Plantio da soja chega a 23% da área no Brasil e ritmo supera média dos últimos 5 anos apesar das adversidades climáticas

Publicado em 18/10/2019 19:16 e atualizado em 21/10/2019 16:47
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Trabalhos de campo são puxados pelo Mato Grosso. Problemas são, apesar de pontuais, graves em partes do Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás. Previsões mostram novo padrão de tempo seco, com chuvas mal distribuídas nos primeiros 10 dias de novembro, principalmente em GO, MG, SP e Matopiba.
Matheus Pereira - Diretor da ARC Mercosul

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Mercado da soja - Entrevista com Matheus Pereira - Diretor da ARC Mercosul

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Acompanhando o desenvolvimento do plantio da soja a jornalista Carla Mendes conversou nesta sexta-feira (18) com Matheus Pereira - Diretor da ARC Mercosul para saber como estão os trabalhos no campo em todas as partes do Brasil. A atualização da ARC apontou que o plantio da soja já alcança os 23% e o número chama atenção dos especialistas por estar acima da média dos últimos cinco anos.

Apesar de alguns atrasos pontuais devido principalmente às condições climáticas, o início da safra está em níveis regulares em questão de plantio. "Pela primeira vez desde o início dos trabalhos de campo da safra 19/20 a gente ultrapassou as média dos últimos cinco dias", afirma Matheus. 

O estado do Mato Grosso é o responsável pelo maior número de plantio, que está com 42,5%. O segundo estado com maior porcentagem é o Mato Grosso do Sul com 35,5%. O especialista explica que apesar de ser um número significativo, no mesmo período do ano passado eram registrados 54%. A baixa no número acontece graças à falta de chuva no estado. 

Gráfico plantio da soja ARC

A região oeste do Paraná também passa por um momento crítico sem chuvas. Segundo Matheus, nos últimos 50 dias a região teve apenas cerca de 15 milímetros de chuvas acumulada. Durante a entrevista ele explicou que o fato do Brasil ter uma área de distribuição muito grande, é quase impossível em qualquer ano atingir todo o potencial produtivo no país. "A gente produz em Roraima e Rondônia da mesma maneira que produz no Rio Grande do Sul, a complexidade de ter um cenário climático para todas as regiões é impossível", analisa. 

Apesar dos problemas pontuais, o especialista acredita que o país tem a capacidade de ter um safra saudável. De acordo com Matheus, a estimativa é que a safra 19/20 seja uma safra cheia com 121 milhões de toneladas. Afirma ainda que caso as condições climáticas melhorem o Brasil tem capacidade de chegar a 130 milhões, assim como pode acontecer do número cair caso a condição sem chuva continue. 

Os sistemas metereológicos da ARC indicam que uma nova remessa de chuva pode chegar até o próximo dia 24, porém ressalta que as previsões indicam que nos primeiros 10 dias de novembro deve acontecer uma nova formação de padrão de clima mais seco nos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Matobipa. "Padrão seco não é sinônimo de estiagem, mas que são chuvas pontuais e mais concentradas em algumas regiões", explica. 

Matheus reforçou ainda que a safra 19/20 vai chegar atrasada no mercado quando comparada com a safra passada. Destacou ainda que os atrasos implicam em dificuldades no plantio da safrinha quando a janela de plantio é mais curta. "Cada dia que se passa que a gente não coloca a plantadeira no chão, nos estados que já deveriam estar com avanço significante no plantio, é um dia mais que a gente perde pra semear a safrinha em janela ideal", afirma.

Confira a entrevista completa no vídeo acima

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

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