Fala Produtor

  • José Francisco Piloto Junior Uberaba - MG 11/12/2007 23:00

    Ministério da Agricultura confirmou, agora, a reunião entre o ministro Reinhold Stephanes e os parlamentares da Comissão de Agricultura para apresentar a proposta do governo para o equacionamento das dívidas rurais. Será nesta quarta-feira, 12, às 18horas, no próprio Ministério.

    História da negociação

    Em outubro, os ministros da Agricultura, da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário entregaram ao presidente da Comissão de Agricultura, Deputado Marcos Montes (DEM/MG), uma agenda na qual se comprometem a apresentar uma proposta de renegociação para o setor rural antes do final do ano.

    Grupo de trabalho

    Diante do acúmulo de dívidas decorrentes das últimas três safras e da impossibilidade dos produtores de quitarem esses débitos, os parlamentares criaram, no início do ano, um grupo de trabalho para discutir e elaborar uma proposta de renegociação. O Grupo de Trabalho, que contou com a participação de técnicos do Mapa, do Banco do Brasil e da Fazenda e de parlamentares da Capadr, realizaram diversos encontros, buscando um consenso.

    Para o deputado Marcos Montes, a negociação foi pautada pela parceria entre os poderes com a finalidade de encontrar a uma solução razoável para os produtores e para o governo.

    participaram das negociações no decorrer de 2007, os deputados Abelardo Lupion, Luis Carlos Heinze, Homero Pereira, Odacir Zonta, Valdir Colatto e o ex-deputado Neri Geller, bem como técnicos da Capadr. Também fizeram parte do GT do Endividamento, a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). (Guida Gorga/Capadr).

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  • João Batista Olivi Campinas - SP 10/12/2007 23:00

    Prezados amigos,

    Estou de acordo com o Telmo, pois quem comprou antecipado no mercado futuro protegeu-se contra uma alta muito pronunciada no preço. Quanto aos vendedores, estão aprendendo a vender aos poucos, para captar oportunidades de alta de preços. De qualquer forma, em 2007 o volume negociado de milho no mercado futuro foi de 5 milhões de toneladas (janeiro a novembro), um aumento de 35% sobre o ano passado. Isso já representa 13% da produção brasileira de milho, com tendência a aumentar.

    Penso que o importante agora é olhar para 2008 e ver o que o mercado sinaliza. Com base nos preços praticados ontem no mercado futuro, o preço para janeiro de 2008 foi negociado a R$34,10 a saca; março a R$26,22; julho a R$23,55 e novembro a R$23,75. Ou seja, pela primeira vez se negocia milho com 1 ano de antecedência! O instrumento existe, tem liquidez e é confiável. Agora é montar as estratégias mais adequadas a cada perfil de agente da cadeia, de olho nos fundamentos. A Economist desta semana diz que a alta nos alimentos veio para ficar no curto e médio prazo, e o índice de alimentos da Economist é o maior desde 1845! Se essa visão se confirmar, os compradores precisarão de hedge novamente em 2008 e os vendedores poderão fazer suas vendas antecipadas, mas seria prudente comprar opções de compra para aproveitar as altas nos preços. Por outro lado, com preços tão altos, haverá quem aumente a área para aproveitar essa alta, e com isso aumentar a oferta do produto.

    Abraço a todos e um Ano Novo com muita energia.

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  • Telmo Heinen Formosa - GO 10/12/2007 23:00

    Prezados jornalistas,

    Por favor façam uma reportagem abordando este assunto... Por quê os consumidores de milho não atuam mais intensamente no Mercado Futuro ?

    Estou farto desta choradeira de que milho é isso, milho é aquilo...

    Em primeiro lugar, subiu porque estava muito barato, é óbvio.

    Em segundo lugar, a exportação foi boa porque havia Prêmios de até 6 (seis) dolares por saco. No outro ano haverá prêmio de novo?

    Pergunto isto porque a 9.00 ou 10.00 dólares por saco que é a "retumbante" cotação ALTA em Chicago, ninguém plantará para exportar não...

    Tem muita gente precisando rever os seus conceitos...

    Abs, Telmo Heinen - Formosa (GO)

    (segue reportagem da Folha de S. Paulo)

    Indústria processadora de milho quer leilões especiais

    Elas reclamam que a política de subsídios do governo está distorcendo o mercado

    Parte do milho leiloado com subsídios é desviado para indústrias no Nordeste, retirando a competitividade das que estão fora da região (MAURO ZAFALON - DA REDAÇÃO).

    O Brasil nunca exportou tanto milho como neste ano e os preços nunca estiveram tão altos. Situação que seria perfeita para todos. Para os produtores, porque são mais bem remunerados; para os consumidores internos -avicultores, suinocultores e indústrias de processamento-, porque preços e exportações incentivam a produção e melhoram a oferta.

    Mas essa situação, que parece ser boa para todos, não agrada a ninguém. A alta veio tarde, e os produtores já tinham vendido a maior parte da colheita. Acostumados a receber R$ 12 por saca na safrinha, muitos produtores fizeram contratos a R$ 15 no Paraná. Hoje, o milho está a R$ 28 por saca.

    Avicultores e suinocultores pagam caro e têm dificuldades de encontrar o produto. Já as indústrias processadoras de milho para alimentação humana tiveram forte elevação de custos, que inviabilizam a produção tanto para o mercado interno como para o externo.

    Insatisfeitos com o mercado atual de milho, esses segmentos apontam a política de comercialização do governo. De uma forma geral, todos concordam com essa política, mas julgam ser necessários acertos para dar isonomia ao mercado.

    O ministro da AGRICULTURA, Reinhold Stephanes, diz que há milho suficiente até a próxima SAFRA. "Temos 6 milhões de toneladas." Em janeiro, são previstos 2 milhões de toneladas da SAFRA nova, e, em fevereiro, 5 milhões, diz o ministro.

    Essa alta de preços ocorre devido à procura de milho brasileiro por outros países, provocada pelo maior consumo do produto nos Estados Unidos pelo setor de bioenergia, segundo Stephanes.

    Avicultores e suinocultores do Nordeste, que recebem subsídios do governo, buscam o produto no Centro-Oeste, mas deveriam fazer importações diretas da Argentina, segundo os produtores do Sul. Sobre importações, o ministro afirmou ontem à Folha que o governo está de sobreaviso, mas precisa de um parecer da CTNBio, que não está se manifestando devido a uma decisão judicial.

    O produto argentino é TRANSGÊNICO e, mesmo com sinalização de importações por parte do governo, ninguém se arriscaria a buscar o milho no país vizinho porque pode haver problemas no desembarque.

    Milho desviado

    As indústrias de processamento de milho reclamam que a política de subsídios do governo está distorcendo o mercado. Os leilões retiram milho do Centro-Oeste para a avicultura nordestina, "o que deve ser feito devido à falta de produto no Nordeste", afirma um industrial. "Parte desse produto leiloado com subsídio, no entanto, é desviado para indústrias de alimentos nordestinas, retirando a competitividade das que estão fora do Nordeste."

    Esse industrial, que preferiu não se identificar, diz que instalou sua indústria no Centro-Oeste exatamente pela facilidade de abastecimento. Neste momento, no entanto, tem de buscar o produto em Mato Grosso, com custo de R$ 34 por saca, sendo que poderia pagar R$ 30 na região, que não tem mais milho porque foi desviado para outras regiões.

    "Isso é, no mínimo, leviandade", afirma Antonio Corrêa de Araújo, presidente da Associação Avícola de Pernambuco. A empresa que compra tem de declarar o plantel que possui e só pode comprar o necessário para essa quantidade de animais. Além disso, o programa do governo, que existe desde 1995, só movimenta 1,5 milhão de toneladas para 13 Estados.

    Nelson Kowalski, recém-eleito presidente da Abimilho (associação das indústrias do setor), diz que a política do governo, enquanto incentiva a compra por outros Estados, está deixando o Paraná sem milho. Além disso, o governo limita o crédito de armazenagem a R$ 10 milhões, dificultando a formação de estoques.

    José Ronald Rocha, da Nutrimilho, localizada em Maringá (PR), mesmo com a indústria no maior Estado produtor, tem de buscar milho em Mato Grosso, a 1.500 quilômetros.

    Com a empresa direcionada para a exportação, Rocha diz que já eliminou um turno de trabalho e que vai cumprir apenas os contratos já assinados. Falta de produto, preços elevados e dólar desvalorizado inviabilizaram as exportações. A empresa vai perder mercados que demorou anos para conseguir, diz. "Estamos sendo alijados do mercado pelas próprias regras do governo. A alta de preços é salutar para todos, porque estimula o plantio. A única coisa que queremos é participar, com o volume exportado, nas mesmas condições que estão sendo dadas a parte do mercado."

    Assim como Rocha, que opera basicamente para o mercado externo, as indústrias que atuam no mercado interno também querem leilões específicos para elas. Os leilões abertos para todo o mercado, feitos pela CONAB, não resolvem o problema, segundo Rocha.

    Favorecidos com subsídios nos leilões específicos, a avicultura e a suinocultura elevam os preços dos leilões abertos. Na média, têm preços mais favoráveis do que os das indústrias.

    Para Stephanes, o governo não pensa em mudar as regras dos leilões. "Não temos milho suficiente para todas as atividades. Não podemos chegar em janeiro a zero." Mas deixa uma abertura: "A não ser que uma avaliação aponte problemas".

    Essas distorções do mercado de milho já estão chegando ao bolso dos consumidores, principalmente os de baixa renda, os que mais consomem. O quilo do fubá, que custava R$ 1,60, em média, já está a R$ 2,00.

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  • Mário Attie Jr. Uberlândia - MG 10/12/2007 23:00

    O Grupo João Lyra, com sede em Alagoas, que já tem uma historia empresarial não muito recomendável, possui duas usinas de açúcar nos municípios de Ituiutaba e Capinópolis, MG, e não está honrando os contratos assinados com os produtores da região. O pior de tudo é que nada dizem sobre o assunto como se o calote fosse legal. Vocês teriam alguma informação???

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  • Gernot Ingo Streit Brasília - DF 10/12/2007 23:00

    Caro João! Devido a chegada do dia 17/12/07 que é último dia para realizar o pagamento das contas de investimentos estou aguardando o resultado das negociações entre a nossa bancada ruralista (que deu uma sumida) e o nosso governo, se realmente não ocorrer nenhum acordo que venham a público e falem, e nós produtores iremos ver o que poderemos fazer. Abraço Ingo

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  • Edilson Marques de Azevedo Umuarama - PR 09/12/2007 23:00

    Já me associe inclusive já estou com o boleto para pagto, só que toda hora, a esta solicitação de senha. Pó não tenho tempo a perder, não tem como ser como anteriormente, que não se cobrava nada e o acesso, era muito mais tranquilo. O que esta acontecendo?<br />

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  • Amauri Moraes Cabo Frio - RJ 09/12/2007 23:00

    Olá João Batista. Vi no sábado passado uma reportagem no JORNAL NACIONAL (VERGONHA NACIONAL) falando sobre a CPMF, falava sobre a dificuldade do governo em aprová-la, pois não tem votos. Ao final da reportagem como acontece todos os dias O JORNAL NACIONAL (VERGONHA NACIONAL) da uma forcinha para o governo, aparece o economista LUIZ CARLOS MENDONÇA dizendo: “Sem a CPMF o Brasil ficara fragilizado”. Já vi este economista sendo entrevistado por você e ele falou que em 2008 a economia do lula seria boa para o Brasil... Por gentileza marque uma entrevista com ele e pergunte qual seria esta fragilidade que afetaria o Brasil sem a CPMF? Pois ele não explicou no JORNAL NACIONAL (VERGONHA NACIONAL) e mais uma ajudinha foi dada para o governo. A se o povo acompanhasse diariamente o MERCADO E CIA, RURAL NOTICIAS OU CAMPO ON-LINE...???

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  • Pedro Vidotto Cruzeiro do Sul - PR 09/12/2007 23:00

    Caro amigo João Batista Olivi.

    Nós estamos aguardando as resposta do secretário da política agrícola Sr Edilson Guimarães, que afirmou no seu programa, que, até o dia 28-12-2007, deveriam ser renegociada todas as dívidas agrícolas, palavra do Sr deputado Luis Carlos Heinze, e o Sr Edilson Guimarães, até o presente momento esta tudo quieto, ninguém diz nada, será que vai ficar assim? É preciso cumprir que se diz, somos autoridades, estas dívidas com referencia aos inadimplentes, estamos esperando.

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  • Marcela Andreoze Palmital - SP 09/12/2007 23:00

    Olá João Batista. Depois que te mandei aquele e-mail contando como andam as coisas na região de Palmital SP, as coisas mudaram um pouco, mas só um pouco. As pessoas que se dizem interessadas com a divida dos agricultores, continuam não fazendo nada como sempre. Mas o banco mandou-nos um telegrama dizendo que era para comparecermos no banco até o dia 30 de novembro para fazer alguma proposta de pagamento. A proposta foi feita mas não foi assinada ainda, estamos esperando a resposta dos superiores. Vamos ver se com esta porposta que fizemos podemos nos livrar desta situação tao delicada em que estamos. A regição de Assis, Palmital, Platina e Ourinhos vinha enfrentando problemas com estiagem o que atrazou a planta, mas agora ja está mais regular. João nenhum banco de Palmital quiz fazer o Financiamento para o Custeio da Plantação, apenas a Caixa Economica Estadual nos deu este credito, e se não fosse por ela hoje não teriamos condições de plantar. A situação nesta região esta cada vez mais critica, o kilo do feijão está a R$5,00, e a carne de boi está um horror de tão cara. Acho que teremos de virarmos vegetarianos para não gastar muito e deixar as economias para alguma coisa que precise com certa urgencia. Não consiqo imaginar como var ser o Brasil daqui 10 anos, com esta politica ridicula que só ajuda a que não tem interesse em trabalhar, quem trabalha de sol a sol não tem nenhum valor para estes inconsequentes. Sinto vergonha em ser brasileiro porque nosso admiravel presidente não faz nada que preste para ajudar a quem precisa e fica fazendo bonito com o milho que produzimos dizendo que incentiva a agricultura. Isto é vergonha.

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  • Arnaldo Reis Caldeira Jr. Carmo da Cachoeira - MG 09/12/2007 23:00

    João Batista;

    Assisti entrevista sua com o Sr. Eduardo Carvalhaes abordando as divergências dos números sobre a safra futura de café. Fiquei intrigado e resolvi perguntar à você, o porquê de tanto cuidado (medo ou "melindre") em divulgar números? (principalmente quando a tendência é de uma forte quebra nas expectativas e na safra de café do próximo ano)...

    Se me permite tenho um número sim, e gostaría que acompanhasse meu raciocínio.

    Com os numeros da Conab, pude observar que o percentual de aumento de produção de um ano de safra baixa para um ano de safra alta vem decaíndo nos últimos anos; exemplo :

    Safra 2001 / 02 - 31,3 milhões de sacas

    Safra 2002 / 03 - 48,5 milhões de sacas

    Incremento de 54,95 % de um ano para outro.

    Safra 2003 / 04 - 28,8 mi / scs

    Safra 2004 / 05 - 39,3 mi / scs

    Incremento de 36,46 % de um ano para outro

    Safra 2005 / 06 - 33,3 - mi / scs

    Safra 2006 / 07 - 42,5 - mi / scs

    Incremento 27,63 % de um ano para outro

    Nota-se que está em uma curva descendente - de 54,95 % para 36,46 % para 27,63 %.

    Safra 2007 / 08 - 32 - mi / scs

    Safra 2008 / 09 - X

    Se a curva se estabilizar e parar a decendência, mantendo o último índice de 27,65 % sobre a safra 07 / 08, chegaremos ao número de 40,8 milhões de sacas de café para a próxima safra. Chegamos a um número ?

    Esta curva descendente deve-se principalmente a falta de investimentos nas lavouras de café, associados ao pesado custo de mão de obra com seus encargos, e a valorização do real frenta ao dólar.

    Podemos seguir outro caminho:

    Multiplique a área de café da última safra estimada pela Conab em 2.059.178 ha - sem contar que estatisticamente esta área vem sendo reduzida, substituída por outras lavouras - e multiplicarmos por uma produtividade excepcional de 20 scs / ha (que com todas as adversidades inclsive a climática) teremos :

    2.059.178 ha X 20 scs / ha = 41.183.560 sacas de café.

    Chegamos a outro número ?

    Números bem próximos não ?!!!

    Pois bem meu caro João Batista, isto é só pra mostrar que existem maneiras sim, de embasar números e fazer projeções, com dados estatísticos e cálculos matemáticos.

    Aqui na roça além de produzir estamos aprendendo a fazer conta.

    E aprendendo também a contestar números absurdos, baseados Deus lá sabe em que ?

    Desculpe pelo longo email, e espero ter contribuído !

    " Ninguém pode conquistar o mundo de fora,

    se não conquistar o mundo de dentro !!!"

    Augusto Cury - Seja líder de si mesmo.

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  • ABRASGRÃOS - Assoc. Brasileira de Produtores de Grãos Formosa - GO 06/12/2007 23:00

    Mercado Futuro

    ... estou farto da choradeira dos consumidores de milho. Mais uma vez queremos reiterar que os grandes consumidores devem aproveitar a ocasião e uma vez por todas aprender a lição.

    Quem não tem capacidade econômica, muito menos financeira e talvez logística (armazém etc...) tem que aprender a precaver-se no Mercado Futuro.

    Um projeto está em andamento, chamado "CampoFuturo" em implantação pela CNA/SENAR/CEPEA e BM&F - Inicia por Painéis de Levantamento de Custos, milho, soja, leite, pecuária, aves e frangos.

    Entre no link http://www.cna.org.br/campofuturo/

    É mais simples do que fácil para aprender a mexer com a BM&F mas precisa ter vontade.

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  • Roberth Fagundes Santana - BA 06/12/2007 23:00

    Venho solicitar às autoridades competentes solução urgente para a MISÉRIA em que se encontra aqui o interior nordestino. João Batista, 80% (por cento) das pastagens morreram aqui nesta região (Santana, Serra Dourada - oeste da Bahia). O gado continua morrendo em quantidade alarmante, pois a chuva na região até agora está sendo insuficiente para que possa recuperar um pouco do que restou das pastagens. João, será impossível alguém com responsabilidade continuar no meio rural nesta região se não for tomada alguma providencia urgente, principalmente por parte das instituições financeiras. Peço que leia e também encaminhe para alguma autoridade que possa saber que o Nordeste ainda existe e resolva esta situação.

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  • Eduardo R Pereira Cachoeira do Sul - RS 06/12/2007 23:00

    Saudações João e a todos.<br />

    Foi ótima a entrevista do Glauber do Mato Grosso hoje, ele foi direto ao ponto e disse o que todos nós queríamos dizer, parabéns.<br />

    João, cá pra nós, esta celeuma internacional em defesa da floresta também tem outros interesses não é mesmo?<br />

    Talvez quando não tivermos mais BRASILEIROS produzindo nesta área os supostos defensores da natureza sosseguem, e seus sócios apareçam, como o Glauber bem disse, nós produtores somos os maiores interessados em não prejudicar o clima, vivemos disto e só a cidade não vê.<br />

    O Mundo apavora-se com nossa capacidade de produzir de tudo, não entendem nossa persistência em pagarmos pra produzir em certos anos e tomam isso como uma ameaça que deve ser eliminada a qualquer custo, inclua nisso os subsídios monstruosos, barreiras sanitárias e manipulações de ambientalistas cegos.<br />

    Sugiro aos Piratas estrangeiros que tomem consciência da própria ganância e do quanto já ganharam, agora é nossa vez.<br />

    Não querem que plantemos soja? Então embarguem nossa produção, parem de comprar.<br />

    Querem preservar a floresta? Parem de comprar madeira de nossa floresta, retirem todas as suas filiais madeireiras da Amazônia demitam seus compradores, tranquem nossos portos.<br />

    NÃO DÁ NÃO, NÃO É MESMO, ISTO AQUI É BOM DEMAIS NÉ? E VOCES QUEREM UM NACÃO DE QUALQUER FORMA. Então parem de pregar moral de cueca borrada.<br />

    <br />

    Afirmo João que não interessa o tamanho de nossas propriedades, somos todos prejudicados do jeito que está, nossa única saída é a união irrestrita de todos os Produtores Rurais numa entidade forte suficiente pra forrar os governos de representantes nossos além de outras funções como estocagem e financiamento próprio.<br />

    <br />

    Nós produtores sabemos somente produzir, mas foi-se o tempo em que nossos filhos saiam da propriedade para estudar Agronomia, Veterinária e Zootecnia, hoje eles também têm que dominar Tributarismo, Cooperativismo, Direito, Ecologia, Administração, Propaganda e Marketing. Oxalá aprendamos todos a votar não é mesmo!<br />

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  • Waldir Sversutti Maringá - PR 06/12/2007 23:00

    El niño – o fenômeno que voltará em Julho/Agosto/2008, nas costas do Peru, que reduzirá em m/m 20% a safra de soja e milho dos Estados Unidos.

    Acredito que a percepção dos americanos com a repetição sistemática qüinqüenal desse fenômeno nos últimos 34 anos já esteja influenciando na elevação do preço da soja ( a quarta vez que passa dos US$ 10,50 por bushel nesse período), antecipando uma corrida pela compra de commodities por parte das empresas, fundações, fundos e especuladores desse mercado.

    Na minha opinião só isso justifica os preços atuais aos níveis de US$ 11,00 por bushel e me surpreendo que estejam se antecipando, pois não acredito que o aumento de consumo por parte da China e outros paises pudesse, por si só, elevar a esses níveis.

    Caso se confirme o El Nino para aqueles meses de 2008, mais a emigração de área para o milho, facilmente será atingido um novo recorde entre US$ 13,00 a 14,00 dólares por bushel. Isso lá por setembro/outubro de 2.008, quando os agricultores brasileiros já foram, como diria o Brizola, espoleados e esfolados vivos, como já vem sendo feito há muito com o dolarzinho furado.

    Mas não tem nada como um dia atrás do outro, a própria natureza se encarrega da vingança, essa vez parece que ela não veio a cavalo ... estão aí o aumento generalizado dos alimentos a indicar a falta de uma boa política agrícola que assegure um preço equilibrado para o produtor quando o mercado o castiga com preços abaixo do custo e favoreça o consumidor com a colocação do mesmo produto a preços mais baixos quando este atinge preços exagerados. Não tem no governo, em governo algum, quem faça esse tipo de política agrícola ... trabalhar para equilibrar preços em favor do produtor, consumidor e da inflação ...

    Aqui um último recado ... quem precisa de dinheiro para a safra teria que fechar o preço agora em dólar .. ... pois o filme é antigo, chega na safra, chute no saco .. no saco da soja, que é para o preço vir abaixo, para depois subir novamente em setembro/outubro ...

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  • Marcio de Oliveira e Silva Carmo do Paranaíba - MG 06/12/2007 23:00

    Como é possível aumentar as escalas de abate em apenas 15 dias? Não tem pasto ainda e como o gado não engorda em tão pouco tempo, agora para o Natal certamente a procura por gado gordo aumentará e, ao que tudo indica, não teremos o gado gordo. Será que o boi vai seguir os passos do feijão e milho? (cujos preços dispararam)... afinal, a oferta ainda é baixa?

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