Soja: indústrias chegam a pagar prêmios de até US$ 2,20 (US$ 0,40 acima do que pagam os exportadores)

Publicado em 14/08/2020 17:50 e atualizado em 16/08/2020 11:16 2063 exibições
Adriano Gomes - Analista da AgRural
Contrato de novembro em Chicago testa resistência de US$ 9,03 mas não consegue romper e agora pode voltar para US$ 8,90

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Entrevista com Adriano Gomes - Analista da AgRural sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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A semana foi forte para os mercados da soja no Brasil e nos Estados Unidos. A sexta-feira (14) vai se encerrando no cenário nacional com as indústrias já pagando prêmios mais altos, no Sul do Brasil, mais elevados do que os exportadores, como explicou o analista de mercado Adriano Gomes, da AgRural. 

A disputa vai se intensificando pela pouca oferta disponível do Brasil e, mesmo sendo um cenário já conhecido pelo mercado, os preços continuam subindo e renovando recordes no país, tanto internamente, quanto nos portos. Ainda segundo Gomes, são prêmios no interior de cerca de US$ 2,20, 40 cents acima dos que pagam os exportadores. 

"Não temos mais soja dessa temporada aqui na América do Sul. E a China vem comprando nos EUA para repor seus estoques e garantir alimentação dos animais para a produção de proteína, com a recomposição dos planteis", diz o analista. E lembrou ainda das vendas acumuladas na semana dos EUA para a China de mais de 1,7 milhão de toneladas, de acordo com os reportes diários do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. 

Mais do que isso, lembrou dos números ainda que foram reportados pelo USDA na quinta-feira (13) das vendas semanais norte-americanas e que ficaram bem acima das expectativas do mercado, acima de 2,8 milhões de toneladas. 

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Dessa forma, o mercado vai se ajustando a essa migração da demanda da China para os EUA em um momento de falta de produto no Brasil, mas com a possibilidade de que volte a se intensificar na medida em que a nova oferta brasileira comece a chegar efetivamente. Afinal, as compras de soja da nação asiática da safra 2020/21 também acontecem com muita força no Brasil. 

"Qualquer fator que possa sinalizar que a demanda vai continuar forte ou de ordem climática vai dar suporte ao mercado. No início da semana que vem podemos ver um mercado mais fragilizado, mas seria importante que não fechasse abaixo dos US$ 8,80 ou US$ 8,70", afirma Gomes. 

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Por:
Aleksander Horta e Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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