EUA 2019/20: Perspectiva inicial não é boa com adversidades climáticas, mas ainda é cedo para entender futuro da safra

Publicado em 29/03/2019 12:02 e atualizado em 31/03/2019 10:10
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Impactos mais sérios depois das enchentes são pontuais e regionais, apesar de as perdas serem bilionárias, mas precisam ser acompanhados diariamente. Cenário pode reduzir área de milho no país, aumentar a de soja - apesar dos atuais problemas com os preços.
Tarso Veloso - Diretor da ARC Mercosul

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Entrevista com Tarso Veloso - Diretor da ARC Mercosul sobre o Enchentes nos Estados Unidos

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Tarso Veloso, diretor da ARC Mercosul, conversou com o Notícias Agrícolas nesta sexta-feira (29) a respeito das projeções para o mercado de grãos, frente à divulgação de um novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e também das enchentes nos Estados Unidos.

O que se sabe é que, com a demanda chinesa enfraquecida, os estoques norte-americanos são elevados. Todos os problemas climáticos acabaram chamando a atenção e levantando dúvidas de qual será o comportamento do produtor em relação à área da nova safra.

Segundo Veloso, o maior impacto das inundações se deu no estado de Nebraska, em regiões próximas a rios, nascentes e depressões. Além dos atrasos, algumas áreas não poderão ser semeadas. Entretanto, essas ações não prejudicam o andamento da safra - embora haja, sim, perda de grãos e uma possível redução da área plantada, mas de maneira pontual.

Primeiro, os norte-americanos plantam o milho e, posteriormente, a soja. A janela do milho se encerra em um período no qual ainda é possível plantar soja. De acordo com as projeções da ARC, duas a três semanas de clima bom, 50% da área estimada para o plantio será garantida.

O diretor diz acreditar que o USDA deve trazer redução da área semeada de milho. Agora, o excesso de chuvas e o excesso de neve acumulada podem, ambos, atrasar o ritmo de plantio no cinturão.

Veloso reconhece que é cedo para falar que o mercado deve ter uma alta, mas visualiza um cenário positivo para quem vende milho, já que os preços do cereal deverão ficar mais elevados.

Para ele, se o USDA fizer um corte grande na área de milho para o relatório de hoje, é possível que outros cortes ainda virão. Também pode haver uma perda de estoques de grãos com as enchentes.

Enquanto isso, a China, em reunião com os Estados Unidos, comprou mais 2 milhões de toneladas do país norte-americano, mas ainda não há acordo relativo à guerra comercial entre ambos.

Por: Carla Mendes e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Joacir A. Stedile Passo Fundo - RS

    O diretor da ARC diz que os USDA anunciarão redução da área de milho, mas o anuncio do USDA veio o oposto! Um diz uma coisa, outro diz outra, e os "especialistas de plantão" já falando em supersafrinha recorde!!!. Como todos os anos, já vão anunciando safras cheias sem ao menos considerar os tropeços com o clima... No ano de 2018 também foi anunciada a supersafrinha mas o clima desmentiu os profetas!

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