No caixa eletrônico, por Osvaldo Piccinin

Publicado em 28/07/2015 15:43
Osvaldo Piccinin, engenheiro agrônomo, formado pela USP-Esalq, em 1973. Natural de Ibaté, é empresário e agricultor e mora em Campo Grande/MS.

Osvaldo Piccinin - novoÉ só termos um pouquinho de paciência e senso de observação para assistirmos as mais diversas trapalhadas diante de um caixa eletrônico. Se a máquina estiver instalada em local frequentado por pessoas menos esclarecidas, será um prato cheio!

Colecionei algumas dessas passagens ao longo de algum tempo. Não sem antes confessar que eu mesmo, já apanhei muito antes de domar a máquina e usufruir dos serviços por ela prestado.

Procuro sempre ficar na fila da melhor idade, por motivos óbvios, e é exatamente nesta onde assisto fatos engraçados, quiçá desastrosas, como aquela onde uma senhora beirando setenta e cinco anos inseriu seu cartão e não conseguiu realizar o saque e nem retirar o cartão, ou seja, a máquina emperrou.

Desesperada começou a dar tapas no indefeso equipamento, e vociferar palavrões em alto e bom som. Um rapaz jovem, provavelmente seu filho, apareceu de súbito portando um porrete e, praticamente, a destruiu para indignação geral. Só parou quando foi convidado a prestar contas aos seguranças. Um fiasco!

Noutra ocasião uma senhora tentava acertar sua senha por tentativas. Claro que após a terceira vez a máquina travou o acesso... e dá-lhe xingamentos maldizendo a tecnologia, dizia aos gritos que aquela invenção era coisa do satanás e que seu desejo era de botar fogo naquela geringonça!

Não menos engraçado foi ver um senhorzinho, que havia esquecido os óculos de grau pedir ajuda a outro de idade semelhante para digitar sua senha devido à dificuldade de enxergar os números anotados, num pedacinho de papel amassado, que trazia com todo cuidado escondido no bolso do seu surrado paletó. Pedido atendido e o velhote satisfeito selado com um fraterno abraço.

Por mais de uma vez observei o cartão esquecido na máquina, ou até mesmo o dinheiro a disposição para ser retirado por alguém que não teve paciência ou se assustou com a máquina enquanto separava as notas.

A cena campeã foi assistir um senhor sacar sua aposentadoria e proteger seu rico dinheirinho numa “pochete” que trazia colada ao corpo. Ao desabotoar a cinta, para alcançar a bolsinha de pano, sua folgada calça arriou aos pés. Desesperado e de cuecão pedia socorro, pateticamente, para que alguém lhe ajudasse a suspender sua vestimenta, pois a coluna recém operada não lhe permitia o brusco movimento.  A solidariedade se fez presente e tudo acabou bem.

Para encerrar: eu aguardava na fila havia trinta minutos, e confesso já meio sem paciência pela demora e pelo calor insuportável. Um jovem gordinho, de bochechas rosadas, para ser econômico na avaliação, solta um tremendo “torpedo” deixando todo mundo com cara de espanto e sem nenhuma reação. 

Não tive dúvida e disse-lhe: amiguinho, corra até o banheiro porque você com certeza está cagado. Foi o suficiente para que a maioria dos presentes, lhe dirigisse algum tipo de desaforo. E o folgado me veio com essa:  - Me desculpem deve ter sido a feijoada de ontem... escapou...foi sem querer. - E vão me dizer que vocês também não fazem isso? - Sai para lá descarado sem respeito! Retrucou a irritada senhora com sotaque nordestino. - Por acaso, seus pais não lhe deram educação? Emendou a velhinha ao meu lado.  Depois dessa só rindo muito!

E VIVA A CENAS ENGRAÇADOS DO CAIXA ELETRÔNICO!

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Fonte:
Osvaldo Piccinin

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