Mato Grosso do Sul já colheu metade da soja e produtividade é de 50/53 sacas por hectare

Publicado em 21/02/2019 12:04 e atualizado em 21/02/2019 19:36
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Produtividades variam muito dentro do estado indo de 20 à mais de 65 sacas por hectare. Plantio da safrinha de milho já atinge 33% da área, cerca de 8% a mais do que a média história para este período do ano.
Juliano Schmaedecke - Presidente Aprosoja MS

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A colheita da soja no Mato Grosso do Sul já avança para metade do total de área plantada. Até o momento, o estado registra produtividade média na casa das 50/53 sacas por hectare, mas apresenta muita irregularidade nesses índices. Algumas regiões registram médias de 20/25 sacas, enquanto outras obtêm mais de 65 sacas por hectare.

“O ano continua difícil para o Mato Grosso do Sul com chuvas muito variadas, não entra um frente e chove geral desde dezembro. As chuvas estão muito variadas dentro dos munícipios, o que dirá dentro das regiões. Temos lugares que não ganham chuva e lugares que ganham 50 ou 80 milímetros. Então as médias não são boas, no sul do estado tivemos regiões com questões pontuais muito complicadas com até dois veranicos”, diz Juliano Schmaedecke, presidente da Aprosoja MS.

Já as perspectivas para a safrinha de milho são muito boas para os produtores sul-mato-grossenses. Mais de 33% da área já foi cultivada, o que representa um adiantamento de 8% com relação as médias históricas para este período do ano.

“Eu acredito que o produtor vai apostar no milho. Estamos com o preço disponível bom entre 30 e 31 reais e existe preço futuro rodando de 24 à 26, que realiza uma margem para o produtor que tenha boa produtividade. O produtor sempre vê na próxima safra uma melhor do que a que passou”, conta Schmaedecke.

Confira a íntegra da entrevista com o Presidente da Aprosoja MS no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • DALMO HENRIQUE FRANCO SILVA Dourados - MS

    Acho sinceramente esses dados sub-estimados em relação à quebra de safra no MS. Acompanhando esses dias as regiões de Caarapó, Dourados, Fátima do Sul, e ainda conversando com produtores que plantam áreas extensas acima de 2 a 3 mil ha de outros municípios, a maioria está falando em quebra de 30 a 35 %, sendo assim a média do Estado não deve ser superior a 40 scs. Fora isso, como já disse outras vezes soma-se a má qualidade dos grãos, por isso a que se reavaliar o modo de medir uma safra, pois caso contrário só o produtor perde.

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