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A seca mata, a politicagem continua flagelando

Publicado em 19/11/2012 10:28 793 exibições
Por Valdir Edemar Fries - Produtor Rural em Itambé/PR.
Com o titulo A SECA MATA, A POLITICAGEM FLAGELA, já defini outros anúncios e lançamentos de certos “Programas de Governo”.

Agora com o Programa MAIS IRRIGAÇÃO, anunciado pela Presidente Dilma, tudo indica que deve-se mais um capitulo entre tantos, um capitulo pouco pior do que muitos anunciados, iniciados e paralisados  como exemplo, o Projeto de transposição do Rio São Francisco, também “COORDENADO pela conhecida INDUSTRIA DA SECA” ou seja mais um projeto fabricado pelo Ministério da Integração Nacional.

Para começar, dos 10 bilhões anunciados, 3 bilhões devem vir do Programa de Aceleração do Crescimento, …e os demais recursos? bem os demais 7 bilhões deverão vir da parceria público privado com a criação de “CONCESSÕES”.

Segundo publica a AGÊNCIA BRASIL “O principal eixo do programa é o que cria concessões para o setor privado objetivando a implantação de infraestrutura e exploração de áreas irrigadas. As concessões terão prazo até 40 anos e os os vencedores serão definidos pelo valor da tarifa de uso das terras irrigadas, segundo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. “Quem terá o direito de ocupar será o que propor a tarifa de irrigação mais competitiva”, declarou.

A parceria com o setor privado, segundo a presidenta, vai acelerar a implantação dos projetos e a obtenção de resultados. “A proposta de PPP [parceria público-privado] vai permitir que a força do setor privado e os recursos públicos permitam que aceleremos a realização dos investimentos, mas também dos resultados. Queremos que seja uma parceria bem sucedida”, disse Dilma.

Pois bem, enquanto a SECA MATA, A POLITICAGEM CONTINUA FLAGELANDO, até porque no LANÇAMENTO DO PROGRAMA MAIS IRRIGAÇÃO, nada se tinha definido, nada passa de uma IDEIA divulgada para ganhar a mídia  até porque o próprio Ministro da Agricultura afirma que: …A criação da linha de crédito que financiará o setor produtivo do País está em construção por técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SCD) do Mapa. Prazos, taxas de juros e limites na tomadas dos recursos devem ser definidas conjuntamente com o Ministério da Fazenda.(https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/agronegocio/113547-governo-anuncia-recursos-para-projetos-de-irrigacao-das-lavouras.html).

Ou seja, nada se tem definido no Programa lançado pela Presidente da Republica, as concessões e suas diretrizes são uma ignota, os prazos, as taxas de juros e os limites na tomada de recursos ainda uma utopia, firmeza do governo apenas nos programas “sociais”, porque de resto como diz a presidente, os males provocado pelas estiagens são extensos.

Se os males provocados pelas estiagens são extensos,  os males provocados pela industria da seca são comprometedores, porque muitos FLAGELADOS JÁ FORAM LANÇADOS ao longo do SÃO FRANCISCO, agora serão os produtores rurais Brasileiros que iniciarão o FLAGELO, primeiro aguardando a normatização das tais idéias lançadas, depois vem o flagelo na busca dos recursos financeiros junto aos agentes, também das licenças ambientais, e por fim, a triste noticia dos cortes de orçamento, cortes que impulsionam a industria seca e produz o flagelo, lançado pelo próprio governo.  Ou tudo será diferente desta vez?

“Queremos que as vítimas da seca deixem de ser os flagelados de todos os anos e passem a ser os produtores de sempre”, disse a presidente Dilma. 

Agora digo eu: “Queremos que as vítimas da seca deixem de ser os FLAGELADOS DE TODOS OS GOVERNOS e passem a ser os produtores de sempre” pondo um fim na velha politicagem.
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Fonte:
Valdir Edemar Fries

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