Com clima favorável ao plantio e demanda fraca à espera de resultados da reunião em Pequim, soja realiza lucros em Chicago

Publicado em 02/05/2018 16:56 e atualizado em 02/05/2018 17:46
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Para consultor, movimento de queda da soja em Chicago é limitado pela indefinição sobre o tamanho da oferta (novas safras nos EUA e no Brasil) em relação à demanda crescente
Jorge Gracioli - Consultor em Gerenciamento de Riscos na INTL FCStone

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Nesta quarta-feira (02), o dia foi negativo para as cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), após os preços interessantes vistos na semana anterior.

Jorge Gracioli, consultor em gerenciamento de riscos da INTL FCStone, avalia que a ausência de notícias altistas para o mercado fez com que os fundos realizassem um movimento técnico de tomada de lucro, já que estes estavam muito comprados.

A perspectiva de um clima mais favorável para as próximas semanas nos Estados Unidos também garante que o plantio tanto de soja quanto de milho avance nas terras norte-americanas, com garantia, assim, de uma safra plena. Contudo, o mercado climático ainda deve continuar influenciando as cotações nos próximos meses.

Uma delegação norte-americana também se reúne com o primeiro-ministro chinês em Pequim para debater os rumos da taxação envolvendo a soja. Seja qual for o resultado, a China ainda deve precisar do produto proveniente dos Estados Unidos, já que a oferta por parte dos outros países não é suficiente para abastecer a demanda crescente dos asiáticos.

As quedas na CBOT, por sinal, serão limitadas por conta da redução da produção mundial de soja. Para o produtor brasileiro, este fator, associado ao câmbio em alta e aos prêmios elevados, oferece a oportunidade de administrar um momento único do mercado de soja. Portanto, o momento é oportuno para os negócios.

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Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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