Fala Produtor

  • Waldir Sversutti Maringá - PR 22/01/2007 23:00

    No popular, curto e grosso :<br />

    Como esperava, nada de medidas para baixar juros e tarifalheira (tarifa+robalheira) cobrados pelos bancos, nada para melhorar o cambio, nada para reduzir a arrochada carga tributária. <br />

    Esqueceram da agricultura outra vez. Aqui aplica-se aquela frase: " Não apresse o rio, ele corre sosinho " apesar das pedras em seu caminho.<br />

    <br />

    Continuaremos a crescer pouco além dos 2,5% de 2006. Passar de 3,5% em 2007 nem pensar, sem ilusões.

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  • Evandro Aldrei Santin Guaraí - TO 22/01/2007 23:00

    Moro em Tocantins, aqui o nosso soja vai praticamente todo para a exporta&ccedil;&atilde;o, fechamos contratos futuros com empresas da regi&atilde;o. Eu gostaria de saber como e no que &eacute; baseado o premio de exporta&ccedil;&atilde;o, pois geralmete quando o soja sobe o premio cai ou seria um meio das traid tirar mais um lucro sobre os produtores? Gostaria tamb&eacute;m de receber a cota&ccedil;&atilde;o desse premio baseado no Porto de Itaqu&iacute; em S&atilde;o Luiz no Maranh&atilde;o. Seria importante tamb&eacute;m, saber se essas pessoas que criticam vosso programa &quot;no caso de ontem&quot; j&aacute; produziu um quilo de alimento em sua vida, pois se tivesse produzido ou produzindo saberia da realidade que est&aacute; a agricultura hoje e tamb&eacute;m saberia a causa. Mas provavelmente deve ter seguido seu lider, sustentado por v&aacute;rios e sempre s&oacute; criticando quem trabalha para o bem da na&ccedil;&atilde;o. Deste j&aacute; agrade&ccedil;o a aten&ccedil;&atilde;o, muito obrigado...

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  • Rogério Fiorillo da Rocha Astolfo Dutra - MG 21/01/2007 23:00

    <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt;">Gostaria que esta mensagem chegasse at&eacute; o jornalista Jo&atilde;o Batista Olivi.Sou engenheiro agr&ocirc;nomo e trabalho com Extens&atilde;o Rural na EMATER-MG,no munic&iacute;pio de Astolfo Dutra,na Zona da Mata Mineira.Tenho 39 anos e me lembro&nbsp; que durante a minha inf&acirc;ncia ,assistindo ao Fant&aacute;stico, numa reportagem sobre a fome de uma fam&iacute;lia nordestina, e em especial de uma crian&ccedil;a, o jornalista chorava muito.Escolhi minha profiss&atilde;o devido a este fato.Gostaria de saber se era o Jo&atilde;o Batista Olivi.</span></p>

    <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt;"><br /></span></p>

    <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt;">Obrigado!</span><br />Rog&eacute;rio Fiorillo da Rocha</p>

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  • Paulo Roberto M. Bertão Palmital - SP 21/01/2007 23:00

    Tenho acompanhado nos &uacute;ltimos dias os acontecimentos pol&iacute;ticos de nossa t&atilde;o boa Am&eacute;rica Latina, na Venezuela, Bolivia, Equador,Argentina e mesmo no Brasil no tocante aos arroubos de seus mandat&aacute;rios. Isso me fez lembrar de palestra que assisti em 04 de setembro de 2004, na University of Illinois- National Soybean Research Center,EUA- falando sobre a proje&ccedil;&atilde;o do consumo de prote&iacute;nas pelo mundo nos pr&oacute;ximos vinte e cinco anos- entenda-se prote&iacute;nas como alimenta&ccedil;&atilde;o em geral-, vimos as proje&ccedil;&otilde;es por continentes, tendo sido bastante detallhada. As regi&otilde;es mais pobres atualmente, como &Aacute;frica e &Aacute;sia s&atilde;o as que ter&atilde;o maior crescimento, seguido da Oceania, Europa, Am&eacute;rica do Sul e do Norte. Indagado o palestrante sobre as proje&ccedil;&otilde;es apresentadas, disse que no caso da &Aacute;frica e &Aacute;sia tal crescimento deve-se a expans&atilde;o forte das economias com ado&ccedil;&atilde;o em geral de regras de mercado e democratiza&ccedil;&atilde;o das gest&otilde;es p&uacute;blicas; no caso da Europa, Am&eacute;rica do Norte e Oceania, a expans&atilde;o n&atilde;o t&atilde;o forte deve-se ao fato dessas regi&otilde;es j&aacute; possu&iacute;rem alto consumo de prote&iacute;nas. Agora, quando perguntado porque a Am&eacute;rica do Sul tinha proje&ccedil;&atilde;o t&atilde;o discreta de crescimento, a resposta foi polida e diplom&aacute;tica:- a proje&ccedil;&atilde;o baixa deve-se as estimativas de crescimento econ&ocirc;micos e sociais em n&iacute;veis muito abaixo da m&eacute;dia mundial e por falta de estabilidade de regras para investimentos produtivos. Na ocasi&atilde;o fiquei um pouco desconsertado, pois ainda havia expectativa de sucesso econ&ocirc;mico, social e pol&iacute;tico tanto no Brasil como no resante da Am&eacute;rica do Sul. Hoje diante das atitudes dos governates latinos, percebe-se porque o mundo nos olha com tanto desd&eacute;m e indiferen&ccedil;a, relegando-nos ao rodap&eacute; das sua inten&ccedil;&otilde;es de investimento s&eacute;rio e de longo prazo. O desconcertamento sentido na ocasi&atilde;o mostra-se hoje diante realidade nua e dura em todos os campos da economia e principalmente no nosso t&atilde;o sofrido campo, pois &eacute; dele que sair&aacute; a t&atilde;o propagada prote&iacute;na que se consome no mundo. Minha indigna&ccedil;&atilde;o com todo este imbr&oacute;lio que vivemos s&oacute; n&atilde;o &eacute; maior porque n&atilde;o posso perder tanto tempo assim com isso, tenho que continuar trabalhando e produzindo sen&atilde;o eu e todos os consumidores de prote&iacute;nas morrem de fome. &Eacute; bastante dolorido ver que o mundo j&aacute; projetava e previa com anteced&ecirc;ncia longa as dificuldades que hoje enfrentamos. Ser&aacute; que ningu&eacute;m das esferas dirigentes desse pa&iacute;s consegue enxergar nem um dedo a frente do nariz e, de fato, por esse pa&iacute;s pra funcionar pra valer ao inv&eacute;s de somente gastar saliva e paci&ecirc;ncia de todos n&oacute;s com falat&oacute;rios sem fim e finalidade???. Um cordial abra&ccedil;o e obrigado por estar sempre disposto a ouvir nosso desabafos.<br />&nbsp;Atenciosamente!!! <br />Paulo Roberto M. Bert&atilde;o.

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  • Waldir Sversutti Maringá - PR 18/01/2007 23:00

    Soja – Mercado em 2007, 2008 e 2.009 = Samba do crioulo doido.<br />

    <br />

    No dia 29-12-06 a Folha de S.Paulo publicou um artigo no caderno Dinheiro, folha B-7, reproduzindo previsões dos analistas John Mcmillin da Prudential Equiti Group de NY e Terry Roggensack da Hartfield Trading Partnes de Chicago, sobre a elevação dos preços da soja no mercado, em 2.007.<br />

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    Segundo a previsão do primeiro, acabou a era dos preços abaixo dos US$ 6,00 por bushel e na previsão do segundo analista, Sr. Terry, este preço provavelmente, quase duplicará, até o final de 2.007.<br />

    <br />

    Os motivos que levam esses analistas a fazerem tais previsões já são conhecidos de todos. Previsão de utilização de 80 milhões de toneladas de milho para etanol, neste ano de 2.007 e a diminuição da área de soja em favor do milho, nos EE.UU., e ainda, uma previsão de maior consumo da soja pela China. <br />

    <br />

    Se a situação será essa, o que será então dos preços da soja ao final de 2.008, quando se espera a repetição do fenômeno El Niño nos EE.UU. que faz eles perderem, normalmente, de 15 a 20 milhões de toneladas de soja com a seca. Se o preço do bushel bateu nos US$ 10,55 no final de 2.003, dessa vez ela poderá ir alem, e chegar aos US$ 13,00 ou 14,00 dólares por bushel no final de 2.008, recuando no final do primeiro trimestre de 2.009. A estratégia será portanto, vender a soja colhida em 2008 só no mês de Outubro e a colheita de 2.009, antes mesmo de colhê-la.<br />

    <br />

    Ao final de 2008, sim, acredito que ela poderá atingir esse patamar, recuando no inicio de 2.009, mas não neste ano de 2.007, conforme previu o analista Mr. Terry ...<br />

    <br />

    Por via das dúvidas é bom o produtor de soja e milho do Brasil, ir procurando uma bola de cristal para comprar, ou aprender a letra da música “ Samba do crioulo doido “ e, quando forem dar entrevistas para repórteres em busca de sensacionalismo, não abram tanto a boca com largos sorrisos de modo a facilitar que o repórter enfie o microfone adentro, enchendo de raiva aqueles que acham que o agricultor tem mesmo é que carregar no lombo o fardo da caridade popular do governo ao forçar e manter a baixa cotação confiscatória do dólar, porque poderá vir a acontecer como no passado Delfiniano: Confisco cambial, para regular os preços dos alimentos internos. Não é bom nem falar !!! Xô !!!<br />

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  • Elsio Renato de souza Perisin Nuporanga - SP 17/01/2007 23:00

    <font size="2"><span style="font-family: Verdana;">Sou um pequeno produtor de cana na cidade de Nuporanga (SP) e soja na regi&atilde;o de Catal&atilde;o (GO) e minha preocupa&ccedil;&atilde;o j&aacute; se deriva dos poss&iacute;veis an&uacute;ncios, que o presidente Bush poder&aacute; fazer... e junto com estes, os poss&iacute;veis n&uacute;meros que deixam em estado de preocupa&ccedil;&atilde;o, at&eacute; os produtores daquele pr&oacute;prio pa&iacute;s. A quest&atilde;o &eacute; a seguinte: Uma situa&ccedil;&atilde;o ruim demais, n&atilde;o &eacute; bom. Uma situa&ccedil;&atilde;o boa demais, at&eacute; certo ponto, ajuda. Mas, depois, se torna imprescind&iacute;vel. At&eacute; quando ag&uuml;entaremos? S&oacute; o futuro dir&aacute;... se &eacute; que ele vai chegar...</span><br style="font-family: Verdana;" /><br style="font-family: Verdana;" /></font>

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  • Waldir Sversutti Maringá - PR 16/01/2007 23:00

    Notei que ainda estão faltando 60 associados para que o Sr. João Batista Olivi feche o quadro de 200, para viabilizar a transmissão em tempo real das cotações. É importante dizer e repetir: Somente aqueles que receberem senha e logon, terão acesso a elas.<br />

    <br />

    Estou propondo que cada um de nós ajude a fechar o quadro, conseguindo apenas 3 ou 4 associados cada. <br />

    <br />

    Portanto estou pedindo a 20 companheiros internautas, que consigam entre seus amigos produtores, mais 3 ou 4 associados cada um, para fecharmos logo o quadro necessário.<br />

    <br />

    Dentro de uma semana repassarei ao site os nomes de 3 ou 4 amigos produtores de soja e milho, para se associarem, contribuindo para que fechem o quadro com maior rapidez.<br />

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    Penso que o pessoal estão achando que vão ver as cotações em tempo real gratuitamente. Não vão não, terão que ter a senha necessária para o acesso às informações em tempo real.

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  • José Carlos Tacito Miguelópolis - SP 14/01/2007 23:00

    PRODUTORES RURAIS DO BRASIL!!! ATEN&Ccedil;&Atilde;O, URGENTE!!!<br />Prezados colegas, acabei de ler a seguinte not&iacute;cia publicada no Not&iacute;cias Agr&iacute;colas: PROPRIEDADES SERAO OBRIGADAS A DOBRAR PRODUTIVIDADE!<br />O PRESIDENTE LULA, esta para assinar portaria que altera os &iacute;ndices de produtividade brasileiros, quem n&atilde;o atingir estar&aacute; legalmente apto a ter sua propriedade pass&iacute;vel de desapropria&ccedil;&atilde;o. <br />Isso significa o ABSURDO de ter que produzir a qualquer pre&ccedil;o, o produtor n&atilde;o pode ter LIBERDADE de produzir o quanto ele achar melhor de acordo com as situa&ccedil;&otilde;es do mercado ou pessoais. <br />Vi recentemente muitos movimentos para renegocia&ccedil;&atilde;o de dividas de custeio, mas as lideran&ccedil;as do setor est&atilde;o quietas quanto a esse assunto, que diz respeito ao patrim&ocirc;nio do produtor!!!<br />Onde est&atilde;o os SINDICATOS PATRONAIS, A CNA, &oacute;rg&atilde;os que cobram caro do produtor pra defender-lhes os direitos!!!<br />VAMOS ACORDAR RAPIDO, PRODUTOR VA AO SEU SINDICATO DO SEU MUNICIPIO, COBRE DO PRESIDENTE MEDIDAS CONTRA ISSO, AFINAL ELES NOS COBRAM PARA NOS DEFENDER!!<br />ESPERO TER-LHES TOCADO, DESPERTADO, FIQUEM COM DEUS, OBRIGADUUUU!!!

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  • Altemar Kroling Diamantino - MT 14/01/2007 23:00

    Tem muita gente que est&aacute; falando que o campo vai ter renda de novo, e v&atilde;o pagar suas dividas. Mas, se esqueceram de falar que a safra de soja aqui no Mato Grosso j&aacute; est&aacute; boa parte vendida. Ent&atilde;o, se o pre&ccedil;o melhorar o agricultor n&atilde;o ganha mais nada, pois, a safra j&aacute; est&aacute; na m&atilde;o das grandes empresas. Da&iacute; eu lhe pergunto? Como que vamos pagar os investimentos, se s&oacute; vai dar pra pagar o custo de plantio. E as parcelas renegociadas que come&ccedil;am a vencer em abril? J&aacute; estou preocupado... tudo vai se repetir e n&atilde;o acontece nada. Obrigado por nos ouvir, abra&ccedil;os.

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  • Telmo Heinen Formosa - GO 11/01/2007 23:00

    N&atilde;o acredito que este homem &ldquo;importante&rdquo; tenha este pensamento... &ldquo;e uma demanda crescente por &aacute;lcool est&atilde;o deslocando a produ&ccedil;&atilde;o de soja e trigo e tornando a ind&uacute;stria de frango um setor amea&ccedil;ado de extin&ccedil;&atilde;o&rdquo; e em outra passagem: Mas este cen&aacute;rio, se confirmado, trar&aacute; para n&oacute;s dois problemas s&eacute;rios: o primeiro ser&aacute; um aumento significativo no pre&ccedil;o dos alimentos...<br /> <br />Gente do C&eacute;u quanto mais oleaginosas forem produzidas para extrair &oacute;leo para fazer biodiesel, mas farelo sobrar&aacute;...<br />Enquanto tem uns que nem eu, pensando que soja baixar&aacute; de pre&ccedil;o por conta do excesso de farelo no mundo, tem outras pessoas pensando que vai faltar comida...<br /> <br /><span style="font-weight: bold;">A doen&ccedil;a brasileira</span><br /> Dentro de dez anos alguns textos sobre economia tratar&atilde;o de um fen&ocirc;meno que ser&aacute; conhecido como a doen&ccedil;a brasileira. Ser&aacute; uma revis&atilde;o do que hoje se conhece como a doen&ccedil;a holandesa. Mas esta nova vers&atilde;o ser&aacute; considerada muito mais complexa do que a que ocorreu na segunda metade do s&eacute;culo vinte na pequena e rica Holanda. Mas a sua origem ser&aacute; a mesma: a desindustrializa&ccedil;&atilde;o por efeito de uma taxa de c&acirc;mbio determinada pelo excedente de exporta&ccedil;&otilde;es no setor de commodities e, incompat&iacute;vel, com as condi&ccedil;&otilde;es de competitividade de partes importantes da ind&uacute;stria manufatureira mais sofisticada.<br /> Este problema &eacute; agravado pela impossibilidade do Brasil passar a ser uma economia de servi&ccedil;os, o que alguns apontam como uma sa&iacute;da, j&aacute; que esta transi&ccedil;&atilde;o s&oacute; poderia ocorrer saudavelmente ap&oacute;s a integra&ccedil;&atilde;o de amplas parcelas da popula&ccedil;&atilde;o brasileira que ainda est&atilde;o exclu&iacute;das da economia de mercado moderna. A China est&aacute; integrando seu contingente populacional, o Brasil n&atilde;o. Mas este assunto fica para uma outra coluna.<br /> Posso ver hoje algumas das conseq&uuml;&ecirc;ncias desta incipiente &ldquo;doen&ccedil;a brasileira&rdquo;, apesar do tempo longo que nos separa ainda do long&iacute;nquo ano de 2017. A Embraer n&atilde;o mais produzir&aacute; avi&otilde;es no Brasil, com a perda de mais de 20.000 empregos qualificados; nossa ind&uacute;stria automobil&iacute;stica vai reduzir o valor agregado de sua produ&ccedil;&atilde;o local, transformando-se em mera montadora alimentada por importa&ccedil;&otilde;es; n&atilde;o mais teremos f&aacute;bricas de sapatos, de produtos t&ecirc;xteis e eletr&ocirc;nicos. Em raz&atilde;o disto os empregos migrar&atilde;o para o interior, os sal&aacute;rios ser&atilde;o mais baixos e a m&atilde;o de obra ter&aacute; menor qualifica&ccedil;&atilde;o.<br /> J&aacute; assistimos hoje o in&iacute;cio deste fen&ocirc;meno, mas as mudan&ccedil;as v&atilde;o se acelerar de forma dram&aacute;tica nos pr&oacute;ximos anos. A necessidade de se produzir combust&iacute;veis limpos a partir da agricultura ser&aacute; o eixo principal destas transforma&ccedil;&otilde;es. E o Brasil, fora do continente africano, &eacute; a &uacute;nica grande economia com uma &aacute;rea agricultur&aacute;vel para responder por esta nova demanda. Neste movimento, que hoje parece irrevers&iacute;vel ao analista cuidadoso, nosso saldo comercial vai crescer de forma expressiva, aumentando a sobra de d&oacute;lares que j&aacute; existe nos mercados de c&acirc;mbio. O real vai se fortalecer ainda mais e tornar ineficiente a pol&iacute;tica do Banco Central de defender a taxa de c&acirc;mbio via aumento de nossas reservas cambiais.<br /> O ponto central desta previs&atilde;o &eacute; a certeza que tenho hoje de que a quest&atilde;o do aquecimento global ser&aacute; enfrentada de forma vigorosa nos pr&oacute;ximos anos. No momento em que escrevo esta coluna a imprensa nos informa que o presidente Bush vai tratar da quest&atilde;o dos combust&iacute;veis limpos em seu discurso anual no Congresso americano. Se isto acontecer ser&aacute; uma mudan&ccedil;a significativa na posi&ccedil;&atilde;o do maior opositor a uma a&ccedil;&atilde;o coordenada dos pa&iacute;ses mais ricos no mundo nesta quest&atilde;o. Tony Blair, o primeiro ministro da Inglaterra, j&aacute; h&aacute; algum tempo comprou esta id&eacute;ia. Outras decis&otilde;es neste sentido j&aacute; est&atilde;o sendo tomadas, como a do governo japon&ecirc;s de adicionar 10% de etanol &agrave; gasolina vendida no pa&iacute;s nos pr&oacute;ximos tr&ecirc;s anos.<br /> Nos Estados Unidos, o pa&iacute;s que mais consome gasolina no mundo, a utiliza&ccedil;&atilde;o crescente do &aacute;lcool de milho j&aacute; est&aacute; provocando modifica&ccedil;&otilde;es importantes na economia. O crescimento da &aacute;rea plantada deste produto e o aumento de seu pre&ccedil;o por conta de uma demanda crescente por &aacute;lcool est&atilde;o deslocando a produ&ccedil;&atilde;o de soja e trigo e tornando a ind&uacute;stria de frango um setor amea&ccedil;ado de extin&ccedil;&atilde;o. Nos dois casos o Brasil sair&aacute; ganhando na medida em que esta tend&ecirc;ncia se consolidar. Da&iacute; a import&acirc;ncia, para n&oacute;s, do discurso de Bush.<br /> No Brasil, segundo dados coletados pela MB Consultores Associados, temos uma disponibilidade de mais de cem milh&otilde;es de hectares para a produ&ccedil;&atilde;o de cana ou de soja. Nenhum outro pa&iacute;s, com agricultura competente e capacidade t&eacute;cnica para produzir com efici&ecirc;ncia, tem esta margem para crescer sua produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola. Se este movimento, que j&aacute; vemos hoje, continuar poderemos agregar em alguns anos v&aacute;rias dezenas de bilh&otilde;es de d&oacute;lares de exporta&ccedil;&otilde;es, a partir da agricultura, em nossa balan&ccedil;a comercial com o exterior.<br /> Mas este cen&aacute;rio, se confirmado, trar&aacute; para n&oacute;s dois problemas s&eacute;rios: o primeiro ser&aacute; um aumento significativo no pre&ccedil;o dos alimentos; o segundo, uma valoriza&ccedil;&atilde;o perene do real e uma press&atilde;o ainda maior sobre a competitividade de nossa ind&uacute;stria.

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  • Telmo Heinen Formosa - GO 11/01/2007 23:00

    Como &eacute; que pode, nosso pessoal n&atilde;o acorda mesmo...!!!<br />Em vez de reclamar aumento no Pre&ccedil;o de Refer&ecirc;ncia, teimam em reclamar aumento nos pr&ecirc;mios...<br />Ora, mantendo-se toda sistem&aacute;tica, mas elevando-se o Pre&ccedil;o de Refer&ecirc;ncia digamos para R$ 24,00/sc como chegou a ter em 2006 - naturalmente o pr&ecirc;mio se eleva n&atilde;o &eacute; mesmo?

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  • Telmo Heinen Formosa - GO 11/01/2007 23:00

    Prezado Jornalista Polibio Braga, tenho apreciado muito os seus noticiosos di&aacute;rios (Newsletter) por&eacute;m o &quot;Assunto&quot; de hoje &eacute; um verdadeiro exagero. Enriquecer? <br />Diante disto registro o meu protesto. Tenho certeza que represento o pensamento de muitos dos seus leitores.<br /> <br />Por outro lado cumpre esclarecer-lhe que a utiliza&ccedil;&atilde;o de milho pelos americanos para o fabrico de etanol, para atender a uma demanda te&oacute;rica de 5,0% dos 500 bilh&otilde;es de litros de gasolina anuais por eles consumidos (Substitui&ccedil;&atilde;o total dos padronizadores de octanagem por &aacute;lcool anidro), representar&aacute; cerca de 25 bilh&otilde;es de litros anuais em 2008/09 quando a regra estiver vigindo em todos os Estados Americanos - l&aacute; este tipo de regra n&aacute;o &eacute; federal...<br />Continuando o racioc&iacute;nio, a produ&ccedil;&atilde;o de etanol a partir do milho, dependendo da variedade, gera entre 400 a 425 litros de &aacute;lcool por tonelada de milho e como res&iacute;duo alimentar sobram 300 a 305 kg para o fabrico de ra&ccedil;&otilde;es de consumo animal. Portanto, pouco mais de 2/3 do volume de milho considerado, deixam de &quot;funcionar&quot; como alimento.<br /> <br />Pensando um pouco mais, se os EUA produziram 18 bilh&otilde;es de litros de etanol em 2006, para alcan&ccedil;ar 25 bilh&otilde;es faltam 7,0 que poder&atilde;o ser obtidos com 17 a 18 milh&otilde;es de t de milho a mais, que poder&atilde;o ser colhidas em cerca de 2,0 milh&otilde;es de hectares.<br /> <br />A passsagem de 3,0 milh&otilde;es de hectares de soja para milho na safra 2007/08 pelos EUA, pregada por muitos, me parece um pouco remota neste primeiro ano.<br />O consumo de etanol pelos americanos na forma de &Aacute;lcool Hidratado em substitui&ccedil;&atilde;o &agrave; gasolina por enquanto &eacute; muito anti-econ&ocirc;mico (&Eacute; vendido pelo dobro). O consumo deles dever&aacute; restringir-se ao uso &quot;mandat&oacute;rio&quot; nestes primeiros anos.<br /> <br />Finalmente, em rela&ccedil;&atilde;o ao Biodiesel apresenta-se uma situa&ccedil;&atilde;o &quot;sui g&ecirc;neris&quot; - Em um primeiro momento a procura do &oacute;leo de soja para esta finalidade ajudou a recuperar os pre&ccedil;os da soja mas num segundo momento gerar&aacute; um enorme excesso na oferta de FARELO e por conseguinte queda nos pre&ccedil;os. Destarte &eacute; ilus&atilde;o pensar que a agroenergia de per si far&aacute; s&eacute;ria concorr&ecirc;ncia &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de alimentos - Ningu&eacute;m est&aacute; fazendo id&eacute;ia do tanto de farelo que sobrar&aacute;....! <br /> <br />N&atilde;o se deve tamb&eacute;m fazer conclus&otilde;es apressadas em cima da queda das cota&ccedil;&otilde;es do petr&oacute;leo. As cota&ccedil;&otilde;es em Bolsa referem-se ao Mercado &quot;Spot&quot; - a maioria do petr&oacute;leo consumido no mundo tem custo m&eacute;dio variando de 35 a 40 d&oacute;lares por barril de 159 litros, trata-se de mercadoria negociada por contratos de longo prazo.<br /> <br />Tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; verdade que um dia o petr&oacute;leo acabar&aacute;! Muito antes de ser queimado o &uacute;ltimo pingo de petr&oacute;leo do mundo o ar ter&aacute; ficado t&atilde;o &quot;irrespir&aacute;vel&quot; que n&atilde;o existir&aacute; mais &quot;seromano&quot; (ser humano) vivo para cometer tal insanidade. Entretanto o aquecimento global, apesar de lento parece ser irrevers&iacute;vel.<br /> <br />Atenciosamente,<br />Eng. Agr. Telmo Heinen - Consultor Agr&iacute;cola/Comercial

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  • Polibio Braga Porto Alegre - RS 10/01/2007 23:00

    Milho e soja v&atilde;o enriquecer ga&uacute;chos neste ver&atilde;o.<br /><br />A vedeta desta safra de ver&atilde;o ser&aacute; o milho, cuja produ&ccedil;&atilde;o pular&aacute; de 4 milh&otilde;es de toneladas para 5,3 milh&otilde;es de toneladas. E n&atilde;o &eacute; apenas o aumento da produ&ccedil;&atilde;o que anima. Nesta quinta-feira, os pre&ccedil;os pagos ao produtor do interior ga&uacute;cho emplacaram R$ 17,00 pela saca de 60 kgs, valor que mal chegou a R$ 14,00 no ano passado. E o vi&eacute;s &eacute; de alta.<br /><br />Nesta quinta-feira, tamb&eacute;m, nos EUA, o economista-chefe do USDA (o minist&eacute;rio da Agricultura dos EUA), Keith Collins, meteu fogo no mercado, ao anunciar que em 2007 os americanos consumir&atilde;o 80 milh&otilde;es de toneladas de milho para produzir etanol, contra os 57 milh&otilde;es do ano passado. <br /><br />O biocombust&iacute;vel alucina os americanos, que tamb&eacute;m procuram &aacute;reas e empreendimentos pelo mundo afora, sobretudo o Brasil.<br /><br />As declara&ccedil;&otilde;es de Collins, que incendiaram a Bolsa de Chicago, s&atilde;o animadoras para o Brasil e para o RS. Os pre&ccedil;os locais do milho j&aacute; subiram muito e subir&atilde;o muito, levando atr&aacute;s de si tamb&eacute;m os pre&ccedil;os da soja. <br /><br />Nesta safra, a produ&ccedil;&atilde;o de soja ir&aacute; a 9 milh&otilde;es de toneladas no RS (8 milh&otilde;es no ano passado e 3 milh&otilde;es h&aacute; dois anos). Os pre&ccedil;os pagos ao produtor foram ontem a R$ 26,00 por saca. Os produtores ga&uacute;chos s&oacute; comercializaram 15% da safra, ao contr&aacute;rio do que fizeram seus colegas de outros Estados, que j&aacute; venderam 40% do que v&atilde;o colher. E por isto ganhar&atilde;o mais, porque o vi&eacute;s &eacute; mesmo de alta, o que se deve n&atilde;o apenas ao que revelou Collins nos EUA, mas tamb&eacute;m ao fato de que a soja &eacute; o insumo que mais ser&aacute; utilizado este ano para produzir biodiesel, o que quer dizer que teremos menos gr&atilde;os para a alimenta&ccedil;&atilde;o humana e animal (lembre-se, caro leitor, da lei da oferta e da procura). <br /><br />Os produtores ga&uacute;chos v&atilde;o enriquecer neste ver&atilde;o.<br /><br />A economia ga&uacute;cha ter&aacute; um ano de ouro em 2007.

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