Adversidades climáticas e doenças de final de ciclo ocasionam queda de vagens nas lavouras de soja, diz especialista

Alguns produtores do oeste do Paraná e também em Minas Gerais estão preocupados com um problema que vem afetando lavouras de soja neste período: a queda de vagens. Por isso, o Notícias Agrícolas conversou nesta segunda-feira (22) com o fisiologista Elmar Floss, que abordou sobre as principais causas dessa questão.
Este problema chega em uma fase que é decisiva para a definição do rendimento, que é o enchimento de grãos. Fatores como a falta ou o excesso de água, bem como a falta de luz solar, são os principais agentes de influência para que a lavoura comece a apresentar a deficiência.
Floss explica que a falta de oxigênio para a respiração da raiz implica em um desequilíbrio hormonal, como forma de defesa da própria planta quando o sistema radicular enfrenta algum estresse. Além das chuvas, um solo compactado também pode causar este problema.
A situação de estresse também leva a uma produção de gás etileno, que leva a uma síntese de enzimas de degeneração. Como 80% do peso das vagens é proveniente do que as folhas fabricam, na medida em que há problemas com as folhas, as vagens também enfrentam o mesmo.
O fisiologista destaca que este não é um problema de cultivar, embora o ciclo da cultivar também possa influenciar neste período. As primeiras observações mostram ainda que as áreas que receberam aplicações preventivas de fungicidas possuem uma proteção maior, com queda de vagem em menor número. Nas demais áreas, o problema vem associado a doenças de final de ciclo.
Ele aponta que, neste momento, não há nada que possa ser feito para reverter essa situação. Contudo, orienta para que esta sirva de aprendizado para a preparação da safra no próximo ano.
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