China teria que comprar entre 40 e 50 mi/t de soja dos EUA para cumprir acordo em 2020. Mercado desconfia e preços recuam

Publicado em 24/01/2020 17:37 e atualizado em 24/01/2020 18:33
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Sem demanda focada nos EUA, soja no Brasil se mantém firme nas primeiras semanas após assinatura do acordo
Luiz Fernando Gutierrez Roque - Analista da Consultoria Safras & Mercado

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Entrevista com Luiz Fernando Gutierrez Roque - Analista da Consultoria Safras & Mercado sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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O mercado da soja encerrou esta sexta-feira (24) em queda, com perdas de 7,5 pontos nos principais contratos. O movimento acompanha as incertezas no volume de compras de soja americana pela China, mesmo após a assinatura da "Fase 1" do acordo entre o país asiático e os Estados Unidos.

Para cumprir parte do acordo, espera-se que a China tenha que comprar um volume entre 15 e 20 milhões de toneladas acima do que o país comprou dos EUA em 2017, o que resultaria em um volume entre 45 e 50 milhões de toneladas de soja.

No entanto, a estratégia chinesa de comprar soja aonde estiver mais barato, pode fazer com que o país mantenha sua demanda focada no Brasil ao longo do primeiro semestre. Já no segundo semestre, a demanda deve migrar para a soja americana. Essa transição fará com que os preços da oleaginosa se mantenham estáveis, com o patamar variando na casa dos US$ 9.

Dessa forma a spja brasileira pode acabar perdendo espaço para a soja americana, mas com a demanda interna aquecida, boas oportunidades aparecerão na comercialização interna.

Veja também:

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>> USDA: China compra menor volume de soja dos EUA no acumulado da temporada desde 2007/08

 

 

Por: Aleksander Horta e Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Vinícius de Araújo Aguiar Sarandi - RS

    Só não viu isso quem não vive o mercado. Os compromissos assinados são grandes e devem ser cumpridos. Só se os Chineses não honrarem o acordo (eles costumam não honrarem certos acordos).

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