Prêmios para safra nova no Brasil estão aquém da realidade do mercado e distantes dos níveis praticados para produto disponível
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Entrevista com Marlos Correa - Analista Insoy Commodities sobre o Fechamento de Mercado da Soja
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No fechamento de mercado desta quinta-feira (22) para a soja, o jornalista Aleksander Horta entrevistou Marlos Correa, analista da Insoy Commodities. Com quedas de 4,25 a 4,75 pontos nos principais vencimentos, Marlos disse que nesse momentos os dados, tanto do USDA, quanto dos Crop tours que estão sendo realizados nos Estados Unidos, demonstram informações de que a safra americana terá problemas de produtividade.
O ProFarmer Midwest Croup Tour, um dos mais respeitados do país, vem trazendo um retrato preocupante das lavouras americanas, com sérios problemas de desenvolvimento. Os profissionais que participam do tour continuam visitando importantes regiões de grãos norte-americanas e confirmando menores produtividades para soja e milho. Porém, há dificuldade em mensurar a extensão e a profundidade dos danos causados pelos problemas de clima - que vêm sendo registrados muito antes do início do plantio nos EUA - por muitas semanas ainda, até que os campos entrem em sua fase final de desenvolvimento.
Leia: Soja & Milho: ProFarmer mostra atraso, desuniformidade e produtividades baixas
A demanda por safra velha americana melhorou, com vendas semanais totalizando 25,8 mil toneladas. Porém, a crise comercial com a China é uma preocupação que persiste, já que a colheita da atual safra irá somar aos estoques disponíveis, limitando os preços.
Veja também: USDA: Vendas semanais da safra velha de soja dos EUA vêm positivas
Para o mercado brasileiro, ao lado de prêmios fortes para o produto disponível, o mercado viu uma nova rodada de ganhos nos portos e no interior do país, com referências que seguem motivando bons negócios. Se o ritmo da comercialização é intenso para a safra velha, na safra nova, os prêmios mais baixos e algumas incertezas ainda rondando o dia a dia dos produtores brasileiros seguram o fluxo dos negócios da temporada 2019/20. Afinal,como explicou Marlos Correa, são pouco mais de 50 cents de dólar contra prêmios de mais de 120 pontos para a soja deste ano comercial.
Acompanhe: Soja segue em alta no Brasil com combinação de disparada do dólar e prêmios fortes
Preços do milho em Chicago avançam por clima ameno nos EUA; soja recua

CHICAGO (Reuters) - Os contratos futuros do milho em Chicago avançaram nesta quinta-feira e se estabilizaram após mínimas de três anos atingidas na sessão anterior, apoiados por preocupações de que o clima ameno nos Estados Unidos possa desacelerar a maturação da já atrasada safra do país, segundo analistas.
O trigo avançou por compras técnicas e vendas semanais de exportação acima do esperado nos EUA. Os futuros da soja, porém, fecharam em queda, recuando de um fortalecimento inicial pelo que aparentaram ser vendas técnicas, disseram analistas.
O contrato dezembro do milho fechou em alta de 0,75 centavo de dólar, a 3,71 dólares por bushel. O trigo para dezembro avançou 3,75 centavos, para 4,7175 dólares/bushel. O vencimento novembro da soja terminou em queda de 4,25 centavos, a 8,6875 dólares/bushel.
Os futuros do milho tiveram um ímpeto técnico altista depois de o contrato dezembro avançar de uma mínima de três meses registrada na quarta-feira.
Além disso, as temperaturas no Meio-Oeste dos EUA foram previstas como mais amenas que o normal para setembro, um potencial problema para a produção em um momento em que milho e soja, plantados com atraso, precisam de sol e calor.
(Reportagem adicional de Nigel Hunt em Londres e Naveen Thukral em Cingapura)
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