Fala Produtor - Mensagem

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC 05/12/2014 23:00

    Disse Marx:

    "(...) se os pequeno-burgueses [= classe média e alta] propuserem comprar as ferrovias e as fábricas, têm os operários [= os comunistas] de exigir que essas ferrovias e fábricas - enquanto propriedade dos reacionários - sejam confiscadas simplesmente e sem indenização pelo Estado.

    Se os democratas propuserem o imposto proporcional, os operários exigirão o progressivo; se os próprios democratas avançarem a proposta de um [imposto] progressivo moderado, os operários insistirão num imposto cujas taxas subam tão depressa que o grande capital SEJA COM ISSO ARRUINADO; se os democratas exigirem a regularização da DÍVIDA PÚBLICA, os operários exigirão a BANCARROTA do Estado”.

    (K. Marx e F. Engels, Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas)."

    Ou seja, destruir a engrenagem econômica - produzir crises - faz parte da estratégia revolucionária do marxismo clássico. De modo que o mau desempenho na fase democrática da sociedade que será subvertida NÃO É um acidente de percurso ou mera incompetência ou inépcia administrativa. A carestia, a fome, os saques, o roubo dos famélicos, a inflação, a destruição da moeda, tudo isso insufla na população o sentimento de insatisfação e insurreição propiciando a atuação de demagogos que manipularão a população empobrecida ao mesmo tempo que propicia a DESTRUIÇÃO da elite dita "reacionária".

    O melhor analista político em atividade hoje no Brasil, Heitor de Paola, explicou:

    "(...) Quem tentar entender a lógica interna e a atuação de um partido comunista ou de linha auxiliar do comunismo com os métodos tradicionais de análise política, CERTAMENTE SEGUIRÁ UM CAMINHO ERRADO E FICARÁ EXPOSTO A SURPRESAS E DESILUSÕES SEM FIM (...) [os partidos comunistas] encaram a política como guerra de extermínio e para isto se utilizam de métodos estranhos aos demais partidos (...) Consideram os demais partidos 'burgueses' não como adversários dos quais podem ganhar ou perder (...) mas inimigos a serem aniquilados (...) no cerne da própria estratégia está a abolição, em algum momento no futuro, dos mecanismos 'burgueses' da ESCOLHA DOS DIRIGENTES PELOS ELEITORES. Sua luta NÃO É política, embora dêem a impressão (...) a Sociedade terá que ser enganada até o momento em que [esta] se torne INCAPAZ DE MUDAR OS PRÓPRIOS DESTINOS PELA VIA ELEITORAL ou que esteja de tal modo encharcada de lixo marxista que já não reconheça nada diferente. Para ludibriar a sociedade os partidos comunistas lançam mãos de duas táticas simultâneas: uma 'POLÍTICA' democrática exigindo e se comprometendo com o maior grau de democracia possível, e uma 'ESTRATÉGIA DE LONGO PRAZO' que faz uso das franquias democráticas para acabar com elas (...)"

    (PAOLA, Heitor. O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, pg. 74 e 75.)

    Trecho extraido do artigo de Francis Lauer, "Marx e o PLN 36". site, mídia sem mascara.

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