Soja tem 3ª feira de bons negócios no mercado brasileiro com dólar elevado e demanda forte

Publicado em 19/11/2019 17:05 e atualizado em 19/11/2019 18:50
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China ainda precisa se abastecer para concluir 2019 e começar 2020 e se mantém focada no produto brasileiro. Produtor aproveita as boas oportunidades com a efetivação de novos negócios. No milho, oportunidades também são boas.
Vlamir Brandalizze - Analista de Mercado da Brandalizze Consulting

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Entrevista com Vlamir Brandalizze - Analista de Mercado da Brandalizze Consulting sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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Nesta terça-feira (19), o mercado da soja testou bons ganhos ao longo do dia, mas encerrou em estabilidade, com ganhos entre 1 e 2 pontos na Bolsa de Chicago. Já o dólar bateu os  R$ 4,20, uma valorização que favoreceu o produtor brasileiro, que continua atuando forte nas negociações tanto da safra velha quanto da safra nova. Para o produto da safra velha, as cotações continuam indicando preços acima dos R$ 91,00 por saca, próximos das máximas do ano, enquanto a safra nova vê indicativos entre R$ 87,00 e R$ 90,00, dependendo das posições de entrega. 

"As médias de preços são 10% maiores do que no mesmo momento do ano passado", diz Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting. 

Grande parte dessas vendas continua sendo para a China, que se aproveita da soja brasileira mais competitiva e com valor de proteína melhor que a dos Estados Unidos. De acordo com Brandalizze,  o total das exportações brasileiras está chegando a 75 milhões de toneladas, com possibilidade de ultrapassar 77 mi de t se as negociações continuarem firmes.  Na opinião do analista, o país asiático teria capacidade de comprar um volume ainda maior de soja brasileira se houvesse oferta o suficiente. 

Leia mais:

>> Exportações de soja do Brasil seguem fortes e podem ultrapassar 75 mi de t, diz Brandalizze

Na Reuters: Dólar tem leve baixa após recorde da véspera, mas segue perto de R$ 4,20

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Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar teve leve ajuste de baixa nesta terça-feira ante o real, um dia depois de ter alcançado uma máxima histórica para um fechamento, conforme a moeda norte-americana perdia força no exterior em meio à queda dos juros dos Treasuries.

O dólar à vista terminou em queda de 0,17%, a 4,1988 reais na venda. A cotação encerrou a sessão anterior em 4,2061 reais na venda, um recorde.

Na máxima desta terça, a divisa foi aos 4,2203 reais na venda (+0,34%) e desceu a 4,1870 reais na mínima do dia (-0,45%).

Na B3, o dólar futuro de maior liquidez caía 0,37%, a 4,2030 reais, às 17h16.

Mesmo com a correção, o dólar segue muito próximo da marca psicológica de 4,20 reais, patamar que para alguns analistas pode perdurar, devido à carência de perspectiva de relevante fluxo de recursos ao país até o fim do ano, num período sazonalmente já marcado por saída de moeda.

A postura do Banco Central, que até o momento não reforçou intervenções no câmbio, também é vista como fator a corroborar uma taxa de câmbio em patamar depreciado por mais tempo.

"Mas a questão é que não parece haver motivo para o BC intervir. Acho a postura do BC atualmente a mais correta", disse Fabrizio Velloni, chefe da mesa de câmbio e sócio da Frente Corretora.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, atribuiu nesta terça-feira parte da valorização do dólar à queda da curva longa de juros, o que, segundo ele, faz com que algumas empresas optem por carregar dívida local em vez de externa. O resultado do leilão da cessão onerosa, que frustrou expectativas do mercado de ampla participação de empresas estrangeiras, também foi citado por Campos Neto.

O BC ofertará até 785 milhões de dólares em moeda spot na quinta-feira, dia em que também disponibilizará até 15.700 contrato de swap cambial reverso e também 15.700 contratos de swap tradicional para rolagem do vencimento janeiro 2020.

Nesta sessão, a queda do dólar frente a outras divisas emergentes, como lira turca e rand sul-africano, abriu espaço para um ajuste de baixa também no Brasil. O dólar caía ainda ante euro e iene, conforme a atratividade da moeda era prejudicada pela redução dos juros dos Treasuries.

Por: Carla Mendes e Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas

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