Soja em Chicago tem potencial de buscar os US$10/bushel nos próximos meses, basta a China seguir demandando

Publicado em 15/06/2020 17:53 e atualizado em 15/06/2020 19:25 4065 exibições
Vlamir Brandalizze - Analista de Mercado da Brandalizze Consulting
Mesmo com produções recordes, oferta deve seguir menor que a demanda e preços da soja tendem a se manter em alta.

 

 

 

 

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Entrevista com Vlamir Brandalizze - Analista de Mercado da Brandalizze Consulting sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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O mercado brasileiro de soja continua acumulando números fortes nas exportações e os números divulgados nesta segunda-feira (15) pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior). Já foram embarcadas 56,4 milhões de toneladas da oleaginosa em grão no acumulado de 2020, contra 41,3 milhões do mesmo período do ano passado. Mais da metade da safra 2019/20, portanto, já foi embarcada. 

Em todo o complexo soja, o volume chega, no acumulado do ano, chega a 65 milhões de toneladas, e como explica Vlamir Brandalizze, esse número já supera, somente entre janeiro e as primeiras semanas de junho, mais do que os Estados Unidos embarca em todo seu ano comercial.

Ainda segundo o consultor da Brandalizze Consulting, com este volume já embarcado e a safra atual do Brasil entre 85% e 90% comercializada, novos negócios deverão ficar mais escassos neste momento, com os produtores esperando oportunidades mais atrativas para voltar a vender. "Não há muito volume disponível e para conseguir ofertas novas será preciso melhorar os prêmios, que ainda estão estáveis em relação à semana anterior", diz 

Ainda assim, boas perspectivas estão à frente. Como explica Brandalizze, a pouca soja 2019/20 deverá ser disputada nos próximos meses e a tendência - com mais de 30% da safra 2020/21 já comercializada - é de que a nova temporada também conte com preços bastante remuneradores aos sojicultores brasileiros. 

BOLSA DE CHICAGO

Na Bolsa de Chicago, os futuros da soja encerraram o dia com leves baixas, acompanhando o movimento do mercado financeiro e de outras commodities. A preocupação com uma segunda onda do coronavírus traz mais aversão ao risco e preocupação aos investidores, que deverão intensificar a volatilidade do mercado daqui em diante. 

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Por outro lado, não caiu mais "porque os fundamentos são bons", diz o consultor. Nesta segunda, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma nova venda de 390 mil toneladas de soja dos EUA para a China e contribuiu para o mercado. 

Com a continuidade da demanda chinesa, o mercado da soja na Bolsa de Chicago poderia tentar buscar os US$ 10,00 por bushel. Afinal, como explica Vlamir Brandalizze, mesmo com um recorde em sua produção - a safra americana está estimada em pouco mais de 112 milhões de toneladas - a oferta deverá seguir menor do que o consumdo e, por isso, a tendência é de que os preços busquem patamares mais elevados.

Por:
Aleksander Horta e Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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