Insumos agrícolas são taxados com 17% de ICMS em Santa Catarina e safra de verão pode ser prejudicada

Publicado em 14/08/2019 09:58 e atualizado em 14/08/2019 11:05
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Vice Presidente da FAESC alerta risco de medida se espalhar para outros estados do Brasil
Enori Barbieri - Vice Presidente da FAESC

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Preparativos para safra de soja 2019/20 - Entrevista com Enori Barbieri - Vice Presidente da FAESC

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Os agricultores de Santa Catarina ganharam mais uma dor de cabeça para implantar a próxima safra de verão de milho e soja no estado. A partir do dia 1 de agosto, todos os insumos agrícolas receberam uma taxação de 17% de cobrança de ICMS, o que pode impactar muito a implementação das próximas culturas.

Segundo o vice-presidente da FAESC (Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina), Enori Barbieri, até mesmo os insumos que já haviam sido comprados antes do início da cobrança estão sofrendo esse acréscimo no momento em que o produtor vai retirar o produto armazenado nas cooperativas ou empresas de venda.

Com sementes, adubo e defensivos mais caros, o plantio da safra de verão já está atrasado em algumas regiões do estado, que já poderiam ter começado a semear o milho, e essa situação pode se espalhar para vários municípios.

Buscando uma solução para este problema, Barbieri está em Brasília na esperança de conversar com deputados e senadores para alertá-los sobre os impactos dessa medida na agricultura de Santa Catarina, que responde por 30% do PIB do estado e 50% dos empregos catarinenses.

A liderança ainda alerta as entidades e produtores de outros estados sobre o risco de que essa cobrança em cima dos insumos pode se estender para outras localidades do país, uma vez que o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) do Ministério da Economia deve se reunir em abril de 2020 para discutir a expansão desta taxa.

Confira a entrevista completa com o vice-presidente da FAESC no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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