IAC 130 anos: Cana forrageira é alternativa de alimentação animal no período seco e pode elevar em até 10% o ganho de peso

Publicado em 12/07/2017 09:58 e atualizado em 12/07/2017 13:18
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A produtividade da cana forrageira é superior a 100 toneladas por hectare com produção entre junho e novembro

Continuando a série especial dos 130 anos do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o Notícias Agrícolas destaca hoje a cana forrageira, que é resultado de pesquisas que ocorrem desde a metade do século passado.

Gabriela Aferri, pesquisadora da APTA/IAC, conta que a cana forrageira é uma demanda do setor produtivo porque, na época de pouca produção de pastagem, é preciso continuar alimentando os animais - e isso é possível com a cana-de-açúcar.

Ao longo do tempo, o conhecimento da nutrição animal também foi mudando. Por isso, o IAC consegue atender o setor de produção animal com o desenvolvimento de variedades para a alimentação.

Diferentemente da cana tradicional, a forrageira fica sempre em pé, sendo utilizada para a alimentação em boa parte do ano. Há uma facilidade na retirada das folhas e também na digestão das fibras pelos animais, concedendo 10% de melhora no peso do animal.

Entretanto, a cana forrageira precisa ser combinada com outros elementos que forneçam as proteínas necessárias, já que ela possui apenas o diferencial energético. Uma das alternativas é oferecê-la ao animal juntamente com sal proteinado.

A produtividade dessa cana, que pode ficar em pé no campo de junho até novembro sem precisar de nenhum trato diferente, é de mais de 100 toneladas por hectare. Pode ser utilizada na pecuária de corte, de leite, de ovinos, caprinos, búfalos e outros animais, além de também poder ser utilizada para a produção de melaço ou cachaça.

Sua vida útil dura por vários anos e ela consegue brotar mesmo com uma pouca quantidade de água, dependendo de um cuidado dedicado, uma boa adubação e manejo.

O material já está disponível no mercado. Para mais informações, você pode entrar em contato diretamente com o APTA/IAC no telefone: (14) 3621-3439

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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