Soja fecha 2ª feira com forte baixa na Bolsa de Chicago na carona do milho e pressionada pelo clima bom no Corn Belt
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O mercado futuro da soja registrou fortes baixas na Bolsa de Chicago, operando em terreno negativo e estendendo as perdas acumuladas no pregão desta segunda-feira (29). O movimento de desvalorização refletiu uma combinação de fatores técnicos e fundamentais, com destaque para as boas perspectivas para a nova safra dos Estados Unidos e o posicionamento agressivo dos fundos de investimentos, além de boas condições de clima no Meio-Oeste americano.
O principal vetor de pressão sobre as cotações continua sendo o clima. As previsões meteorológicas para os próximos dias indicam a manutenção de condições extremamente favoráveis nas principais regiões produtoras do Corn Belt.Um padrão de precipitações bem distribuídas e temperaturas amenas tem beneficiado o desenvolvimento inicial das lavouras.
Os mapas abaixo mostram, respectivamente, as chuvas esperadas para os próximos sete dias e, na sequência, as condições de chuvas e temperaturas para os próximos seis a 10 dias. As informações partem do NOAA, o departamento oficial de clima do governo norte-americano.
Para o período de 5 a 9 de julho, os mapas sinalizam chuvas dentro da normalidade ou levemente acima da média - nas regiões coloridas em verde - sem causar grandes preocupações. Já as temperaturas deverão ficar acima da média em todo o território norte-americano, com destaque para partes de Iowa, Illinois, Indiana e Ohio, nas áreas onde o colorido em laranja é mais forte.
Sem sinais de estresse hídrico ou ondas de calor extremo no curto prazo, o potencial produtivo dos EUA ganha força a cada semana, elevando a expectativa de uma oferta robusta para o ciclo 2026/27.
E assim, diante do cenário de fundamentos baixistas, os fundos de investimento e especuladores vêm intensificando suas estratégias de venda de posições, princialmente à espera dos novos relatórios que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta nesta terça-feira.
Serão divulgados os dados de área de plantio revisados em relação a março - com expectativas de uma área maior de soja e menor de milho - e também os estoques trimestrais de grãos na posição de 1º de junho nos EUA. Os números atualizados chegam às 13h (horário de Brasília).
Embora o mercado global ainda encontre algum suporte pontual na melhora das exportações semanais norte-americanas - com a China registrando boas compras nos EUA na última semana, além de vendas novas anunciadas pelos EUA nesta segunda-feira - e no cenário geopolítico global, o peso de uma safra cheia nos EUA ainda se sobressai.
No Brasil, o momento exige cautela redobrada na gestão de margens, uma vez que a pressão em Chicago tende a se refletir diretamente nas cotações internas e nos prêmios de exportação. O fator que tem sido um dos principais pontos de equilíbrio da soja brasileira é o prêmio ainda valorizado no país. As principais referências continuam acima de US$ 1,00 por bushel sobre Chicago e ajudam a neutralizar a pressão na CBOT e o dólar com certa estabilidade frente ao real.
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