio sanitário de 10 de junho a 10 de setembro. Para essa soja que será plantada até a nova data, a colheita deverá ser realizada até o dia 15 de maio. "Foi tudo calculado e suportado pela pesquisa científica. Esperamos ter feito o melhor em conceder esses 14 dias", diz Kroetz.
As ferramentas disponíveis permitem com que os solos fiquem 90 dias sem hospedeiro vivo para mitigar o risco de doenças. A partir de 10 de setembro de 2018, um novo plantio de soja está liberado, desde que, neste período, ainda não haja planta verde no solo.
A medida também vem no sentido de não prejudicar os produtores que já haviam comprado seus insumos, bem como garantir a importância da cultura da soja na economia do Paraná, que é o segundo maior produtor de soja do Brasil.
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