Fala Produtor
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Ari Baltazar Langer Gaúcha do Norte - MT 29/12/2008 23:00
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Marcos da Rosa Canarana - MT 29/12/2008 23:00
Usando uma frase que o Telmo Heinen, de Formosa (GO), costuma repetir – “comunicação não é aquilo que a gente diz, mas sim o que o outro entende” - quero dizer ao Sr. Valdir Sversutti que, infelizmente, ele não me entendeu. Minhas colocações não estão endereçadas aos verdadeiros agricultores que estão participando deste debate sobre a causa do nosso endividamento, mas sim àqueles que ficam pelas esquinas repetindo frases surradas, cheias de preconceitos, que só servem para denegrir ainda mais a nossa classe. Estes tentam introduzir em nosso meio uma manobra diversionista, para evitar que possamos nos unir e chegarmos ao cerne da questão que nos impedem de progredir.
São para esses diversionistas a minha critica. Agora minhas considerações sobre o debate do endividamento da agropecuária:
1 - Apontam nossas incompetências para resolvermos a questão do endividamento e depurarmos os caloteiros que mancham os honestos. Reconheço que existem incompetências sim, mas elas fazem parte do somatório dos problemas. Por exemplo: nossos financiadores nos cobram “de acordo com que acham que podemos pagar” e não “com margens de lucros pré-estabelecidas”, ocasionando lucros absurdos a quem nos emprestam. E quando o dólar sobe os preços de nossos insumos também sobem; mas quando o dólar cai, os preços nas revendas não baixam. Somente o valor de nossos produtos é que baixam. Logo, ficamos inadimplentes. Portanto, neste debate, nossa “incompetência” está em nossa falta de união ou no associativismo, para lutarmos contra esta injustiça e termos ganho de escala.
2 - Outra “incompetência” é não reagirmos e ficarmos esperando que, sempre, outros façam por nós. Além disso continuamos produzindo sem entender o mecanismo da demanda e oferta. Por isso tudo, e sem política agrícola que nos dê garantia de renda, a agropecuária não resistirá. Os grandes grupos tomam conta de tudo, ameaçando a existência dos pequenos e médios produtores. De que forma?? Através dos mecanismos financeiros. Por exemplo: estamos aceitando pagar U$ 900,00 a ton. de adubo, mas há poucos anos era U$180,00?? Por que aceitamos isso??
3 - Sobre a questão de vender no pico de preços: 70% dos produtores não conseguem o melhor preço por vários motivos -- um deles, a falta de compreensão sobre a venda a futuro (e outras formas de compromissos a futuro, como as opções). Um dos problemas é que, antes de fixar o preço a futuro, existe a realidade: é que o que produzimos não é mais nosso, já não estão mais em nosso poder. Outro problema: Aqui no Mato Grosso existem poucas cooperativas devido aos maus administradores do passado e por isso que estamos nas mãos das tradings. (Em Primavera do Leste foi constituído uma cooperativa recentemente e está tendo sucesso). Portanto, deveríamos nos unir em torno desses exemplos de sucesso, senão continuaremos sendo incompetentes em não nos unirmos para obtermos ganhos de escala.
4 - O endividamento dos produtores mato-grossenses chega a 47% dos créditos concedidos pelo Banco do Brasil; e nos bancos das montadoras a inadimplência é de 70%, independentemente de tamanho do produtor. Inadimplência essa causada principalmente por termos um custo alto com logística – que quase inviabiliza a produção (pagamos pelo frete da soja ao redor R$ 12,00/SC até o porto – contra R$ 45 no porto) e pelo milho recebemos 70% do valor vendido para exportação).Temos ainda que descontar os impostos (funrural e fethab), com o custo de produção em torno de R$1.650,00/ha e produtividade média com boa tecnologia de 50 scs/ha.
5 - Nossa lideranças trabalham sem apoio da base, pois os produtores parecem mais preocupados em reclamar e cobrar, mas esquecendo-se de colaborar com sustentação das entidades e com ações para que as lideranças possam realizar seu trabalho. Portanto, ficamos que nem tatu na toca, pensando que pagando as contribuições impostas por lei é o suficiente. O caminho é outro: tem que haver envolvimento e muito trabalho dos produtores junto das lideranças e não ficarmos nas esquinas, simplesmente criticado e não agindo.
Claro que criticar é bem mais fácil que agir e realizar.
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Emerson Francisco Gasparotto Ubiratã - PR 28/12/2008 23:00
João Bastista, gostaria que vc. perguntasse aos senhores doutores do governo por que passar grandes extensões de terras do MS (ou seja tirar de quem produz alimentos e que PAGA IMPOSTO) para os indios, se eles não produzem nada para beneficio da população??? Outra coisa, por que os produtores não podem trabalhar a TERRA enquanto o governo quer reservar para ele o direito de explorar os recursos naturais?
Ora, se os produtores NÃO podem nem sobreviver dessas terras, considero que o governo também não, pois são os produtores que carregam esse País nas costas, e não o governo e muito menos a Funai ou qualquer outra ONG. Acho que essa questão merrece mais atenção e respeito aos nossos irmãos agricultores do MS. Obrigado.
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Luis Augusto Dias Junqueira São José do Rio Pardo - SP 28/12/2008 23:00
Olá. Sou cafeicultor em São José do Rio Pardo e vejo diariamente o programa Notícias Agrícolas. Parabenizo-os pelas excelentes matérias em defesa da tão sofrida agricultura. Estou mandando esse e-mail para lhes pedir, se possível, que me enviem uma mídia com o vídeo da entrevista com o grande João Carlos Saad e do grande jornalista Boris Casoy sobre ética. Queria tê-las gravada em meu computador, mas não foi possível salvá-las. Desde já estou muito agradecido.
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Climaco Cézar de Souza Taguatinga - DF 28/12/2008 23:00
Amigos do Notícias Agrícolas.
Desculpe por mais uma vez tomar o teu tempo com minhas opiniões e estudos, mas há
situações em que não podemos calar e muito menos deixar de expor os fatos.
Ontem à noite, domingo, ocorreu um fato inusitado no Programa Dr. Hollywood, ou Dr. Beleza, da Rede TV e em que o cirurgião brasileiro Dr. Ray – morando nos EUA - afirmou que o café e as bebidas estimulantes são os grandes agentes provocadores da celulite e convidou os telespectadores a substituírem o café e as bebidas por chocolate (que se sabe muito mais calórico do que o café).
Imagine o que poderá a acontecer com o consumo mundial de café após tal exposição negativa ou mal intencionada e, pior, sem nenhuma comprovação científica, apesar de ter sido proferida por um médico renomado e nos EUA (não se pode culpar a “versão”, pois ele falou em português “arrastado”). É óbvio que qualquer alimento ou bebida em excesso pode causar algum mal a saúde e em algum momento, mas as principais causas da celulite são predisposição pessoal, hábitos alimentares e postura corporal, stress, sedentarismo etc.. (vide estudo sério em http://www.classiclife.com.br/estetica/estetica_0010_4ed.html).
Aliás, modernamente, o café na forma de pasta, gel e até em injeções de óleo vem sendo utilizado exatamente para combater e curar a celulite (vide o uso do óleo em http://www.revistacafeicultura.com.br/index.php?tipo=ler&mat=17156).
Já o “Journal of cosmetic dermatology” cita que a cafeína é uma importante aliada no combate à celulite, exatamente por ser um agente lipolítico, ou seja, ela é capaz de quebrar gordura. Devido às diversas controvérsias sobre a sua real eficácia, o estudo foi realizado na tentativa de averiguar os benefícios da aplicação de uma solução de cafeína a 7% nas regiões do corpo comumente afetadas pela celulite. Após 1 mês de tratamento, houve reduções na circunferência da coxa em mais de 80,0% dos pacientes e redução da circunferência do quadril em 67,7%.
Assim, como a citação do Dr. Ray pode muito prejudicar o nosso produtor de café seria de sugerir aos dirigentes do Setor, sobretudo à poderosa ABIC, pleitear o direito legal de resposta no mesmo horário e no mesmo canal ou até mesmo uma reparação legal ou um pedido formal de desculpas ou de provas.
Prof. Clímaco Cezar de Souza
www.agrovisions.com.br
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Sidnei Nascimento Umuarama - PR 28/12/2008 23:00
Desejo a todos produtores brasileiros, um feliz e próspero ano novo. E "VAMOS EM FRENTE"
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Leonardo Tomazetti Primavera do Leste - MT 28/12/2008 23:00
Gostaria de receber o programa de natal sobre o clima do brasil com previsoes do tempo para o ano inteiro, e queria saber a previsao para os proximos 90 dias na regiao de primavera do leste, mato grosso, desde ja agradeco ,e um feliz ano novo a todos e vamos em frente que 2009 seja o ano do agro negocio, abraco amigo Joao Batista
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Silvio Marcos Altrão Nisizaki Coromandel - MG 27/12/2008 23:00
E o dia 30 de dezembro chegou!!! Bom, amigos cafeicultores e amigos do Notícias Agrícolas, o dia 30 chegou trazendo pelo menos para nós, cafeicultores, um grande presente: uma dívida impossível de ser paga. Com certeza não conseguiremos quitar as parcelas para nos enquadrar no reescalonamento das dívidas na Lei 11.775. Bom, eu pelo menos já sei o que fazer: estou preparando uma bela espumante para comemorar a entrada do ano de 2009 como mais um cafeicultor fora da tividade... Desculpem pelo pessimismo, mas iso não é pessimismo mas sim realismo. Realismo que falta para nosso presidente. Por favor, joão Batista, se tiver alguma novidade sobre o dia 30 nos adiante algo...
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Telmo Heinen Formosa - GO 27/12/2008 23:00
Sobre a proposta de um Forum Nacional da Agricultura, recebemos esta análise do sr. Telmo Heinen, diretor da Abrasgrãos (Formosa, GO):
Antes, temos de destravar as "Dúzias de Entraves à uma Política Agrícola de valor para o Brasil":
a) Premissas FALSAS (que precisam ser removidas):
1) Brasil é o celeiro do mundo;
2) Preço Mínimo é imprescindível;
3) Juros estão muito altos;
4) Estoques mundiais estão muito baixos;
5) Não precisamos derrubar uma única árvore para aumentar a lavoura;
6) Biocombustíveis deslocam a produção de alimentos;
7) Transporte ferroviário como panacéia logística;
8) Autosuficiência na produção de fertilizantes;
9) Autosuficiência na produção de trigo;
10) Dar terra aos “Sem Terra” e pensar que isto é Reforma Agrária;
11) Fomentar a exploração de culturas mecanizadas pelos “pequenos”;
12) Mentiras diversas como dizer que o primeiro mundo concede 1,0 bilhão de dólares diários a título de subsídio.
Depois disso, adotar medidas concretas. Por exemplo:
b) Premissas VERDADEIRAS (que precisam ser modificadas):
1) A classe tem muitos “caloteiros”
2) Lei Kandir;
3) Legislação que proíbe a importação de café;
4) Estatísticas são fraudadas na origem;
5) Divulgar preço de custo por saco a ser produzido em vez de ser pela área;
6) “Lucro arbitrado” para efeito de Imposto de Renda;
7) Preços de pauta para efeitos fiscais.
8) Agricultores não comparecem às Audiências Públicas
9) Discussão do mérito legal quando já é hora de tratar dos efeitos;
10) Só sabem “chorar” depois que o leite está derramado;
11) Agricultor brasileiro é bom da “porteira para dentro” Será?
12) Respeito àquilo que foi tratado nas reuniões, assembléias, etc...
c) Premissas VERDADEIRAS (que precisam ser consolidadas):
1) A união faz a fôrça;
2) Fórum Nacional da Agropecuária para definir estratégias;
3) Vender com preço de opinião e não de precisão;
4) Ter um Código Ambiental é urgentíssimo;
5) Agricultura é uma competição para ver quem é que “quebra” por último;
6) Somos “tomadores de preços” no mercado e daí? A saída é esta:
7) Custo deve ser sempre estimado por unidade de área e não por saco;
8) Sistema financeiro ganha muito dinheiro. Então vamos montar o nosso?
9) Para fazer um péssimo negócio não se precisa ter pressa!
10) O pior plano é melhor do que plano nenhum (Ditado alemão);
11) A execução de uma estratégia é mais importante do que a estratégia em si;
12) Todo negócio é bom, contanto que você o faça melhor que os outros.
d) Civismo: O eleitor brasileiro não é considerado, pois,
1. Ele é obrigado a votar, não tem livre arbítrio ou liberdade de decidir se deve ou não participar das eleições.
2. Acha certo saber quem é o Presidente e esperar dele soluções, ao passo que desconhece quem são os seus deputados, vereadores e até mesmo prefeitos, aqueles que poderiam contribuir, de forma participativa, na solução de seus problemas.
3. Acha certo um acreano ou nordestino valer cinco a quinze vezes um paulista ou carioca na hora de votar devido a falta de coeficiente eleitoral único no Brasil.
4. Acha certo que um vereador ou um deputado não tenha vínculo que o amarre a idéias ou a sua base eleitoral, seus eleitores. Aceita troca de partidos constantes.
5. Acha certo que um vereador seja “profissionalizado” e seja remunerado às suas custas;
6. Acha certo pertencer a currais eleitorais e eleger pseudo-líderes que passam o bastão de pai para filho, desde o início das capitanias hereditárias.
7. Acha certo um político ser eleito defendendo valores e princípios de um partido e posteriormente não seguí-los, na maioria das vezes mudando de partido.
8. Acha certo termos um parlamentarismos às avessas, primeiro se elege o primeiro-ministro para que ele depois venha a compor a base aliada através de mecanismos corruPTos e clientelistas, sendo o mensalão apenas mais um exemplo, assim como o enriquecimento ilícito de uma pandilha e uma famiglia com a criação da BrTelecom/Oi, para citar um dos exemplos.
9. E o que é pior, desconhece o Princípio da Subsidiariedade.
Na última década foi introduzida uma novidade, também passam o bastão de marido para mulher ou amante ... De pai para filha. Progredimos... É a participação feminina na política.
Quando vejo um político dizer que vai consultar sua base eleitoral, aqui no Brasil vemos que vai consultar os seus afiliados e financiadores de sua campanha. Na Alemanha, Espanha, Grécia e mesmo nos Estados Unidos, por que não - apesar desta onda de antiamericanismo infantil? E em muitos outros países o político realmente vai consultar sua base eleitoral: seus eleitores.
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Ivan Netto Rio de Janeiro - RJ 27/12/2008 23:00
Mais que parabenizo, agradeço a João Batista Olivi pelas excelentes e densas entrevistas com o presidente da Band, João Saad, e com o jornalista Boris Casoy. Foi um conforto assistir a tão importantes depoimentos neste fim de Ano repleto de matérias requentadas nos jornais e na televisão. Obrigado.
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Milton da Silva Terra Roxa - PR 27/12/2008 23:00
João Batista, mais uma vez quero parabenizar este maravilhoso programa. Gostei muito das entrevistas com o Xico Graziano, com o sr. João Saad, Boris Casoy, Joelmir Betting... mostraram que conhecem aos problemas da agricultura. Por isso não tenho duvida em afirmar que seu programa é o melhor da televisão para o homem do campo. Meus parabens e vamos em frente!!!
E que DEUS nos dê força, vida e saude para continuar na luta,
que 2009 seja um ano melhor, com saúde, paz, alegria e sucesso para todos.
MILTON DA SILVA, AGRICULTOR, Terra Roxa (PR).
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Janio Zeferino da Silva Santa Maria - RS 26/12/2008 23:00
João Batista, gostei muito da entrevista com o Xico Graziano. Vou falar com conhecimento de causa: os produtores que estão na Divida Ativa da União e não estão pagando a securitização e o pesa são mesmo caloteiros e não tem condições ou vontade de pagar nem se o Governo desse 100 anos de prazo.
São na verdade "laranjas" de poderosos e não vão pagar. Pegue a lista e verifique os nomes.
Com relação a quem está devendo custeio de 2004/2005 prá frente, esses são produtores que perderam dinheiro com seca e com preços. Esses tem que ter seus créditos recuperados, mas aqueles do PESA e Securitização não tem saída. Penso que o setor erra ao tentar juntar tudo nas renegociações; a sociedade não aceita e só os bons é que perdem.
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Climaco Cézar de Souza Taguatinga - DF 26/12/2008 23:00
Amigos do Notícias Agrícolas.
Como citei em meu estudo recente intitulado neste site: Para onde vai a agricultura brasileira ? veja que o apoio dado pelo Governo Federal não condiz, praticamente nada, com a importância do Setor.
Veja em: http://www.inesc.org.br/biblioteca/publicacoes/notas-tecnicas/NT%20143_PLOA%202009.pdf
Note que o orçamento da União aprovado para 2009 é de R$ 1,664 trilhões, sendo R$ 525,5 bilhões para financiar a divida pública + R$ 425,7 bilhões para a Seguridade Social (aposentadorias, pensões e despesas) e + R$ 79,7 bilhões para investimentos pelas Estatais. A diferença é o orçamento fiscal, ou seja, as despesas e investimentos propriamente ditos e no valor de R$ 633,8 bilhões.
Mesmo com o agronegócio participando com cerca de US$ 56,0 bilhões de saldo da balança comercial brasileira de 2008 - que junto com os investimentos estrangeiros e outros itens serão mais uma vez acrescentado à nossa conta de reservas internacionais (atualmente em incríveis US$ 207,0 bilhões, sendo cerca de 70% de saldos acumulados anualmente pela balança do agronegócio) - o orçamento do MAPA para 2009 ficou em, incríveis,R$ 7,6 bilhões, ou seja, 1,1% do orçamento fiscal aprovado ou, apenasmente, 0,4% do orçamento total.
E OLHA QUE ISTO FOI, DEVIDAMENTE, APROVADO NO NOSSO CONGRESSO NACIONAL,OU SEJA, COM A CONCORDÂNCIA PLENA DOS SENHORES PARLAMENTARES, A MAIOR PARTE TAMBÉM RURALISTAS. Pior é que nos orçamentos dos Governos estaduais e municipais a situação deve ter sido igual ou até pior.
ASSIM, FICA A PERGUNTA? COMO TRABALHAR, E PIOR, COMO COBRAR DOS MINISTÉRIOS AGRICOLAS E DE SEUS ÓRGÃOS? e ainda da Secretarias de Agricultura?
Seria de se comparar estes valores e % com os destinados nos países concorrentes para a produção rural e os custos para proteção e manutenção do meio-ambiente e os subsídios à renda e para a manutenção dos produtores produzindo nos campos. Lá, sim, eles dão os devidos valores aos agricultores e aos agronegócios. E o povo concorda com isto, inclusive com os subsídios à renda agrícola, aos seguros, às catástrofes (como a seca atual que ocorre no PR, RS e MS e todo mundo fica só olhando) etc...
É ESTE O AGRONEGÓCIO E O APOIO QUE PRECISAMOS?
E PRINCIPALMENTE NA HORA DOS SOCORROS COM CRÉDITOS IMEDIATOS E DAS PRORROGAÇÕES (NUNCA PERDÃO) DAS DÍVIDAS ORIUNDAS DO SUOR E DOS RISCOS TOTAIS E APENAS DOS PRODUTORES RURAIS?
A POPULAÇÃO SABE DISTO?
NÓS, E NOSSAS LIDERANÇAS, A ESTAMOS INFORMANDO DEVIDAMENTE? SOMOS UNIDOS PARA TANTO?
Clímaco Cézar de Souza
AGROVISION - Brasília
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Waldir Sversutti Maringá - PR 26/12/2008 23:00
Parabéns João Batista! Você fechou o ano com chave de ouro ao nos brindar com as entrevistas com os Srs. João Saad, Xico Graziano, Joelmir Beting e Boris Casoy, especialmente os três primeiros que falaram sem reservas sobre a situação da agricultura, o desconhecimento que a sociedade tem dos problemas que ela enfrenta, principalmente das causas que a levaram ao endividamento. Esse o verdadeiro X da questão a ser debatido, principalmente quando se vê que, até mesmo entre nós, ainda tem gente falando abobrinhas sobre isso...
Gostei da frase do Sr João Saad quando disse: “ não, não é preconceito, é ignorância mesmo “!!! Para mim essas palavras serviram para responder ao asno C.N., que ainda não pediu desculpas ao João Batista, e ao Sr Marcos da Rosa, de Canarana, que classificou todos os comentários feitos até aqui de “críticas-de-esquina“ e ainda por cima, teve o topete de classifiicá-las: “elas são infundadas e perojativas “... Este está mais pra Irene., não sabe de nada, não viu e não acredita em nada!
Para provar que não são infundadas, vou ver se consigo fazer o cálculo da roubalheira com a manipulação do cambio, somente em cima da produção de soja, ano por ano, e divulgar nos próximos dias (para que todos vejam) que não são por outros motivos que o campo está prostrado, chorando prorrogações desde 1995!!!
Eu tenho dito sempre aqui neste precioso espaço que foi roubo mesmo, já que, a política de juros altos, foi, e continua sendo, perversa, intencional e imposta à toda sociedade brasileira, de forma inconseqüente e em prejuízo das classes produtoras, especialmente à agricultura, inclusive da DPF, para atrair a enxurrada de dólares, que afinal atraiu e rebaixou o cambio ! Fizeram políticas sociais à vontade totalmente em cima do produtor. O saco de maldades dessa gente não tem fundo.
A seguir a variação comparativa de alguns índices nos períodos de safra a safra, (01-Julho-1994 data do Plano Real – dólar R$ 1,00 ) até 30/06/2008, quando o dólar ainda estava a R$ 1,65.
IPCA (IBGE) - Plano Real -Período de 01/07/1994 a 30/11/2008 é 236,5038%
Assim distribuído, ano a ano, para que alguém que queira possa fazer o cálculo da roubada:
A variação do índice IPCA (IBGE) para o período de:
1 - 01/07/1994 a 30/06/1995 é 33,0294% ----- 2 - 01/07/1995 a 30/06/1996 é 16,2569%
3 - 01/07/1996 a 30/06/1997 é 7,0206% --- -- 4 - 01/07/1997 a 30/06/1998 é 3,4096%
5 - 01/07/1998 a 30/06/1999 é 3,3154% ---- - 6 - 01/07/1999 a 30/06/2000 é 6,5084%
7 - 01/07/2000 a 30/06/2001 é 7,3461% ----- 8 - 01/07/2001 a 30/06/2002 é 7,6616%
9- 01/07/2002 a 30/06/2003 é 16,5699% ------10 - 01/07/2003 a 30/06/2004 é 6,0601%
11-01/07/2004 a 30/06/2005 é 7,2677% ------12 - 01/07/2005 a 30/06/2006 é 4,0290%
13-01/07/2006 a 30/06/2007 é 3,6902% ----- 14 - 01/07/2007 a 30/06/2008 é 6,0599%
xx-O IPCA (IBGE) para o período de 01/07/2008 a 30/11/2008 .....................é 1,8939%
IPCA acumulado entre 01-07-1994 até 30-11-2008 = 236,5038 %
IGPM – FGV
A variação do IGP-M (FGV) para o período de 01/07/1994 a 30/11/2008 é 346,7079%
POUPANÇA (BACEN)
A variação do índice Poupança para o período de 01/07/1994 a 30/11/2008 é 530,5406%
CDI – FGV - A variação do CDI no período de 01/07/1994 a 30/11/2008 é 1.912,2181%
Se a inflação de 1-7-94 até 30-11-08, fosse reposta integralmente ao dólar, ele seria :
Pelo IPCA (IBGE) - 1 dólar = R$ 3,3650 ( o índice com menor percentual de inflação )
Pelo IGPM – FGV - 1 dólar = R$ 4,4670 ( o índice com maior percentual de inflação)
Pela Poupança - 1 dólar = R$ 6,3054 ( remuneração da poupança no período para comparação )
Pelo CDI – FGV = + 1,912,2182% comparação frente aos ganhos financeiros, 1 dólar = R$ 19,1222
O dólar do BC até 2 meses atrás só capitalizou uma inflação de 65% = 1 dólar R$ 1,6500
A diferença está onde ? R = Nas contas a pagar !
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Edmond Chemmes Ganem Ilheus - BA 26/12/2008 23:00
Sou produtor de cacau do Sul da Bahia. Achei muito boa a entrevista do Sr Joao Carlos Saad. Pena que os assuntos sobre agricultura não tenham maior divulgação no Brasil, como, aliás, ele reclama.
Olá João Batista Olivi. Olá telespectadores do canal terraviva. Eu sou produtor de soja, do município de gaúcha do norte – mato grosso. Em primeiro lugar, quero agradecer a ti, João Batista e ao teu programa que dá oportunidade a toda a nossa classe, para expor os problemas de cada região. Para o Brasil e o mundo João, quero deixar clara a nossa situação, para todos aqueles que acham que os agricultores choram à toa e de barriga cheia. Nós aqui estamos a 200 km de distância do asfalto, sem banco do Brasil, sem celular, sem cartório, sem fórum, só com uma treidding no município, sem nenhuma concorrência, que nos financia a produção da forma como ela quer, ou seja, um ano em troca de soja verde, no outro em dólar, sempre naquela que é a pior forma para o agricultor.
Dívidas: nós nos endividamos em 2004, quando a soja valia 46,00 reais a saca de 60 kg. O trator que financiei valia 3 mil sacas de soja, o adubo custava neste ano também 155 dólares. Em 2005, a soja baixou para 23 reais e o adubo subiu para 255 dólares. Em 2006, a soja baixou para 14 reais e o adubo subiu para 435 dólares. Em 2007, a soja subiu para 18 reais, onde para sobrevivermos já tivemos que vender a produção de 2008 também por estes 18 reais. Em junho deste ano ainda tivemos que financiar o plantio 2008/2009 em dólar ao valor de 1,57 e pagamos 1192 dólares a tonelada de adubo, e a soja estava valendo 16,20 dólares o buxil de Chicago, e hoje para devolvermos este valor precisaremos, pelos preços atuais, produzir 50% a mais do que é a média do município apenas para conseguir cobrir os custos da produção. Do mesmo trator que financiei por 3 mil sacas em 2004, hoje devo mais de 10 mil sacas de soja, sendo pressionado de hora em hora pelo banco credor, inclusive recebendo ameaças de busca e apreensão do bem, e estou sem condições de pagar sequer 40% da parcela e muito menos pagar o valor da parcela integral e poder manter meu crédito.
Por isso hoje já estamos completamente descapitalizados, sem dinheiro, e ainda com várias multas e embargos do meio ambiente, que apresentam valores absurdos, que representam de 4 até 5 vezes o valor da própria propriedade, o que eu considero a maior injustiça do mundo, pois só o proprietário de terras ou mato é que tem a obrigação de preservar e aqueles que realmente estão poluindo não têm obrigação nenhuma.
Para poder continuar a produzir alimentos para fortalecer o programa fome zero de graça e sermos os maiores cabos eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nos jornais aparece com a popularidade em 80%. Porém, peço a ele que mande realizar uma pesquisa sobre sua popularidade em meio aos produtores, onde tenho certeza de que não atingirá 0,08%.
Assim, nós produtores ficamos sem condições de manter nossos filhos no colégio, perdemos a saúde, estamos em depressão, sem vontade de permanecer no campo, sem ânimo para continuar produzindo sem retorno e perdendo o capital que já havíamos conquistado com muito trabalho e dedicação.
Mas fazer o quê? Não sei fazer mensalão, nem dossiê, nem sou Marcos Valério, nem Zé Dirceu, Daniel Dantas ou Duda Mendonça...
Peço para todos os produtores para nos unirmos e fazermos a fome zero com plantio zero, e assim vermos quem passará fome primeiro, se são aqueles que produzem de graça ou aqueles que não precisam trabalhar.
Sem um plano agrícola e sem uma política agrícola adequada, com segurança e com renda para nós produtores rurais, não me animo mais.