Leste do Mato Grosso enfrenta o dilema da falta de armazéns

O presidente do Sindicato Rural de Nova Xavantina (MT), Endrigo Dalcin, conta ao Notícias Agrícolas que o desenvolvimento das lavouras de soja na região vem sofrendo com a falta de chuvas, que cessaram desde o último dia 7 de janeiro. Desta forma, a oleaginosa, que foi plantada dentro de sua janela ideal, vem perdendo potencial produtivo nos talhões mais novos.
Já há relatos de produtores que estão acionando o seguro rural e de perdas irreversíveis em algumas áreas. A estimativa é de uma produtividade média de 50 sacas por hectare até o momento. Com a colheita se aproximando, a ser realizada em 15 de fevereiro, Dalcin diz que muitos aguardam para ter condições de colher a soja e plantar o milho safrinha.
Houve pouca incidência de lagarta e de percevejo e a ferrugem asiática ainda não foi localizada. Enquanto isso, os produtores trabalham realizando o manejo e as aplicações preventivas.
Uma das maiores preocupações, entretanto, é a logística e a armazenagem. O presidente lembra que o estado não possui armazéns suficientes e, com a concentração de oferta, o ano deve ser, novamente, desafiador. A safra nova teve uma negociação de apenas 30% neste momento, com os preços girando em torno de R$58.
Para Dalcin, é preciso "comercializar para dar escoamento e fluxo nessa safra" e o produtor "tem que se antenar no mercado e fazer isso no momento que achar procedente".
A estimativa é que, com o atraso da colheita da soja, haja uma redução de 40% na área de milho safrinha no município, já que plantar após 28 de fevereiro é "muito arriscado". Aqueles que plantarem devem optar por uma menor tecnologia. Quem não plantar deve investir em cultivos de cobertura e na integração com a pecuária.
Veja abaixo fotos das lavouras de soja na região:
1 comentário
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Rodrigo Bulau Jaboticabal - SP
Eu gostaria de saber se há a possibilidade disto estar relacionado a outros fatores, como pragas ou doenças radiculares.
Não há possibilidade. Isto é fruto de estiagem!!