Veranico na virada de ano prejudica lavouras e safra de soja em Jataí/GO deve ser 12% menor

Publicado em 15/01/2019 10:50 e atualizado em 15/01/2019 16:09
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Produtividade da safra 2017/18 foi de 60 sacas por hectare na região que já registra perdas entre 15 e 20% nas primeiras lavouras colhidas. Sindicato Rural de Jataí/GO estima que perda no geral deva ficar em 12/13% e aconselha que produtores negociem sua produção ao poucos para buscar preços melhores.
Vitor Geraldo Gaiardo - Presidente do Sindicato Rural de Jataí - GO

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Entrevista com Vitor Geraldo Gaiardo - Presidente do Sindicato Rural de Jataí - GO sobre o Acompanhamento de Safra da Soja

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As colheitas das primeiras sojas já começaram na cidade de Jataí em Goiás e os produtores locais começa a contabilizar os prejuízos com a queda na produtividade. A região passou por um momento sem chuvas e com muito calor entre dezembro e janeiro, chegando a ficar até 22 dias se chuvas em algumas localidades.

“Isso vem afetando a produtividade dessas primeiras colheitas e a quebra deve ser maior, por ser um ciclo mais precoce, está se estimando uma perda de 15 a 20% nessas áreas. A soja que vem posteriormente já não sofreu tanto e ainda consegue recuperar um pouco. Se estima que a perda média da região fique em torno de 12 e 13% da safra passada que se produziu em torno de 60 sacas na média geral”, conta Vitor Geraldo Gaiardo, presidente do Sindicato Rural de Jataí/GO.

O mercado para a venda de soja na região está enfraquecido, com preços rondando os R$ 63,00 em função da queda do dólar e da falta de movimentações mais profundas na Bolsa de Chicago. A expectativa dos produtores é de que os preços deveriam já estar refletindo as perdas de produção para a safra 2018/19 no Brasil, mas que isso ainda deve acontecer mais para a frente da colheita.

“O que se recomenda é cautela. Quem já vendeu e aproveitou os bons preços que cumpra os seus contratos como deve ser. Os que não venderam, devem vender somente o necessário e esperar alguma melhoria porque nessa situação dos custos elevados como estão e esses preços é difícil você fazer sobrar. Fechar a conta com essa margem de preços não é muito fácil, então é ter cautela e ir travando aos poucos à medida da necessidade”, comenta Gaiardo.

Confira a entrevista completa no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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