Café: Semana de volatilidade em NY e dificuldade de fechar negócios no mercado interno brasileiro

Publicado em 21/11/2014 17:16 203 exibições

A cotação do café na ICE Futures US em Nova Iorque oscilou bastante esta semana, com especuladores puxando ou derrubando as cotações conforme a notícia do dia. 

Na última quarta-feira, os contratos fecharam em forte alta reagindo a uma entrevista do diretor-executivo da OIC - Organização Internacional do Café, Robério Silva, onde ele informou que a demanda global por café provavelmente crescerá 2,5 por cento ao ano até o final da década, impulsionada pela forte expansão do consumo em mercados como China, Rússia e Coréia do Sul. Segundo ele, a demanda pode atingir 175 milhões de sacas de 60 quilos em 2020, ante 149,45 milhões de sacas estimadas para 2014. 

Ontem, a divulgação pelo USDA - Departamento de Agricultura dos Estados Unidos de que revisou para 51,2 milhões de sacas de 60 quilos sua estimativa para a atual safra brasileira de café 2014, um aumento de 3,4% em comparação à previsão anterior de 49,5 milhões de sacas, derrubou forte a cotação do café em Nova Iorque. 

A produção de arábica foi calculada pelo USDA em 34,2 milhões de sacas e a produção de conilon em 17 milhões de sacas. Em seu terceiro levantamento, no último mês de setembro, a CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento estimou a safra brasileira 2014 em 45,14 milhões de sacas, sendo 32,11 milhões de arábica e 13,03 milhões de conilon. Portanto, no arábica há praticamente uma convergência nos dois levantamentos. A grande diferença está na produção de conilon. A convergência nos números para a produção brasileira de arábica e a divergência nos números para o conilon, apenas confirma o que vêm acontecendo com outros levantamentos da produção brasileira de café. Existe um consenso de que nossa safra de arábica ficou entre 31 e 34 milhões de sacas. Em nossa opinião os números da CONAB são os mais próximos da realidade. 

Chama a atenção o fato destes números, ontem, terem derrubado forte a bolsa de Nova Iorque, que trabalha com café arábica, enquanto a de Londres, lastreada em robusta/conilon, ter fechado com uma pequena baixa. 

Continuou difícil o fechamento de negócios no mercado físico brasileiro. A forte queda das cotações ontem em Nova Iorque, acompanhada pelo feriado municipal em milhares de cidades brasileiras, entre elas São Paulo e Santos, fez, na prática, a semana se encerrar na quarta-feira. Completando o quadro, hoje, a informação de que a presidente Dilma deve anunciar no final do dia a equipe econômica para o seu segundo mandato, acalmou momentaneamente os mercados, e a cotação do dólar frente ao real recuou mais de dois por cento. 

Até o dia 19, os embarques de novembro estavam em 1.119.209 sacas de café arábica, mais 154,587 sacas de café conillon somando 1.273.796 sacas de café verde, mais 51.246 sacas de café solúvel, totalizando 1.325.042 sacas embarcadas, contra 1.400.751 sacas no mesmo dia de outubro. Até o dia 19 os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em novembro totalizavam 1.956.808 sacas, contra 1.880.800 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 14, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 21, caiu nos contratos para entrega em março próximo, 565 pontos ou US$ 7,47 (R$ 18,78) por saca. Em reais, as cotações para entrega em março próximo na ICE fecharam no dia 14 a R$ 673,74 por saca e sexta-feira, dia 21, a R$ 634,18 por saca.

Fonte:
Escritório Carvalhaes

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