Julho começa com tempo seco no interior do país e chuva persistente no Sul do Brasil

Publicado em 01/07/2026 10:48 e atualizado em 01/07/2026 11:46
Alexandre Nascimento
El Niño ainda está em intensidade moderada, mas já favorece mais chuva no Sul, enquanto boa parte do interior do país segue em período seco.

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O mês de julho começa com uma janela favorável para as atividades no campo em grande parte do interior do Brasil. Segundo o meteorologista Alexandre Nascimento, sócio-diretor da Nottus, áreas produtoras de café, cana-de-açúcar e outras culturas terão cerca de dez dias de tempo firme antes da chegada de uma nova frente fria, prevista para avançar sobre parte do Sudeste e do Centro-Oeste após o dia 10.

Enquanto o Sul segue registrando chuva persistente, com acumulados acima da média, o interior do Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste permanece sob tempo seco, cenário que favorece a colheita, a secagem dos grãos e outras operações no campo. A recomendação do especialista é aproveitar esse período para acelerar os trabalhos, já que as precipitações devem retornar em estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e sul de Minas Gerais na segunda quinzena do mês.

Nascimento também destacou que o El Niño já começou a influenciar o clima brasileiro, principalmente ao favorecer a maior frequência de frentes frias e chuvas na Região Sul. No entanto, ele ressalta que o fenômeno ainda está em intensidade moderada e que seus efeitos mais expressivos devem ocorrer apenas entre a primavera de 2026 e o primeiro trimestre de 2027.

O meteorologista faz um alerta para interpretações equivocadas. Segundo ele, a falta de chuva em áreas como Tocantins, oeste da Bahia e norte de Minas Gerais é típica desta época do ano e não pode ser atribuída exclusivamente ao El Niño. Já no litoral do Nordeste, as chuvas continuam frequentes devido à influência do Oceano Atlântico, com acumulados elevados registrados recentemente em Pernambuco e na Paraíba.

Para o especialista, o produtor rural deve acompanhar informações técnicas e evitar decisões baseadas em rumores ou interpretações incorretas sobre o fenômeno climático. Embora o El Niño esteja em evolução, ele reforça que os impactos ainda são graduais e variam conforme a região do país, exigindo planejamento e monitoramento constante das previsões meteorológicas.

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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