Atraso da chuva no pré-plantio da soja espalhou a buva no Paraguai

Publicado em 23/01/2020 10:19 e atualizado em 23/01/2020 13:13
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Dificuldade no controle favoreceu a resistência das ervas daninhas. Agora, só na enxada
João Batista Olivi - Jornalista

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Atraso da chuva no pré-plantio da soja espalhou a buva no Paraguai

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O atraso das chuvas para a safra 19/20 do Paraguai, favoreceu o surgimento de plantas daninhas nas lavouras paraguaias. Além de serem difíceis de serem controladas, as invasoras estão desenvolvendo resistência aos principais produtos de manejo utilizados atualmente, como é o caso do glifosato.

Nesta safra, como as chuvas atrasaram, a janela de tempo entre o manejo de dessecação e o início do plantio foi muito longa, o que facilitou a disseminação das invasoras. Além disso, sem a soja para fechar as áreas de plantio, as plantas invasoras se beneficiaram com a luminosidade disponível para seu desenvolvimento.

Com as lavouras de soja implementadas e em estrágio avançado de desenvolvimento, o manejo das ervas daninhas fica ainda mais complicado. Cerca de US$ 40/50 por hectare são gastos para manter o controle mínimo e mesmo assim, plantas como o caruru e o picão preto, além da buva, continuam infestando e competindo por nutrientes com as lavouras comerciais.

Para um controle mais eficiente, recomenda-se a rotação de principios ativos e a manutenção de uma lavoura limpa, com dessecação pré-plantio no momento adequado.

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Por: João Batista Olivi e Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas

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