DA REDAÇÃO: Problemas climáticos na Argentina sustentam cotações da soja na CBOT
Grãos: dados das exportações norte-americanas, divulgados nesta quinta-feira (06) pelo USDA, foram positivos para a soja. Já no milho, os números vieram abaixo do esperado pelo mercado. Por outro lado, os problemas climáticos na Argentina ainda sustentam o mercado.
Publicado em 06/12/2012 12:36
| Atualizado em 06/12/2012 15:54
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou nesta quinta-feira (06) o relatório de exportações norte-americanas. Segundo o analista de mercado, Bruno Perottoni, os números divulgados para soja são altistas, ao contrário do milho, que os dados ficaram abaixo do esperado pelo mercado.
O departamento anunciou que as exportações de soja somaram 1.142.7 milhão de toneladas na semana terminada no dia 29 de novembro. No caso do milho, as exportações totalizaram 51.600 mil toneladas.
Esse é um dos fatores que contribui para as baixas nas cotações do cereal, que opera com mais de 8 pontos de queda nos principais vencimentos em Chicago. Já no mercado interno os recuos nos preços são mais acentuados em função da desvalorização do dólar que trabalha a 2.08, conforme explicou o analista.
Por outro lado, o mercado projeta uma boa safra para o Brasil, porém as condições climáticas na Argentina ainda é um dos fundamentos que sustentam as cotações na soja na CBOT. “Também temos os boatos de que a China estaria de volta ao mercado, com isso, o vencimento maio/13 que trabalha acima de US$ 14,50 poderia buscar os US$ 15”, acredita Perottoni.
O analista ainda destaca que a recuperação da economia chinesa é um fator de viés altista para a soja, e o foco do mercado continua sendo a safra 2012/13 da América do Sul.
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