Soja nos EUA: demanda chinesa, esmagamento em alta e tradings atrasadas nas compras criam cenário positivo para Chicago

Publicado em 16/06/2020 17:32 e atualizado em 16/06/2020 19:11 2317 exibições
Aaron Edwards - Consultor de Mercado da Roach Ag Marketing
Do lado da oferta fatores como bom andamento da safra e a possibilidade de incremento de área de soja limitam movimento de alta nos preços

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Entrevista com Aaron Edwards - Consultor de Mercado da Roach Ag Marketing sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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Nesta terça-feira (16), o mercado da soja fechou o pregão em queda na Bolsa de Chicago, com perdas de 2 a 3 pontos nos principais vencimentos. O julho terminou o dia com US$ 8,67, o agosto US$ 8,68 e o novembro, US$ 8,73 por bushel. Segue a queda de braços no mercado internacional da oleaginosa, observando fatores vindos do lado da oferta e da demanda. 

Como explica Aaron Edwards, consultor de mercado da Roach Ag Marketing, a nova safra americana caminha bem, as condições das lavouras são boas, o plantio se desenvolve em um bom ritmo e não há ameaças aos campos norte-americanos até este momento. 

"Temos uma situação em que lavoura está belíssima, mas foi plantada muito rápido, a raíz não está tão profunda, e quase todas as lavouras dos EUA vivem o mesmo momento. Na semana passada, não tínhamos previsão de chuvas, esta semana já temos, para o final. Se não tivermos chuvas de quinta ao fim de semana já teremos lavouras estressadas", diz Edwards. 

Além disso, com uma concentração do plantio, há uma grande parcela da nova safra de soja sob risco, caso eles comecem a aparecer. O consultor acredita ainda que a área de soja 2020/21 dos EUA possa ser até pouco mais de 800 mil hectares (2 milhões de acres) maior do que o inicialmente projetado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. 

No front do consumo, as compras da China, as perspectivas de novas aquisições e também um bom esmagamento nos EUA são fatores importantes de manutenção para as cotações neste momento. 

"Por isso o mercado está tímido tanto para subir, quanto para cair", afirma o consultor, em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta terça-feira. 

Edwards acredita ainda que a demanda forte da China, que é necessária dada a baixa disponibilidade de produto no Brasil, e estoques menores que podem ser observados nos EUA ainda não teriam sido precificados pelo mercado. E esse consumo mais intenso da nação asiática, reduzindo os estoques americanos, poderia estimular as cotações. 

"Os preços da soja estão em tendência de alta. Nós esperamos mais um pico entre agora e a safra americana. É muito difícil termos um mercado que só sobe, estamos em um movimento lateral, e na ausência das notícias continuadas de alta, a tendência é a gravidade nos puxar para baixo um pouquinho até o novo pico de alta", acredita o consultor da Ag Roach Marketing. 

Por:
Aleksander Horta e Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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