Prêmios da soja testam até US$ 1,80 por bushel acima de Chicago nesta 3ª diante da boa demanda e da lateralidade de Chicago
![]()
Os preços da soja fecharam a terça-feira (29) com leves baixas na Bolsa de Chicago. Os futuros finalizaram o dia recuando pouco mais de 3 pontos nos principais vencimentos, levando o setembro a fechar abaixo dos US$ 9,90, com US$ 9,89 por bushel. O vencimento novembro, que é referência para a safra americana, terminou o dia com US$ 10,08.
O mercado está carente de novidades. Faltam notícias que possam voltar a movimentar as cotações na CBOT, uma vez que as conhecidas foram já absorvidas pelos traders. Entre elas estão o bom desenvolvimento da nova safra americana, a China sem comprar dos EUA e o ritmo ainda intenso de comercialização da soja 2024/25 do Brasil. Ontem, o USDA elevou o índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições de 68% para 70%, o que corrobora ainda mais com as perspectivas de uma safra cheia nos EUA.
Enquanto isso, os prêmios permanecem como destaque no mercado brasileiro. Os indicativos seguem altos para a soja disponível, porém, os preços tanto no interior, quanto nos portos, permanecem estáveis, o que limita novos negócios nesta semana. Segundo explicou o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa, nesta terça-feira os prêmios abriram o dia testando até US$ 1,80 por bushel acima das referências de Chicago, perdendo um pouco de força ao longo dos negócios, mas mantendo-se elevados.
Com Chicago de lado, mas os prêmios altos - e o dólar bastante volátil -, os prçeos pagos aos produtores no Brasil também têm exibido certa estabilidade, sem grandes mudanças, o que faz com que esta venha sendo uma semana de novos negócios apenas pontuais. A demanda pela soja por parte da China segue concentrada no Brasil, divide-se em partes com a Argentina, e segue ausente nos EUA. Para Sousa, porém, uma acordo da nação asiática com os Estados Unidos será inevitável e no momento oportuno - e possível - voltará a comercializar a oleaginosa norte-americana.
Acompanhe a análise completa de Ginaldo Sousa no vídeo acima.
0 comentário
Soja volta a subir em Chicago nesta 4ª feira e, combinada com alta do dólar, puxa preços no Brasil
Julho chega com "Weather Market" definitivo: Clima nos EUA assume o controle dos preços na Bolsa de Chicago
Soja inicia julho com estabilidade na Bolsa de Chicago após relatório do USDA, de olho no clima
Apesar do USDA "baixista", soja sobe em Chicago nesta 3ª, esperando números mais pesados
Exportação de soja do Brasil em junho fica abaixo do previsto devido à chuva, aponta Anec
Soja opera em campo positivo na Bolsa de Chicago, apesar do USDA e da baixa do óleo