Fala Produtor
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Claudiomar Franco da Silva Alto Boa Vista - MT 24/10/2006 00:00
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Rodrigo Wollmann Quinze de Novembro - RS 24/10/2006 00:00
Sou estudante de agronomia (UFSM) e filho de um produtor rural, quero prestar um agradecimento a vocês, João Batista, Miguel Daoud, por passarem as notícias de forma integra e com a visão do produtor rural. O programa de vocês deveria ser às 20 h da noite e na Globo, para que uma maior parte da população ter acesso a este importante informe da realidade do país. Estou indignado com a atual situação da agricultura, causado não pela seca, seca sempre teve, mas por um governo em desacordo com o que a agricultura desse país precisa, um governo que não tem visão de desenvolvimento, um governo que pratica a maior taxa de juros do mundo, um governo que prefere ajudar especuladores em vez de ajudar quem investe no desenvolvimento do país, aumenta as taxas do seguro (proagro), um governo que mais que dobra o preço do diesel em 4 anos e ainda diz que ajudou o setor produtivo, um governo que quebrou as indústrias de máquinas agrícolas do Rio Grande do Sul e diz que criou empregos. Esta é a minha opinião e de quase todos os estudantes de agronomia da Universidade Federal de Santa Maria.
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Carlos Alberto Alvarenga Paranacity - PR 24/10/2006 00:00
Sr. João Batista Olivi, no debate Presidencial ocorrido ontem (24/10) na TV Record, o candidato Lula afirmou ter seu governo, não o anterior, criado o seguro agrícola. Em seguida, o candidato Alckmin retrucou não ter sido criado seguro agrícola nenhum; Os dois candidatos estão certos; Sabemos que este seguro foi criado no final de setembro passado, através de acordo assinado entre a Cia. Aliança de Seguros do Brasil, o Banco do Brasil e o Governo Federal; O prêmio varia de acordo com a produtividade da região, quanto maior a produtividade, tanto menor o prêmio, e vice-versa. Ou seja, quanto mais necessitado o produtor, maior será o seu dispêndio. Para reduzir o custo do produtor, o Tesouro Nacional arcará nesta safra com 50% do prêmio. Após a eleição, será difícil adivinhar quem arcará com o custo total do seguro; A cobertura também varia; quanto maior a produtividade, maior a cobertura, e vice-versa. Novamente o produtor mais necessitado será penalizado; Vamos considerar o nosso caso específico. Nossa fazenda está localizada no noroeste do Paraná, terra de arenito, de baixa produtividade. Entretanto a terra onde plantamos é roxa, de altíssima produtividade. Nunca negociamos / prorrogamos dívidas junto ao Banco do Brasil (30 anos de envolvimento), sempre as liquidamos nos vencimentos, ou mesmo antes (caso dos custeios, que foram liquidados após a venda dos produtos). Estamos entre os primeiros clientes do Banco do Brasil a operar no mercado futuro, de milho e soja. Entretanto, o prêmio do nosso seguro, como o de todos os outros produtores da região, será de 2,4% sobre o valor do nosso projeto (nesta safra o governo pagará outros 2,4% sobre o mesmo valor); a cobertura do seguro será de apenas 15 sacos de soja por hectare (ou 36.3 sacas por alqueire), ou seja, de 55% do valor do projeto. Todo seguro, de vida, auto, etc., o prêmio incide sobre o valor de cobertura. Não entendemos porque o rural não segue a mesma linha; • O seguro agrícola é compulsório a todos os clientes do BB que necessitam de financiamento agrícola. O atraso na contratação dos empréstimos desta safra, e as dificuldades enfrentadas por todos os agricultores brasileiros nos últimos dois anos, forçarão sem dúvidas, a aceitação deste seguro obrigatório; • Para nós, e muitos outros agricultores, trata-se, simplesmente, de um aumento dos nossos custos (e do governo); • Acredito que esta obrigatoriedade seja inconstitucional. Será que seus advogados poderiam verificar isto?
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Enzzo Cesare Batistella Maringá - PR 24/10/2006 00:00
João Batista e Miguel. Logo após assistir o debate, não resisti em fazer um comentário do candidato Lula...Quando questionado sobre ao aumento do arroz, ele disse: “Deus me livre se o arroz subir... Teremos de importar arroz para o preço não subir e chegar ao consumidor mas barato...”. Conclusão, estamos realmente perdidos se Lula for reeleito, será o fim do produtor rural do Brasil. Quando ouvi esse comentário quase caí do sofá, gostaria que você e o Miguel comentassem esse relato, por favor, seja realista, chegamos ao fim. O que faremos? Obrigado pela atenção.
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Telmo Heinen Formosa - GO 23/10/2006 00:00
<p>Flexibilização... este é o nome do jogo.<br />Alguém recorda que após a época que o FHC nos chamou de "NEFELIBATAS" (Procure no Dicionário), veio a tal de globalização e junto com ela a palavra da moda, além de privatização era a "flexibilização"?<br />Pois é, depois de dar seqüência a uma infinidade de políticas do governo anterior, nalgumas exagerando na dose - o Sr. LULA deu ênfase a uma delas... e, que ênfase!: à FLEXIBILIXAÇÃO.<br />Flexibilizaram até a ética!<br />Como se sabe, a ética faz a moral, a moral faz o costume e o costume faz a lei...<br />portanto me parece que a única saída que temos é "legalizar" a corrupção, afinal a Constituição não estabelece direitos iguais para todos? he he he<br />Neste sentido não será tão ruim que eles permaneçam no governo agora, isto é muito melhor do que voltarem em 2010 - pelo menos assim, poderão colher "as tempestades" dos "ventos" que semearam...<br />Estou convicto que a partir do início de 2007 as primeiras tempestades começarão a aparecer nas prateleiras dos supermercados.<br />Aí sim os números dirão a verdade.</p>
<p><font color="#ffffff">.</font><br /></p>
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ABRASGRÃOS - Assoc. Brasileira de Produtores de Grãos Formosa - GO 23/10/2006 00:00
Mais uma prova da inépcia da maioria dos produtores... <br />Coloco aqui o artigo abaixo, da Associação dos Criadores de Suínos... quem sabe assim atinge mais alguns leitores.<br />O fato é que a maioria dos nossos colegas não sabem ser "pró-ativos" e só sabem chorar o leite derramado. Aí sim ficam valentes, bem valentes!<br />Cadê o espírito previdente minha gente? Pelo visto a iniciativa de ao menos cadastrar-se para ficar apto para alguma coisa, lá é tal qual como em outros locais...<br />Veja o artigo:<br />O Poder de representatividade (ACCS) <br /><br />Tenho sido bastante insistente e crítico quanto e até onde vai nosso poder de representatividade. Às vezes chego a me perguntar: Será que valem a pena tanto esforço, desgaste e insistência para que nosso suinocultor tenha uma melhor qualidade de vida? Até onde o produtor está disposto a lutar contra o atual modelo de suinocultura ou será que está satisfeito? Até quando vamos conviver com realidades tão distintas? O Brasil é considerado o celeiro do mundo. Os outros países temem quanto ao poder competitivo do Brasil. <br /><br />Temos uma diversidade de produtos com qualidade invejável e preços compatíveis, pois temos o menor custo de produção do mundo e nós aqui temos medo de produzir e não ter mercado. Será que não está faltando em primeiro lugar, união da cadeia em torno de um foco? Produtores, indústria e governo buscam o mesmo objetivo, mas em campos opostos. Um exemplo disso se deu no seminário promovido pelo Núcleo Regional de Joaçaba, que no mesmo dia uma agroindústria da região, fez um encontro técnico, tirando os produtores do evento que havia sido marcado com antecedência. <br /><br />Afinal, somos ou não partícipes da mesma cadeia e elo da mesma corrente? Buscamos insistentemente o recadastramento dos suinocultores onde um dos objetivos é a compra de milho da Conab. Oferecemos benefícios no comércio, fomos insistentes, pouco mais de 1/3 dos produtores fizeram o cadastro. Agora, quando houve a demanda e a Conab liberou milho na modalidade balcão, houve um desespero por parte dos produtores. <br /><br />Será que só assim que a Entidade é lembrada? Houve um produtor de Concórdia, que reside lá há muito tempo, que me pediu onde era o prédio da Entidade que o representava. Afinal quem é a ACCS, seu corpo de funcionários e sua diretoria? Além de não contribuir financeiramente, não participa de forma ativa e cobra resultados? Precisamos saber onde estamos e onde queremos chegar, pois este caminho de desencontros só nos leva ao desestimulo e a falência.<br />Fonte: ACCS/Autoria não mencionada
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Waldir Sversutti Maringá - PR 20/10/2006 00:00
Soja: "Produtor deve negociar agora parte da safra e aproveitar o bom momento do mercado", Valério Marega Jr. (Renda Certa).<br /> Se negociar em dólar, tudo bem. Mas em reais não. Mesmo que vença o presidente Lula, a cotação do dólar terá que ser recuperada até a próxima safra. Com a baixa do barril de petróleo, a gangorra pode ser nivelada sem alterar os preços dos combustiveis, os verdadeiros responsáveis pela queda irresponsável ( para nós produtores) do dólar. Assim, a US$ 10,00 a saca. qualquer R$ 0,20 por dólar, e eu penso em R$ 0,50, daria um bom dinheiro a mais para o produtor. Fechando em dólar, concordo plenamente.
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Cláudio Sérgio Pretto Água Boa - MT 20/10/2006 00:00
Concordo plenamente com o Sr. Diogo Otto de Dourados/MS, aliás é uma coisa que sempre questionei com amigos meus, porque não se faz um balanço dos assentamentos criados e assim possa-se saber, e cada assentamento quantos assentados originalmente ainda estão nos lotes, o que produzem, quantos já venderam os lotes e o destino dos que venderam e os financiamentos obtidos, como estão, quantos estão pagando.<br />
Se isto for feito poderá ser mostrado ao MST e outros movimentos a ineficiência dos assentamentos e de seus assentados e poderá ser questionado se é viável continuar-se jogando dinheiro no ralo como se faz com esta "reformas agrárias" que se faz neste país.<br />
Tenho pleno conhecimento disto, pois onde moro tem vários assentamentos e todos com a maioria dos lotes já vendidos.
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ABRASGRÃOS - Assoc. Brasileira de Produtores de Grãos Formosa - GO 20/10/2006 00:00
Prezado Paulo José Iuhniseki,<br />... quanto à sua preocupação de um "calote" na Dívida Interna, ela é procedente. Convém salientar porém que até um dia desses ela representava 57% do PIB e o esforço que vem sendo feito é para reduzi-la a 50% do PIB e num segundo momento alongar o perfil dos vencimentos cuja média está em 29 meses atualmente porém a média de 50% da dívida é de apenas 12 meses...<br />Para ver um estudo completo acesse:<br /><a href="http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini/pc082006.html">http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini/pc082006.html</a>
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Waldir Sversutti Maringá - PR 20/10/2006 00:00
Quem tiver que fazer rotação de cultura pós soja, deveria fazê-lo neste ano, pois em 2007 e 2008 serão os dois melhores anos, dos cinco próximos, para plantio de soja, sendo que a safra de março/abril de 2.008 deveria ser vendida apenas a partir de setembro em diante e a colheita de 2.009, deveria ser vendida antes mesmo de ser colhida ou plantada. Néssas duas safras os preços tendem a estarem acima de US$ 17,00 dolares a saca. Nos 3 anos seguintes voltam ao patamar de US$ 10,00 a saca, quando então seriam recomendados para as rotações, com plantios de outros grãos. O agricultor deve ficar atento para isso, pq de 5 anos, só ganhará dinheiro em 2. Nos demais vai trocar 6 por meia duzia plantando soja.
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Waldir Sversutti Maringá - PR 20/10/2006 00:00
Acabei de ver e ouvir a mensagem dos Srs. João Batista e Miguel Daoud e estou me inscrevendo para contribuir com R$ 50,00 por mês ao excelente site Notícias Agrícolas, porque além de nos proporcionar acesso às cotações das comodities em tempo real, também servirá de canal aberto às manifestações e trocas de informações sobre os mais variados temas de interêsse dos produtores rurais.
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Paulo José Iuhniseki São Gabriel do Oeste - MS 20/10/2006 00:00
MIGUEL DAOUD, PERGUNTO: Calote da Dívida Interna - A dívida interna do País está acima de 50% do PIB, sendo que grande parte com vencimento de curto prazo e dívida externa de curto prazo foi quitada. A arrecadação vai reduzir pois o País vai entrar em recessáo economica, as industrias estão indo embora. Pergunto ao Miguel Dauod, se isso não é um indicativo, caso o governo Lula seja eleito, no provavel calote da dívida interna, confiscando as aplicações de poupança e outras aplicações, qual é a possibilidade?
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José Antonio Vieira da Silva Rondonópolis - MT 19/10/2006 00:00
Para Aleksander:<br /> O preço do boi reduziu também, devido aos contratos futuros que venceram agora, o que voce acha? Favor solicitar a opinião dos seus entrevistados. Obrigado. José Antonio
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Diogo Otto Dourados - MS 19/10/2006 00:00
Caro João Batista, tem sido amplamente noticiado em meu estado a situação de miséria em que se encontram as famílias assentadas no projeto de reforma agrária na antiga faz. Itamarati (outrora de propriedade do ex-rei da soja Olacir de Moraes), com gente passando até fome e demais privações básicas, além do patrimônio público se perdendo pela ação do tempo e sendo sucateado. Criado como modelo para o futuro da reforma agrária (menina dos olhos dos senhores Luís Inácio e José Orcirio), aonde empregou-se só na compra algo como duzentos milhões de reais, como sempre, já possui grande parte de suas áreas arrendadas para terceiros, inclusive pivôs e secadores. Para quem gosta de conta, se pegarmos esses <st1:metricconverter productid="200 mi" w:st="on">200 mi</st1:metricconverter>, aplicarmos à SELIC de 15% (média baixa para o período), são <st1:metricconverter productid="30 mi" w:st="on">30 mi</st1:metricconverter> por ano que divididos pelas 4000 famílias de lá (talvez menos), são R$ 7.500,00 por ano, ou R$ 625,00 por mês (quase dois salários enquanto alguns lá vivem com R$ 120,00/mês). Seria mais barato (embora errado pensar assim) então bancar esse pessoal com um salário por mês em uma casa na cidade, porque como se sabe, além do custo do dinheiro empatado (SELIC), essas pessoas ainda recebem cestas básicas, bolsas isso e aquilo, bem como empréstimos para investimentos e custeio que não são pagos, além de transporte, educação, saúde e segurança encarecidos pela distância das cidades. Aproveito para perguntar por que não se fala deste assunto (nem políticos nem nossas lideranças, exceto a solitária voz de Chico Graziano), com clareza e objetividade, deixando-se de lado ideologia bem como o medo dos eleitores, apresentando-se um estudo sério acerca da inviabilidade destes assentamentos dentro do contexto atual. O que realmente resolve o problema é dar condições à agropecuária empresarial crescer e absorver essa mão de obra (pelo menos a parte que realmente possua vocação), pagando bons salários e demais tributos (principalmente previdenciários, pois a aposentadoria rural é um dos pesos do INSS). Agradeço pelo desabafo. Diogo.
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Gilka G. C. Macedo Londrina - PR 19/10/2006 00:00
Manifesto aqui a minha indignação com o apoio negociado que o governador reeleito do MT dá, neste segundo turno, ao incompetente e despreparado presidente Lula. É LAMENTÁVEL!!!!
Eu tinha visto dias atraz o ministro da agricultura dizer numa entrevista na rede tv que não via nenhum problema em importar trigo, e ontem no debate da record o presidente Lula falou que não vê problema em importar arroz. É lamentavel que pessoas tão importante pessem desta forma, pois os produtores brasileiros estão cada vez mais pobres e endividados enquanto produtores de paises como Est. Unidos são subisidiados pelo governo