Captação tem queda e leite valoriza

Publicado em 01/03/2011 13:53 1524 exibições

Cepea, 1º – Em janeiro, o Índice de Captação de Leite calculado pelo Cepea (ICAP-Leite) registrou queda de 2,8% frente ao de dezembro. Houve diminuição nos seis estados desta pesquisa: RS, PR, SP, MG, GO e BA. As reduções mais acentuadas ocorreram em Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Além de ter faltado chuva e feito muito calor, os custos de produção de leite, especialmente do concentrado, aumentaram, o que limita investimentos dos produtores. Em relação a janeiro do ano passado, o ICAP-Leite teve queda de 1,1%.

Em Goiás, a queda na captação atingiu expressivos 8% no comparativo com dezembro. Em Minas Gerais, o Índice recuou quase 4% em janeiro. Em algumas regiões desse estado, por exemplo, verificou-se a ocorrência do veranico, com falta de chuvas por mais de 30 dias. No Rio Grande do Sul, a queda foi de 2,9% entre dezembro/10 e janeiro/11. Desde setembro/10, quando ocorreu o pico de captação naquele estado, a redução no volume médio de leite captado diariamente é de 16%. Em São Paulo e no Paraná, as reduções no ICAP-Leite foram mais amenas, de 1,5% e 0,3%, respectivamente.

Com a menor oferta e o consumo interno aquecido, o preço do leite pago aos produtores em fevereiro (referente à produção entregue em janeiro) teve aumento de 1,1% frente ao de janeiro, com média de R$ 0,7371/litro (valor bruto). O recuo na captação de leite aumentou a disputa entre os laticínios, valorizando o leite na maioria das regiões pesquisadas pelo Cepea. Em relação a fevereiro/10, a média bruta teve alta de 19,2%, sem descontar a inflação.

A expectativa de compradores do setor é de que o mercado continue firme, dada a menor oferta de leite. Para o pagamento de março (referente à produção entregue em fevereiro), 46% dos compradores entrevistados – que representam 35% do volume de leite da amostra – acreditam em estabilidade de preços e 38% dos representantes de laticínios/cooperativas (que respondem por 51% do volume da amostra) esperam novo aumento. Apenas 16% dos entrevistados (responsáveis por 14% do volume amostrado) consideram queda de preços.

Em fevereiro, houve alta também de preços no mercado spot e recuperação do leite UHT e do queijo muçarela. Além disso, a expectativa é de aumento do consumo de lácteos após o período de carnaval. Assim, os fundamentos do mercado são altistas, o que pode sustentar o preço pago ao produtor nos próximos meses.

FEVEREIRO – A maior elevação do preço médio pago aos produtores em fevereiro ocorreu novamente no Rio Grande do Sul, de 2% (ou 1,4 centavo por litro) frente a janeiro, com média de R$ 0,6954/litro (valor bruto). Nos outros estados do Sul, os valores permaneceram relativamente estáveis: em Santa Catarina o preço médio foi de R$ 0,7543/litro, leve alta de 0,4% frente a janeiro, e no Paraná houve ligeiro recuo de 0,52%, com média de R$ 0,7513/litro.

Em Goiás, devido à queda mais significativa na captação de leite, o preço médio aumentou 1,6% (1,2 centavo por litro) em relação ao de janeiro, com média de R$ 0,7518/litro. Em Minas Gerais, a alta foi de 1% (0,7 centavo por litro), a R$ 0,7285/litro, e no estado paulista, o preço médio foi de R$ 0,7761/litro, alta de 1,1% (0,8 centavo por litro). Na Bahia, houve queda de quase 1% (0,6 centavo por litro), a R$ 0,6312/litro.

 

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Cepea

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