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Desenvolvimento da safra 22/23 de cana em Orlândia (SP) tem melhor regime de chuva dos últimos 4 anos

Publicado em 07/01/2022 16:19 e atualizado em 07/01/2022 17:34
Sérgio Quassi - Pesquisador da Agroquatro-S Experimentação Agronômica Aplicada
Apesar de melhores expectativas com clima na região Centro-Sul, lavouras de cana-de-açúcar da nova temporada devem ter produção ainda longe de recorde, mas maior que em 2021/22

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O regime de chuvas em Orlândia, no estado de São Paulo, tem sido o melhor para o desenvolvimento da cana-de-açúcar dos últimos quatro anos. O período chuvoso teve início no mês de outubro e, segundo Sérgio Quasse, esquisador da Agroquatro-S Experimentação Agronômica Aplicada, os canaviais tiveram um arranque no desenvolvimento.

Mesmo assim, algumas variedades sofreram mais com as geadas e incêndios em meados de 2021, por isso estão com desenvolvimento menor do que o ideal. “Atualmente as expectativas são boas, superiores às de 2021, mas ainda não é possível cravar o tamanho do ganho”, afirmou o pesquisador.

Ainda segundo Quasse, mesmo com a expectativa de ganho de produção em relação à safra anterior, existe um fardo a se carregar, devido a dois anos seguidos de seca e efeitos climatológicos adversos: “canaviais atingidos por queimadas serão plantados em 2022 para serem colhidos em 2023, ou seja, apenas terão produção no próximo ano. Por mais que essas chuvas tragam um alento, existe um pedágio a ser pago para dar renovação no canavial para voltarmos a atingir patamares de 600 milhões de toneladas como em 2019”.

Custos de produção

Por mais que as estimativas de produção sejam positivas em relação à safra anterior, existe neste ano um grande preocupação com os custos de produção. “Em 2021, comparado com 2020, já houve uma elevação significativa do custo de produção. Por exemplo, os tratos culturais da cana-soca, que em 2020 eram em torno de R$ 2,8 mil por hectare, em 2021 passou dos R$ 3,1 mil por hectare”, declarou Quasse.

Segundo ele, existe uma tendência desses custos continuarem a subir em 2022, por conta da alta dos preços dos fertilizantes, do petróleo, do óleo diesel e dos insumos de um modo geral. “Embora o preço da cana tenha tido uma elevação, está muito aquém do preço em que estão os insumos e fertilizantes. Assim há um desbalanço e o produtor tem que ficar muito atento”, alertou o pesquisador.

“Possíveis atrasos na entrega podem refletir em problemas para desenvolvimento da planta e aumento de custo de produção. Não acredito que o preço da cana ficará maior, ficará estável no que está hoje em 2022. Se continuar no preço que está e o custo continuar a subir, o produtor terá que ter muita cautela de como gerir os seus gastos e não ficar no prejuízo”, completou.

Quebra da safra 20/21

Por fim, Quasse falou acerca dos resultados obtidos no ano passado. De acordo com o que ele afirmou, a safra 20/21 de cana-de-açúcar em Orlândia encerrou com uma quebra de 16%. Desde o mês de abril já era previsto que a quebra ficasse em torno de 13%, por conta da escassez de chuvas e prolongamento da seca. O número acabou aumentando devido as queimadas e da geada, mas o resultado foi satisfatório frente a todos os problemas enfrentados.

Mas essa foi uma situação atípica. Neste ano, o retorno das chuvas em outubro, novembro e dezembro foi um alento, uma esperança para que 2022 seja melhor. “A gente está tentando fazer o melhor trato agronômico possível para aproveitar as chuvas para potencializar o crescimento do canavial”, finalizou o pesquisador.

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Por:
Jhonatas Simião e Igor Batista
Fonte:
Notícias Agrícolas

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