Ministra Tereza Cristina se posiciona firmemente contra a moratória da soja

Publicado em 12/11/2019 11:51 e atualizado em 12/11/2019 16:37
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Na Agrobit, em Londrina, Ministra da Agricultura fez duro pronunciamento em defesa do código florestal
Tereza Cristina - Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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Durante o AgroBit Brasil 2019 – evento que está sendo realizado nos dias 12 e 13 de novembro, no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina (PR), a Ministra da Agricultura, Pecuário e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina, conversou com o site Notícias Agrícolas a respeito da Moratória da Soja.

“Eu acho que a moratória da soja é um assunto privado, na qual eu acho um absurdo. Nós temos como mostrar onde a nossa soja é produzida e se pode ser cultivada naquele local. O Brasil tem hoje o código florestal que é uma das leis mais rigorosas do mundo, em que o empresário rural precisa manter de 20% a 80% da sua propriedade na vegetação original”, comentou Tereza Cristina.

A ministra ainda destaca que é preciso ter dados e tecnologia para comprovar que a produção brasileira é sustentável. “É preciso sentar e discutir, pois esse não é um assunto para criar polêmica e precisamos respeitar o produtor rural brasileiro, já que ele cumpre o que está na legislação”, finaliza.

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Por: João Batista Olivi e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

3 comentários

  • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS

    Amigos, não existe o termo "Moratória da Soja". Essa menção está sendo muito mal utilizada e propagada de maneira distorcida. Moratória é a situação que denota descumprimento de pagamento numa relação entre Credor e Devedor. O Comprador não declara "moratória" em relação ao Produtor, simplesmente porque a relação é inversa. Quem está em "mora", por exemplo, são os produtores que ingressaram com o pedido de Recuperação Judicial, que vem sendo motivo de polêmicas e que resultará na redução significativa do crédito privado no setor. Não são as Tradings que estão "embargando" as áreas, mas sim os órgãos ambientais que possuem o poder concedido pelo Estado para tal. É preciso demonstrar com equilíbrio que a maioria dos Produtores atua em consonância com as normas ambientais. Casos isolados de desrespeito às leis não podem ser generalizados. O ponto de discordância que tenho em relação a isso é que o Comprador, no caso as Tradings, podem estabelecer as condições que melhor lhes aprouver para adquirir a soja de onde bem entenderem. Da mesma forma, os Produtores eventualmente afetados poderão de forma legítima decidir não vender para as referidas Tradings e buscarem alternativas comerciais. Ninguém está obrigado a compra e a vender. Atentem para o fato de que as Tradings, como qualquer empresa, possuem acionistas e agentes financiadores, os quais podem definir como bem entendam as regras de continuidade do negócio. Esse assunto está sendo muito mal conduzido, estão emprenhando como sempre as orelhas dos Produtores com um discurso fácil e enaltecendo o vitimismo. A maior parte dos Produtores que conheço no Cerrado cumprem rigorosamente a legislação. Essa questão é uma barreira não-tarifária ridícula que já deveria ter sido encaminhada para a OMC, pois os americanos e europeus descumprem descaradamente os dispositivos ambientais que nos forçam a atender. Temos que buscar o "princípio da reciprocidade e da isonomia" nas questões comerciais, o resto é a mais absoluta perda de tempo!

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Concordo com você Eduardo, é preciso descrever as situações de maneira correta. No entanto a moratória da soja está aí e significa que entidades ligadas à Abiove vão ajudar o governo a conter um suposto desmatamento predatório, destruidor, sentido esse que sempre está implícito em qualquer discurso ideológico esquerdista. Por isso acho a questão é comercial e ideológica. A Abiove obedece..a quem? E essa obediência é ideológica, pois não faz sentido querer frear a melhor região para produção de grãos do país. Nós sabemos que no Brasil o capitalismo ainda é de compadres. E grandes empresas, multinacionais ou não, aceitam todas as restrições e imposições draconianas para que não haja a menor possibilidade de instalação e consolidação de outras empresas no país... Se a terra é boa, havendo a possibilidade de pleno uso, os produtores dessa região vão enriquecer rapidamente e isso não é interessante nem para as multinacionais, nem para o sistema financeiro, e é ruim para os políticos também pois desloca o eixo do poder. Então não é só uma questão comercial de interesses financeiros e políticos, é antes de tudo uma questão ideológica.

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    • Tiago Gomes Goiânia - GO

      A coisas se misturam Rodrigo, as demandas comerciais podem surgir devido ao posicionamento ideológico das pessoas. Recentemente fiz um trabalho em que uma grande exportadora de couros do Brasil recebeu exigencia de seus compradores em relação a origem desse couro, queriam saber da rastreabilidade, de onde vieram esses animais..., em resumo, se a produção desses bois era oriundo de imóveis rurais ambientalmente dentro da conformidade. A empresa passou a destinar a esses países couros oriundos de fazendas abrangidas pelo Programa Carne Legal onde há esse rastreio em relação a origem dos animais em relação a questões sociais, trabalhistas e ambientais. Enfim, podemos nos opor a esse posicionamento ideológico, indagar os motivos de terem elegidos o Brasil, especificamente a Amazônia Legal, como representantes desse cuidado com o meio ambiente. Será mesmo que é necessário esse "cuidado" ambiental seletivo? Tudo isso tem de ser questionado. Mas comercialmente é inegável que os efeitos dessa questão "verde" são sentidos em toda cadeia produtiva e as empresas já assimilaram isso há alguns anos.

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  • Vitor Rossetto Lucas do Rio Verde - MT

    Aleluia!!! temos um governo preocupado com quem produz e não com os que são os verdadeiros destruidores do meio ambiente -- como a Europa, que tem menos floresta que o parque aqui no centro da minha cidade... A título de curiosidade, existe um mega-projeto em quase todos os países da Africa para reflorestamento da parte central africana (impedindo o avanço do deserto do Saara)... pede-se à Greta registrar o agradecimento e se dizer preocupada com o destino do povo africano. Pede-se à mídia dar destaque nisso...

    E pra quem acha que é tudo teoria da conspiração, dê um pulo na Alemanha e comente sobre a Amazônia, se vc ouvir um europeu falar "nossa Amazônia" não se surpreenda, eles acham que é deles e que nós devemos cuidar ... afinal eles são superiores a nós, pessoas sub-desenvolvidas. (?!)

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  • carlo meloni sao paulo - SP

    Essa baixinha é boa pra caramba !!

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