NPK: soberania roubada, por Xico Graziano

Publicado em 18/05/2015 10:17 3095 exibições

O Brasil importa 75% dos adubos químicos utilizados na agricultura. E  essa dependência externa, lamentavelmente, está crescendo. Em 2014, a  produção nacional de fertilizantes encolheu 5,2%. Uma prova da falta de planejamento estratégico sobre o desenvolvimento nacional. Inexiste visão  de longo prazo na política agrícola. 

Adubos químicos fornecem a nutrição básica das plantas. Resumem-se na famosa composição NPK: nitrogênio, fósforo e potássio. Quem descobriu que os vegetais requerem elementos minerais para crescer foi Justus von Liebig. Aos 19 anos, o genial químico alemão apresentou, em 1822, sua tese intitulada “Como os corpos minerais se relacionam com os corpos vegetais”. Nela comprovava que as plantas não “comiam” matéria  orgânica, conforme se pensava, mas apenas necessitavam das moléculas liberadas no húmus do solo. 

A agricultura primitiva surgiu nos deltas – as várzeas dos rios – onde as  enchentes cuidam de repor a riqueza da terra. Valia apenas a fertilidade própria do solo. Quando as lavouras avançaram para as florestas, terras “gordas”, ricas em matéria orgânica, se esgotavam e eram deixadas para descanso – o pousio - abrindo-se novas áreas. Nesse processo, estercos animais serviram de principal fonte de nutrientes. Depósitos naturais, como dejetos de aves (guano) encontrados nas ilhas do Pacífico, na costa  peruana, se tornaram preciosos no século 19.  

Após a Primeira Guerra Mundial a indústria de fertilizantes químicos se  estruturou nos EUA e na Europa, tornando-se capaz de atender a expansão agrícola exigida pelo aumento populacional. No Brasil, somente a partir de 1950 se firmaram as empresas do ramo. Surgiu em 1974 o Programa Nacional de Fertilizantes e Calcário Agrícola, fortalecendo o setor.  Resultado: no início dos anos 1980 o Brasil quase se tornou  autossuficiente. 

Entre 1976 e 2013, a produção brasileira de grãos se expandiu em 306%, passando de 47 milhões para 191 milhões de toneladas.  Crescimento espetacular, ainda mais quando se verifica que a área cultivada aumentou apenas 51%, passando de 37 milhões para 56 milhões de hectares. Conclusão: houve forte elevação da produtividade física da terra, o dobro  da observada, no mesmo período, na agricultura norte-americana. 

O feito, sensacional, não teria ocorrido sem a intensificação no uso de NPK. Nos últimos 25 anos o consumo agrícola de fertilizantes se multiplicou por dez, ou seja, cresceu 1000%. Essa curva ascendente na  demanda se destaca especialmente a partir de 1996, logo após a estabilização da economia. Sem a bagunça inflacionária, o crédito rural se tornou mais eficiente. Retornaram os investimentos. Deslanchou a  agricultura. Mas o país deixou de acreditar na indústria nacional, ampliando as compras de fertilizantes no exterior. Bom para as multinacionais. 

Os adubos nitrogenados se fabricam a partir de derivados do petróleo, e o Brasil poderia neles ter autossuficiência. Já os fosfatados se obtêm de depósitos de rochas ricas desse elemento. Encontrados em todo o mundo, no Brasil as maiores jazidas se encontram em Minas Gerais, Goiás e São Paulo, atendendo hoje a metade do consumo das lavouras. Poderia crescer. Quanto aos adubos potássicos, extraídos de rochas sedimentares, a situação é mais difícil, pois a dependência externa atinge 90%. 

Através da Vale do Rio Doce, explora-se aqui apenas uma mina de potássio, no complexo Taquari-Vassouras, situado em Sergipe. Sabe-se existir reservas submarinas de potássio na costa brasileira, em depósitos semelhantes aos salinos. Jamais se tentou explorá-los. Localizam-se na Amazônia, porém, as melhores possibilidades. Por debaixo da selva se localiza, a 650 metros de profundidade, grande reserva natural de silvinita, sedimento que se espalha por vasta região entre o Amazonas e o Pará. Tais riquezas do subsolo se conhecem há décadas e, bem exploradas, poderiam atender até em 30% a demanda nacional. 

Somente agora, porém, um projeto minerador, volumoso, se executa no município de Autazes (AM). Trata-se de um empreendimento dominado pela empresa canadense Falcon, que ainda aguarda as licenças ambientais e de lavra para iniciar sua exploração, prevendo começar a venda de fertilizante em 2018. Tudo demorado. Mais intrigante é saber que essas jazidas pertenceram à Petrobras até 2008, quando foram vendidas para a multinacional do Canadá.  Quem realizou o negócio foi o então presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

Na época, o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, estava  elaborando um “plano nacional de fertilizantes” que, lançado, jamais saiu do papel. Dilma Roussef, então ministra da Energia, ficou sabendo a posteriori que a Petrobrás havia vendido os direitos de exploração do  potássio amazônico para a Falcon. “Ela deu um esporro no Gabrielli pela venda”, conta Stephanes em entrevista publicada fevereiro passado no Boletim Informativo nº 1290, da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP). 

Hoje, depois da corrupção descoberta pela operação Lava Jato, certos dirigentes da Petrobras se tornaram figuras suspeitas na malversação de dinheiro público. Teria sido respeitado o interesse público nessa venda das minas de potássio da Amazônia? Qual terá sido o real motivo da bronca da  Dilma no Gabrielli? Quem testemunhou essa negociação? Teve propina nesse negócio também? Eu não coloco minha mão no fogo. 

Por essas e outras a agricultura nacional, que espanta o mundo com a pujança de suas safras, padece da crescente dependência externa na compra de seus fertilizantes. Uma perda de soberania roubada pelo descaso governamental. Falta planejamento sobre o futuro do nosso país.

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Fonte:
Xico Graziano

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6 comentários

  • Luiz de Santana Junior Aracaju - SE

    Concordo em número e grau com Eduardo Lima Porto. A privatização será a solução para muitos de nossos problemas, pois não temos know-how e muito menos capital (não sei qual a melhor ordem) para tocarmos o desenvolvimento que os tempos atuais e a população exigem..., seria muito melhor um estado focado na qualidade da Educação, Saúde e Segurança, para que essa insatisfação nos quatros cantos tome força... Privatização não é vender a nação, é tão somente fazer uso inteligente de nossas riquezas para que a grande maioria possa usufruir desse... Atraso é deixar de usufruir das nossas riquezas para defender politica estatizante... Sejamos racionais. Parabéns Eduardo Porto.

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  • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS

    Senhores, eu também sou Defensor do Brasil. Porém, a defendo a qualidade em Educação, Saúde e Segurança como funções indissociáveis do Estado. O resto deve ser implementado pela Iniciativa Privada, sem qualquer tipo de subsídio por parte do Estado. O Projeto da Petrobras em Tres Lagoas, na minha humilde opinião, nasceu Morto. Assim como, o Projeto de Biodiesel baseado na Soja como Matéria Prima. Devaneios de um Delinquente com pretensões a Ditador e de um Partido de Bandidos que vem destruindo esse País. O investimento em Tres Lagoas, como em vários outros lugares onde a Petrobras se enfiou, certamente que estava impregnado por decisões políticas e por corrupção. Não fosse assim, o Projeto sobreviveria pelos seus próprios fundamentos. O que me faz lamentar muito é o custo social que esse tipo de situação gera. A cidade de Rio Grande-RS está vivendo uma situação tenebrosa também, com milhares de pessoas desempregadas e sem qualquer idéia para onde rumar. Essa conversa fiada do "Petroleo é Nosso" é que está provocando o atraso desse País há décadas. A pretensão de sermos auto-suficientes em Fertilizantes não passa de uma variação do mesmo discurso estatizante, seria algo como "ADUBO é Nosso". Antes de pensar em tamanha idiotice, seria bom que alguém começasse a raciocinar como aproveitar adequadamente os resíduos sólidos orgânicos, sejam de lixo domiciliar ou da agroindustria. Estamos perdendo milhões de toneladas de Nutrientes que poderiam efetivamente diminuir a conta da dependência das importações. Racionalidade Econômica, Visão de Longo Prazo e algumas viagens ao exterior para pesquisa (não para Disney) fariam muito bem a qualquer pessoa que deseja verdadeiramente melhorar esse lugar onde vivemos.

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      educação também em partes, o estado não pode ter o monopólio da educação... Vide a formação marxista que nossas escolas dão em geral. É necessario aumentar a liberdade da educação privada e autorizar o homeschooling no Brasil.

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      80% do fertilizante ja é importado, isso prova que o modelo estatal é um completo fracasso

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Prezado Eduardo, poucas pessoas tem essa memória histórica, de como bilhões de reais foram jogados no lixo, como dito por você, devido a megalomania de governantes ineptos!!! Para complementar, ninguém mais fala nos projetos de biodiesel de mamoma, um óleo que custava um tempo atrás mais de 30 dólares o litro!!! De resto você está absolutamente certo, a desculpa para botar a mão em dinheiro público é a de que o petróleo é estratégico, a alimentação questão de segurança alimentar, e por ai vai... Só para lembrar, a preocupação do governo com a segurança alimentar das pessoas é tão grande que o governo diminuiu em 30% o poder de compra da população, principalmente a mais pobre, que nunca sairá da miséria por não ter saúde, educação e segurança pública, mesmo com uma carga pesada de impostos, pagando entre outras coisas para trabalhar, e o que é ainda pior, pagamos caro ao governo para comer. Ou seja, além de não ter educação, saúde e segurança, o povo pagará mais caro pela comida de cada dia, por força de um outro imposto ainda mais perverso, o imposto inflacionário. Paulo Rensi, você tem razão, esse governo é um lixo e as instituições brasileiras apodreceram no meio desse lixo.

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Por que afinal o estado precisa administrar empresas de fornecimento de mercadorias e serviços? A não ser pelos cargos disponibilizados nas mãos de politicos demagogos e desonestos? Acaso alguém acredita que ficariamos sem energia ou sem gasolina e óleo diesel se o estado vendesse as empresas que possui. Quem dirá a um Lula da Silva que as empresas são do estado brasileiro e não do governo de plantão? Luiz Fachin, o novo ministro que acha certo ganhar um "por fora", mesmo desobedecendo as leis que agora, pelo menos em teoria, será obrigado a fazer com que outros cumpram aquilo que ele mesmo se acha desobrigado a cumprir, com a conivência do senado brasileiro!!! O povo quer saúde, educação e segurança, o governo, seus politicos e funcionários, querem cargos, verbas, financiamento em condições prá lá de especiais, e empregos e mais empregos nos cabides das empresas estatais. O povo não quer, mas a maioria dos politicos quer que tudo continue como está, pois é bom para seus negócios.

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  • R L Guerrero Maringá - PR

    Quanto ao Potássio, sua escassez é previsível e muito mais temível do que a do petróleo, por que é essencial ao suprimento de alimentos.

    O estratégia que os EUA adota, em casos assim, é lacrar suas reservas para uso futuro, importando o suprimento do mercado internacional.

    É a posição que eu defendo, em nome do interesse nacional.

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  • Marcos Antonio dos Santos Andradina - SP

    Apenas mais uma pergunta aos doutos... E a fábrica de fertilizantes nitrogenados que ESTAVA sendo construída em Três Lagoas MS???

    Seria, segundo noticias veiculadas, uma das maiores do mundo, senão a maior produtora de nitrogenados, o gás natural para o processo vem do gasoduto Bolívia/Brasil...

    Isto sem falar no prejuízo local ao comércio da modesta cidade de Três Lagoas, montante superior a 27 milhões de Reais, isto só no comércio local, quebradeira de pequenos, sem falar na quantidade de pessoas que foram em busca de um mais novo eldorado de serviços.

    Ficaram a ver navios, sem mesmo ter dinheiro para passagens pra voltar a seus lares em outros estados.

    Mais uma vez fomos surrupiados.

    Continuo tendo a mesma Bandeira de muito tempo. VERDE, AMARELA, AZUL E BRANCA.

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  • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS

    Tenho enorme respeito pelo agrônomo Xico Graziano e pela sua trajetória em prol da Agricultura Brasileira. Entretanto, respeitosamente, me permitirei estabelecer um contra-ponto que tem por objetivo apenas contribuir para o debate, sem qualquer menção de ordem pessoal ao articulista... A auto-suficiência brasileira em Fertilizantes Químicos é uma utopia e as tentativas diversas que se deram nesse sentido foram fracassadas pelas razões abaixo.

    O Nitrogenio (N) fornecido principalmente pela uréia depende decisivamente de enormes disponibilidades de Gas Natural que deve ser fornecido em escala e custos competitivos com os maiores produtores mundiais de Petroleo. Na especificidade, encontram-se diferentes graus de pureza do Gas Natural e variadas formas de obtenção (direta e indireta), os quais contribuem para que determinadas fontes sejam mais caras do que outras. Recordo que em 2009, havia uma conversa política em torno da auto-suficiência na produção de Ureia. Nessa época, o Gas Natural era vendido por aqui ao redor de USD 10,00/MBtu enquanto na Russia o produto girava em torno de USD 2,00/MBtu. Países do Oriente Médio também possuíam valores muito baixos e em qualidade superior a nossa. Não bastasse, apesar do Governo em sua peculiar demagogia difundir o plano megalômano, na hora do vamos ver a Petrobras se negou a garantir o Gas Natural para uma iniciativa das Cooperativas do PR que buscava produzir ao redor de 1 milhão de ton/ano. Ainda que a Petrobras subsidiasse o preço de venda da Ureia ou distorcesse os seus custos de produção para viabilizar uma maior entrega, veríamos uma postura comercial parecida a das grandes Tradings, pois a empresa naturalmente buscaria balizar os valores com base nas médias praticadas no mercado internacional, bem como nas contas de chegada dos principais Portos ou Pólos de Consumo (Paridade).

    Em se tratando dos Fosfatos, creio que essa fonte é a que temos em maior abundância no território. Desconheço as concentrações minerais comparadas com os principais fornecedores mundiais. A realidade é que a produção de Fósforo é altamente poluente, o que possivelmente deve estar pesando muito para que ocorram as liberações ambientais correspondentes. Há que se avaliar muito bem e sem qualquer ranço ideológico se Benefícios Específicos compensam Custos Difusos. Se a conta for negativa, não há qualquer problema em seguir importando.

    Quanto ao Potássio, há poucos anos esse elemento foi o mais crítico para a Agricultura Mundial. No momento, existem alguns Projetos de grande porte em operação no Mundo, com destaque para a Alana Project na Etiópia, considerada umas das maiores jazidas e com menores custos de extração. Esse Projeto está sendo desenvolvido há anos, possui ações na Bolsa de Toronto e participações acionarias de players de peso, entre eles a Sinofert da China (maior compradora de Cloreto de Potassio do Mundo).

    As jazidas presentes na Amazonia, com bem dito pelo Xico Graziano, encontram-se a mais de 600 metros de profundidade e estão em plena selva. Qualquer iniciativa dessa ordem, ainda que remotamente viável, enfrentaria enorme resistência ambiental. Novamente, os Benefícios seriam muito localizados diante dos Custos que seriam divididos com a Coletividade. Há que se ter em conta que o frete doméstico do Amazonas até o Paraná ou o Rio Grande do Sul seria algumas vezes maior do que o valor pago nos fretes de importação.

    Portanto, a auto-suficiência tão propagada aos quatro ventos no Brasil é uma discussão que deve ser feita com critérios rigorosamente econômicos, pois os políticos não tem capacidade mental e conhecimento agricola para uma correta tomada de decisão nessa matéria.

    Já pensaram se a Suiça decidisse que deveria ser "auto-suficiente" em Soja?

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Sr. Eduardo, se há utopias em ser autossuficiente em adubos nitrogenados, o que o Sr. acha em diminuir as perdas das quase 10 milhões de toneladas de Uréia consumidas no país todo ano.

      È de conhecimento geral da nação que dos 100 pontos de Nitrogênio produzidos somente 14 pontos chegam ao prato do consumidor, a diferença é perdida nas operações. Onde há a maior perca é na aplicação do fertilizante, pelos processos de Urease e desnitrificação que são responsáveis pela perca de 46 pontos, ou seja, próximo de 50% das perdas.

      O governo poderia implantar uma política de investimento, para que próximo das unidades misturadoras fosse instaladas fabricas para processar a Ureia importada, transformando-a em adubo de parede semipermeável, reduzindo substancialmente as perdas e consequentemente o consumo.

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    • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS

      Bom Dia Senhor Paulo, estou absolutamente de acordo com o Senhor no que se refere a necessidade de evitar as perdas por volatilização geradas a partir da aplicação da Uréia. Existem aditivos como NPBT que misturados a Uréia conseguem reduzir significativamente a perda e isso está fartamente comprovado na literatura agronômica internacional. Particularmente, não acredito em nada que dependa da decisão do Governo. As Políticas de Governo já buscam na essência facilitar a vida do próprio Governo e dos seus funcionários, raramente estão dedicadas a aumentar a eficiência dos processos e a gerar benefícios diretos para quem quer que seja. É o que eu dizia acima, Benefícios Especifícos e Custos Coletivos. Isso é típico de regimes socialistas míopes onde todos pagam a conta para o beneficio de poucos. Muitas vezes os Agricultores e suas representações de classe se perdem nesse aspecto fundamental. Lutamos pelo Respeito a Propriedade Privada (nosso Direito Sagrado) ao mesmo tempo que brigamos por Subsídios e Preços Mínimos para cobrir a ineficiência setorial. A Autosuficiência exigida mediante desembolso Governamental soa como Subsídio Direto e essa conta acaba sendo paga por todos, principalmente por aqueles que não se beneficiam diretamente da benesse. Hoje o frete granel de Cloreto de Potassio da Russia descarregado no Porto de Rio Grande não custa mais do que USD 35,00/ton. Quanto o Senhor imagina que custaria levar o mesmo produto para o Rio Grande do Sul? A diferença de frete seria por baixo umas 8-10 vezes maior porque não temos um bom sistema de cabotagem. Qual seria a solução do Governo? Inventariam uma tarifa anti-dumping para proteger a industria nacional, que a sua vez, perseguiria a paridade de preços internacionais sempre para não perder dinheiro. Os Otários defensores da Autosuficiencia pagariam mais caro e os que não tem absolutamente nada que ver bancariam indiretamente uma parte substancial da conta. É essa a minha visão sobre o assunto.

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Eh! Acho que uma indústria de ética para políticos et caterva seria mais eficiente!!! BRAZIL, PAÍS AMORAL !!!

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      se botar o estado para fazer politica sobre o processo de transporte e aplicação de fertilizantes nitrogenados ai que estamos completamente fodidos mesmo... precisamos é de menos estado... Menos Marx e mais Mises...

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      o que o governo deveria fazer ;e reduzir a tributação nefasta sobre os fertilizantes e intereferir menos no mercado... aquele miserável Fundo da marinha mercante é um exemplo.

      Devagar no Brasil estão sendo introduzidas tecnologias que reduzem as perdas dos fertilizants nitrogenados, o Yara Bela é um produto excelente nesse sentido...

      Mas o problema é que agregar valor por aqui é complicado devido a tributação em cascata o custo fica muito alto.

      vejam o caso da amonia anidra nos EUA, que custa entre 550 e 700 u$ a tonelada para o produtor por la e tem altissima eficiência, alem da concentração na casa dos 82% de N. Ainda a Dow Agro faz por la um aditivo chamado N serve que aumenta ainda mais a proteção dessa fonte de N, fazendo que ele fique disponivel por ate 9 meses com liberação controlada e sem perdas. Estive com um produtor de Illinois que usa ha anos essa tecnologia.

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  • Alair Fernando Elgert Sinop - MT

    Existe uma jazida enorme de Fósforo, de aproximadamente 45.000 ha, próximo ao município de Apuí - AM... e só esta região poderia extrair-se uma quantidade suficiente de fósforo para atender a todo o BRASIL por inúmeros anos.... Conheço o engenheiro que fez os estudos por lá,e basta contata-lo para conformar o que se disse acima... portanto, é uma vergonha nacional ainda não termos iniciado a exploração daquele local. O fósforo está aflorado na superfície do solo mas necessita de investimento.... e próximo daquele local tem outros minerais que também podem ser explorados... Taí uma dica para os investidores e empresas de fertilizantes...

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      como o subsolo pertence ao estado, infelizmente se for explorado sera mais uma fonte de corrupção e fomento ao projeto de poder totalitário do PT...

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