Acordo parcial entre China e EUA consolida patamar de US$9,30/9,50 para soja e cria ambiente para cotações buscarem os US$10 /bu

Publicado em 11/10/2019 17:44 e atualizado em 11/10/2019 18:43
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Produtor brasileiro deve ficar atento às oportunidades de negócios nas próximas duas semanas
Vlamir Brandalizze - Analista de Mercado da Brandalizze Consulting

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Fechamento de Mercado da Soja - Entrevista com Vlamir Brandalizze - Analista de Mercado da Brandalizze Consulting

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Esta sexta-feira (11) foi positiva para o mercado da soja, registrando alta de até 13 pontos na Bolsa de Chicago nos principais vencimentos. Para fazer uma análise do mercado e saber o que produtor pode esperar nos próximos dias, o Notícias Agrícolas conversou com Vlamir Brandalizze - Analista de Mercado da Brandalizze Consulting. 

Ao longo do dia o mercado especulou a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e China. A imprensa internacional aumentou os rumores de que um acordo parcial finalmente está perto de acontecer, trazendo um cenário diferente para a demanda de soja americana. 

Para Vlamir, o acordo é bem visto aos olhos do produtor brasileiro. “Justamente porque é um fator que acaba dando suporte e criando mais um fator de apoio para garantir cotações maiores lá em Chicago e junto com os fatores fundamentais que o USDA já mostrou”, afirma. 

Entre os fatores citados pelo analista estão a redução da safra americana e, consequentemente, a diminuição também dos estoques. “Tudo isso vem caminhando para uma condição de aperto maior para o abastecimento da soja mundial em 2020. Esse acordo vem dar sinais de que o mercado já começa a olhar pra frente, com cotações de 2020 na faixa dos 10 dólares”, analisa. 

Ele ressalta ainda que nos próximos dias o mercado deverá trabalhar com base no possível, mas que nesta sexta-feira o que impulsionou o mercado foram os dados do relatório do USDA, divulgados na quinta-feira (10). "O milho acabou tendo um movimento técnico muito forte negativo, derrubou muito o milho ontem e a soja que poderia ter evoluído muito bem, mas não ganhou nada” comenta. 

Destaca ainda que o mercado tem o viés de alta, mas ainda precisa da confirmação das compras da China nos EUA. A próxima mudança no mercado dependerá de como os chineses agirão nos próximos dias. "É esse movimento que se espera mais demanda, leve pressão de alta nas cotações americanas e provavelmente eles devem trabalhar com prêmios melhores também". 

Com a possibilidade do acordo, o analista explica que os prêmios presentes no mercado brasileiro acabam sendo um fator limitante nos preços atuais, que estão entre 70 e 90 centavos de dólar acima das cotações praticadas na bolsa de Chicago e acabam pressionando os valores para baixo. 

Já os prêmio futuros, na faixa entre 25 e 30 ainda estão parecidos com o valor americano e acabam sendo menos impactados com as mudanças.  Ele ressalta ainda que nos próximos 15 dias que serão decisivos e com boas oportunidades de negociação para os produtores brasileiros.

Por: Aleksander Horta e Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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