O agro nas urnas, por Ágide Eduardo Meneguette
A população brasileira está a poucos meses de escolher seus novos representantes, nas esferas estadual e federal, para os próximos quatro anos. Vamos definir nossos deputados estaduais e federais, governadores e presidente da República para que possam legislar e administrar Estados e o país em prol de cada cidadão, da melhoria da qualidade de vida, educação, segurança, economia e tantos outros pilares da nossa sociedade, como o setor agropecuário.
Com as prévias dos partidos bem encaminhadas, já é possível desenhar um cenário dos candidatos. Esses, nos próximos meses e independentemente do cargo pleiteado, vão expor suas ideias, projetos e promessas para conquistar o eleitor, que precisa estar aberto para escutar as propostas.
Neste momento, nós, produtores rurais e demais profissionais do meio rural, precisamos identificar os candidatos que empunham a bandeira do campo. Primeiro, porque esses conhecem as necessidades, dores e demandas dos nossos agricultores e pecuaristas e também as adversidades enfrentadas pelo setor. Mas, o principal motivo envolve o fato de que precisamos criar, urgentemente, um ecossistema favorável, com representantes ativos, com voz forte e que trabalhem incansavelmente para e pela agropecuária. Afinal, somos o motor da economia nacional há décadas.
Hoje estamos desamparados em algumas esferas de Poder. A agropecuária enfrenta endividamento estratosférico, rigidez nas regras ambientais, invasões de propriedades privadas, insegurança jurídica, queda nos preços das commodities, aumento significativo no custo de produção, entre outros tantos fatores que têm tirado o sono do produtor rural. Por outro lado, poucas são as vozes que realmente defendem políticas públicas voltadas para quem produz alimento em uma indústria a céu aberto, de sol a sol (ou debaixo de chuva), de segunda a segunda, os 365 dias do ano, de forma ininterrupta.
O estatuto do Sistema FAEP proíbe ações político-partidárias. Nunca fizemos e não faremos campanha para qualquer candidato e/ou partido. Isso porque somos uma entidade apartidária, que sempre trabalhou e vai continuar trabalhando com quem está ocupando as cadeiras dos Poderes Legislativo e Executivo, para defender os interesses do produtor rural.
Isso não impede de participarmos do processo eleitoral. Inclusive, a primeira ação já está em andamento. O Sistema FAEP construiu, de forma coletiva com seus 163 sindicatos rurais do Paraná, dois documentos com propostas que estão sendo entregues aos candidatos aos governos estadual e federal. O propósito é contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas ao nosso setor. O material reúne sugestões em áreas como segurança rural, infraestrutura, logística, política agrícola, medidas econômicas, boas práticas agropecuárias, agricultura, pecuária e meio ambiente.
A outra ação parte de cada agricultor e/ou pecuarista entre os milhões espalhados pelo Paraná e demais Estados deste país. Precisamos identificar quem vai trabalhar, ao longo dos próximos quatro anos, em prol do nosso setor, com afinco, para resolver os problemas do campo.
Com a proximidade do dia 4 de outubro, data do primeiro turno das Eleições, esse trabalho de distinguir os candidatos alinhados com os propósitos do setor agropecuário é fundamental. Afinal, nosso partido é o Agro e o nosso candidato é quem trabalha por nós!
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