Mercado da soja teve dia morno com investidores aguardando definição de 3 fatores com potencial para direcionar os preços em Chicago

Publicado em 23/09/2021 17:12 e atualizado em 23/09/2021 18:31 1496 exibições
Victor Martins - Hedge Point Global Markets
No curto prazo, o foco está no mandatório de biocombustíveis nos Estados Unidos, mas também chamam a atenção os dados positivos da colheita norte-americana e a atualização dos estoques trimestrais da soja norte-americana

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Entrevista com Victor Martins - Hedge Point Global Markets sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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O dia foi de altas leves para as cotações futuras da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) depois de oscilações dos dois lados da tabela ao longo desta quinta-feira (23). De um lado, suporte com as vendas semanais de exportação dos EUA, financeiro e plantio ainda lento no Brasil, apesar de colheita caminhando bem nos EUA e espera pela decisão do mandatório de biocombustíveis.

Os primeiros vencimentos da soja tiveram ganhos entre 1,50 e 2,25 pontos na CBOT nesta quinta. O contrato de novembro/21 teve valorização de 1,50 ponto, negociado a US$ 12,84 por bushel. Enquanto que o vencimento mais longo, o maio/22, saltou 2,20 pontos, valendo US$ 13,03 por bushel.

Na semana encerrada em 16 de setembro, os Estados Unidos venderam 902,90 mil toneladas de soja 2021/22, segundo reporte do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no dia, com projeções do mercado que variavam de 500 mil a 1,1 milhão de toneladas. O principal destino foi a China, com mais de 600 mil t, apesar de cancelamentos.

De acordo com Victor Martins, analista de mercado da Hedge Point Global Markets, o mercado da oleaginosa também aguarda desdobramentos de três fatores que podem movimentar os preços da oleaginosa nos próximos dias. No curto prazo, o foco está no mandatório de biocombustíveis nos Estados Unidos, com possibilidade de redução nas misturas pelo governo Biden.

“Essa pauta tem sido motivo de muita especulação, até mesmo de algumas fake news. E, quando isso vem, traz um pouco de ruído, sobretudo para a soja que tem tido o óleo de soja como um formador de tendência”, explica o analista. O governo deve anunciar amanhã (24) as alterações nos mandatórios, podendo determinar modificações no esmagamento de soja do país.

Outros dois fatores, do lado da oferta, também chamam a atenção do mercado neste momento. Um deles diz respeito aos dados positivos da colheita norte-americana. “Há um aumento da produtividade e em alguns estados bem acima do esperado. Certamente, o Leste do cinturão produtivo pode compensar a quebra do Noroeste, das Planícies”, pontuou o analista de mercado.

Além disso, os operadores também aguardam pela atualização dos estoques trimestrais da soja norte-americana. “É esperado um ligeiro aumento do estoque de soja, algo bem marginal, mas muito disso já foi precificado pelo mercado, sobretudo pelo atraso dos embarques”, explicou o analista. Esses dados devem sair nos próximos dias.

MERCADO INTERNO

A retomada dos negócios pela China, após longo feriado, tem chamado a atenção com retomada de compras do Brasil. “Tá rodando mais negócio para a China na exportação, ainda neste final de temporada de programa de exportação nosso, o que faz com que agências e associações aumentem as estimativas para setembro com essa sobredemanda”, explica Martins.

As cotações subiram nesta quinta em praças dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia. Em Não-Me-Toque/RS, alta de 0,63% para R$ 159,00 por saca. Estabilidade no dia em Ponta Grossa, no Paraná, a R$ 170,00, em Palma Sola, Santa Catarina, a R$ 162,00, e São Gabriel do Oeste, em Mato Grosso do Sul, a R$ 160,00.

Já nos portos, os indicativos estão entre R$ 170,00 por saca no disponível.

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Por:
Aleksander Horta e Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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