Café: Com feriado nos EUA e Brasil o mercado foi lento e os contratos para dezembro perderam 25 pontos em NY

Publicado em 10/09/2016 07:44
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Com o feriado do Dia do Trabalho nos EUA na segunda-feira, do Dia da Independência no Brasil na quarta-feira e feriado municipal em Santos, maior porto exportador de café do Brasil, na quinta-feira, os trabalhos no mercado de café não se desenvolveram, e as cotações em Nova Iorque oscilaram mais com o sobe e desce do dólar frente ao real. Os contratos com vencimento em dezembro próximo na ICE perderam 25 pontos na semana, mas em reais por saca esses contratos apresentaram alta de 5,73 reais. 

Chama a atenção o número de factoides que chega ao mercado semana após semana. Na semana passada foi o aumento de produção na África que agora, depois de muitos investimentos, chega ao mesmo tamanho da produção do Espírito Santo em ano com boas condições climáticas. Esta semana, uma declaração do presidente da Colômbia de que, caso seja aprovado o acordo com as FARC, a produção de café colombiana poderá atingir 20 milhões de sacas até 2020, foi usada por alguns operadores do mercado como factível. Já existe uma “expectativa” no mercado que a produção colombiana para o ciclo 17/18 possa chegar a 15 milhões de sacas. Agora criam a expectativa que em mais dois anos ela possa crescer 25% em cima da expectativa anterior, para então chegar a 20 milhões de sacas. 

No leilão de estoques governamentais que a Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB realizou ontem, quinta-feira, foram arrematadas cerca de 92% das 70 mil sacas de 60 kg de café arábica postas a venda. Os preços de venda do grão variaram entre R$ 420,00 e 465,30 a saca. Desde janeiro, o governo já comercializou mais de 300 mil sacas de café de um total 1,25 milhão de sacas dos estoques públicos. Portanto, os estoques públicos brasileiros já estão abaixo de um milhão de sacas. Nosso consumo interno está acima de 1,6 milhão de sacas por mês. O Brasil enfrenta uma séria crise econômica e mesmo assim nosso consumo continua crescendo. 

Inaugurada há menos de um ano, a unidade brasileira de cápsulas Dolce Gusto da Nestlé já trabalha a plena capacidade e a ampliação das linhas de produção entrou no radar da companhia. De acordo com Pedro Feliu, diretor de Nescafé Dolce Gusto e Cafés na Nestlé Brasil, ainda não é possível dizer "quando será e qual o tamanho da ampliação", mas reforçou que "a visão é de que a fábrica tem de ser maior". Para se ter uma ideia do avanço desse mercado, em 2015 a categoria cresceu cerca de 50% no Brasil. Segundo o diretor, "Dolce Gusto cresce mais que isso e impulsiona a categoria" (fonte: jornal Valor Econômico).

Truncado pelos feriados nos EUA e no Brasil, na prática o mercado físico brasileiro teve poucos dias úteis de trabalho. O interesse comprador continua grande para todos os padrões de café, mas a maioria dos produtores não mostra interesse pelas bases de preços oferecidas pelo mercado. 

Até dia 8, os embarques de agosto estavam em 20.680 sacas de café arábica, 11.541 sacas de café conilon, mais 2.556 sacas de café solúvel, totalizando 34.780 sacas embarcadas, contra 358.425 sacas no mesmo dia de agosto. Até o mesmo dia 8, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em agosto totalizavam 634.642 sacas, contra 690.073 sacas no mesmo dia do mês anterior. 

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 2, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 9, caiu nos contratos para entrega em dezembro próximo 25 pontos ou US$ 0,33 (R$ 1,08) por saca. Em reais, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam no dia 2 a R$ 649,28 por saca, e hoje dia 9, a R$ 655,41 por saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em dezembro a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 375 pontos.
Fonte: Escritório Carvalhaes

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