Etanol tem ligeira vantagem sobre gasolina após a alta dos impostos e já registra incremento na demanda

Para este ano, viés açucareiro da safra deve ser mantido, já que boa parte da produção foi negociada quando os preços internacionais estavam em patamares elevados
Publicado em 09/08/2017 16:38
Confira a entrevista com Tarcilo Rodrigues - Diretor da Bioagência

O etanol teve uma ligeira vantagem após a alta dos impostos sobre os combustíveis. Tarcilo Rodrigues, diretor da Bioagência, destaca que o aumento da alíquota do PIS/Confis para a gasolina era uma antiga reinvidicação do setor sucroenergético e que a competitividade teve uma melhora, embora "nada excepcional", já que houve também aumento nas alíquotas do etanol.

Nos próximos dias, o setor irá medir esse impacto, mas desde já acreditam que houve uma maior procura do etanol em detrimento da gasolina. No curto prazo, este cenário não muda o mix de produção (açúcar X etanol) , já que a safra foi negociada, com contratos previamente ajustados para o açúcar. Entretanto, cria-se um novo horizonte para o próximo ano.

Rodrigues salienta que não é possível avaliar pontualmente a relação do etanol com o açúcar, já que o biocombustível depende de outras variáveis, como o preço mundial do petróleo e da gasolina. Esses fatores, que ainda estão por vir, irão determinar a paridade real. Contudo, o diretor diz que, se tivesse que apostar, a situação atual se manteria para o próximo ano, com os dois mercados crescendo proporcionalmente.

Hoje, os valores que são pagos tanto pelo etanol quanto pelo açúcar não remuneram, já que o estoque da dívida do setor ainda é muito elevado. O investimento, como visualiza Rodrigues, será fundamental para alcançar as metas que o próprio governo propôs.

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