Mais de 40% das usinas têm baixa eficiência na cana, mas inversões se pagam a partir do 2º corte; preliminar de safra 570 mi/t

Publicado em 02/05/2018 12:35 332 exibições
Dib Nunes - Presidente do Grupo Ideia
Produtores independentes também estão correndo atrás de aumentar produtividade, ainda que os preços achatados inibem os investimentos em canaviais envelhecidos. Mesmo com baixa remuneração, o ganho de produção/ha consegue ser coberto já que os investimentos são amortizados nas safras posteriores.
Por:
Giovanni Lorenzon
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • dejair minotti jaboticabal - SP

    Caro Dib, a sua colocação de que as coisas precisam piorar para depois melhorar não existe em nenhuma aula de gestão, outros dizem que não existe situação ruim que não possa piorar. Na verdade, faz muito tempo que o discurso do setor sucroalcooleiro não muda, não devemos esperar preços remuneradores, devemos esperar o preço que o mercado impõe. A Índia,onde os rurícolas carregam cana nas costas faz frente ao grande e mecanizado Brasil,quem se sujeitaria aqui a trabalhar igual,seria taxado de trabalho escravo e o produtor seria preso. Estamos no primeiro mundo neste quesito ,leis do primeiro mundo para um país de terceiro ou quarto mundo. O processo de produção atual, não resiste a um calculo de pay back e taxa de retorno, virou um carrossel financeiro. Precisamos testar na reforma ficar dois ou três anos sem cana, produzindo outras commodities agrícolas (mexer na lei da oferta e da procura). Eta saudade de açúcar a 20 libras e torcer para o Parente colocar R$5,00/ litro na bomba. Corrigiria tudo.

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Sr. Dejair, o senhor está de parabéns, num espaço tão "curto" expôs a causa maior da falta de renda do setor.

      Bem, sou um velho que gosta de dar palpite, mas no caso vou fazer um comentário.

      Escutei há um bom tempo que as empresas de aviação são extremamente voláteis, pois para elas operarem necessitam de um alto capital de giro. O setor sucroalcooleiro tem para sua operacionalização (plantio da cultura, operações de CCT & moagem) a necessidade de um capital de giro que monta às vezes mais de 50% do valor de seu faturamento. A "logistica" financeira é coisa de gente grande, qualquer erro, o custo é muito alto. Vemos que a "economia de escala" foi a tábua de salvação, mas novas realidades estão exigindo uma mudança no paradigma. O grupo que detêm o 1º lugar em produção de cana-de-açúcar do mundo é brasileiro, logo deve-se seguir a trilha que ele caminha.

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