Clima não ajuda e região de Carazinho/RS tem pior início de safra de soja dos últimos 10/15 anos

Publicado em 20/12/2018 12:10 e atualizado em 20/12/2018 13:42
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Sindicato Rural da cidade avalia que produtividade vai ficar menor do que as 66 sacas registradas na safra passada e produtor deve ter dificuldades para fechar a conta devido ao aumento no custo de produção e a necessidade de replantio das lavouras.
Paulo Vargas - Vice-Presidente do Sindicato Rural de Carazinho/RS

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Entrevista com Paulo Vargas - Vice-Presidente do Sindicato Rural de Carazinho/RS sobre o Acompanhamento de Safra da Soja

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As condições climáticas na região de Carazinho (RS) não estão ajudando o desenvolvimento das lavouras de soja do município. Com o atual estado das plantações, os produtores já se preocupam com a produtividade que será atingida ao final da lavoura, que já não deve chegar perto das 66 sacas por hectare colhidas na safra passada.

“Os produtores falam que é o pior ano para essa fase inicial de soja nos últimos 10/15 anos. Ocorreram problemas de frio, fitóftora, compactação e encharcamento, esse pacote de stress afetou a cultura que estava começando a se desenvolver. A largada inicial não é boa e isso vai afetar a nossa produtividade lá na frente. O nosso potencial está reduzido pois temos uma baixa área folhar e plantas de menor forte. Ainda é muito cedo para quantificar essa redução, mas sabemos que quando começa mal é difícil termos uma safra top”, diz Paulo Vargas, vice presidente do Sindicato Rural de Carazinho.

Alguns produtores foram obrigados a refazerem seus plantios, até duas vezes em alguns casos, e com isso, aumentaram ainda mais os custos de produção, que para essa safra já eram mais elevados do que os anos anteriores por conta da alta do dólar e dos preços dos insumos. Sendo assim, os agricultores temem não conseguir fechar a conta para a lavoura que deve iniciar as colheitas no mês de março.

“O produtor vai precisar se reorganizar tecnicamente para voltar a um patamar elevado de produtividade. Ele precisa proteger o que ele tem, as folhas e as plantas, o que nasceu ele vai ter que proteger. O que a gente tem agora tem que ser bem cuidado e bem trato para, lá na frente, ainda termos boas condições de produtividade. Tem produtor que está bem, mas tem muito produtor que está com dificuldades bem sérias”, alerta Vargas.

Confira a entrevista completa no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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